SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




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(Hermógenes)




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Não sou alegre, nem sou triste, sou poeta...

Cecília Meireles

 

Camuflando a dor, vermelhando, sangra, chora...

 

Não me sinto assim, poeta, na verdade. Quem me fez pensar que seria foi a Loba e a Lela, quando comentaram sobre um versinho aqui ou um pensamento alí que tenho escrito nesses dois anos de blog. Sim, se você não percebeu. Fiz dois anos de blog no final de julho. E nem fiz festa aqui. Nem fiz referência. Nem nada. Como diz o Marquim: “TÔ DE ÚLTIMA!”

Tava folheando uma publicação antiga da Bravo!, com entrevistas deliciosas. Abri na do José Saramago para me deter numa resposta que faço questão de reproduzir aqui. Sim, porque tenho andado meio macambúzia com a minha falta de tempo para vir aqui e também de ir nos blogs de um monte de gente que eu adoro. E isso, claro, resulta nas ausências de vocês aqui.

E, segunda, a Nadja me disse que esteve por aqui e achou a leitura “deliciosa, leve, agradável”. Isso me deixa alegrinha. Escrevo pra mim, sim. Pra desabafar de mim o que em mim pulsa. Mas também sinto prazer em saber que o que eu escrevo aqui toca alguém de alguma maneira.

Pois bem. Vamos ao Saramago:

 

“Quando escrevo, não penso excessivamente nisso. Simplesmente acontece. É eu sentir, por exemplo, que uma determinada frase em que já disse tudo quanto tinha pra dizer, do ponto de vista musical, no sentido do compasso que tem que se desenvolver, tem que terminar... Pode acontecer que do ponto de vista do sentido já esteja tudo completo, mas que a frase necessite de três ou quatro palavras que não acrescentem rigorosamente nada, mas que são necessárias para que o último tempo do compasso caia e repouse...”

 

Tenho me perguntado ultimamente até onde deve ir a paciência de aguardar o desenrolar dos fatos. Me questiono se aquele meu jeito de querer desvendar logo o dilema, o enigma não seria mesmo o jeito mais correto de levar a vida. A dúvida é cruel para quem é instintivamente ansiosa como é o meu caso.

Banho-maria não é comigo. Nunca foi. Sou da fervura, da ebulição. Essa espera de não saber o que de fato é me congela, me paralisa. Então, é melhor fingir que não está acontecendo nada. Fazer de conta que não foi e não é. Se será... aí, já são outros quinhentos. Não sou vidente. Mas bem que gostaria de ser...

 

“E nós que nem sabemos quanto nos queremos.

Que nem sabemos tudo o que queremos.

Como é difícil o desejo de amar.

Você que nem me soube quanto eu quis.

Que não me coube, não me viu raiz.

Nascendo, crescendo nos terrenos seus...”

Nós dois - Tadeu Franco



Escrito por Anucha às 21h18

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Nova semana, nova conduta!

 

"NO AR QUE EU RESPIRO, EU SINTO UM PRAZER..."

 

Resiliente
Loba

 

enquanto estrelas viravam versos
e a lua
brincava de esconde-esconde
inventou vida
quando cúmulos lhe cercaram
perdeu-se no temporal
e da vida inventada
sobrou solidão
cortejou o sono eterno
e nas profundezas
esvaziou-se de si mesmo
quando nada mais havia
do vazio brotou lágrima
virou rio 

 

Fui me revisitar outra vez para começar a pensar alguma coisa pra cá. Encontrei essa linda poesia que a Loba fez pra mim há um tempo atrás. Uma leitura nua e crua de minha alma, então sofrida, machucada, diluída em mim.
Hoje, os tempos são outros, as dores bem menores, as dúvidas foram recicladas, mas a resiliência é a mesma. Aprendi a ser assim. Graças a Deus. Estava indagorinha falando isso com a Ju Pimentel. Não abro mão disso. Vou ao fundo do poço e lá encontro a mola que me volta pra cima.

 

Relato breve: SEXTA, show da Veveta, com direito a seguinte cena: o comboio dela passando na porta do apê onde minha mana mora e a nossa turma toda na frente se preparando para ir ao show, quando a gente começou a gritar o nome dela e, simplesmente, ela abre a janela da van e solta beijinhos pra gente. É mole? Quanta gentileza! No show, fizemos pulutrica, pulamos e dançamos a valer. Resultado: meu joelho estourado aqui. Nada que a malhação não dê jeito...

SÁBADO, almoço aqui em casa com Cacha, Lis e Geysa, visita à exposição de Picasso, show de Marcos Valle e Céu, no Circuito Cultural do BB e lanche no final da noite com Jean e Cacha.

 

DOMINGO, trabalho até às 13 horas, almoço na Casa das Botelhas e tarde inteira de preguicinha na cama.
Nessa semana, estava ouvindo um cd no carro e anotei duas frases de músicas que me definem no momento. Não posso dizer que estou infeliz. Não. Não é verdade. Estou sozinha, como não gosto de estar. Mas, tranqüila e aguardando o desenrolar dos fatos. No entanto, preciso agir e rápido para voltar ao meu prumo. Segura, leve, entusiasma com a vida. E só depende de mim, né? Pois que comece a semana e uma nova conduta. Prometo pra mim. Porque só interessa a mim mesmo ficar de bem comigo e com o mundo.

“No ar que eu respiro, eu sinto um prazer de ser quem eu sou, de estar onde estou...”
(MUTANTES)
“A verdade prova que o tempo é o senhor dos dois destinos...”
CIDADE NEGRA)

Boa semana, viu, gente!
Mais uma vez, desculpa a minha ausência dos blogs. E obrigada por quem ainda não deixou de vir afagar a minha alma!



Escrito por Anucha às 21h27

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O boi que vira homem, que vira boi...

 

Marcelo Evelin: um orgulho pra gente aqui!!!

 

Imagine um Bumba-meu-boi revisitado! Pense como seria assistir a um espetáculo com elementos do folclore piauiense misturado a toda a energia da dança, da expressão corporal, com sonorização moderna e tradicional ao mesmo tempo!

Bull dancing.

É o nome da montagem criada, dirigida e encenada por Marcelo Evelin, além de artistas do Piauí e da Holanda. Estreou nesta semana em Teresina, fica em cartaz até domingo próximo no Teatro João Paulo II, no Dirceu, tem apresentações marcadas em São Luiz, no Maranhão, e deve estrear também no Rio de Janeiro até o final do ano.

Bull dancing.

Uma abordagem inteligente das questões mais tocantes do cotidiano de todos nós: angústias, dúvidas, medos, revoltas, violência doméstica, desumanidade, crueldade. O homem incorpora o boi, que incorpora o homem, ultrajado nas suas necessidades mais elementares de sobrevivência. De dignidade. Teatro + dança + música = emoção!

Bull dancing.

Você não pode perder a oportunidade de participar de uma discussão coletiva do nosso verdadeiro papel na vida. Passar pela vida ou deixar a vida passar. Atitudes de conformação. Passar a vida a limpo ou limpar a vida suja. Atitudes de construção.

Bull dancing.

Eu fui assistir. E vou de novo até domingo. Você, se estiver em Teresina, deveria ir também. Posso adiantar que, provavelmente, uma cena ou outra você vai se chocar. Mas, não se faça de rogado, siga abrindo sua cabeça, seus horizontes. Enfrente a si mesmo. E pense. Para poder, quem sabe, agir!

 

P.S.: Blog também serve pra falar de coisas que tocam a gente. Mesmo que a gente não esteja muito preparado para ser tocado dessa maneira. Eu me dei a chance de aprender mais um pouco com o Marcelo Evelin. E agradeço por estar tendo essa puta oportunidade de ver arte contemporânea sendo produzida aqui no quintal da minha casa. E, orgulhosamente, eu digo: muito bem produzida!



Escrito por Anucha às 15h38

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Deixe estar...

 

O SEGREDO É NÃO APRESSAR O RIO... Então tá!

 

Recebi uma mensagem pelo celular cujo final tinha a expressão acima. Imediatamente, lembrei daquela música dos Beatles, que ouvia na vitrola de casa, nuns bolachões enooooormes da Mamãe.
Hoje, depois de assistir “Zuzu Angel” (recomendadíssimo, viu?!) e lanchar duas fatias generosas de pizza com o André, cheguei em casa cantando a tal música. Me deu uma vontade danada de saber a tradução em português. Fui ao cifra club e olha aí...


"...E quando as pessoas com coração partido
Vivendo no mundo, concordarem
Haverá uma resposta, deixe estar.
Porque embora possam estar separados,
Ainda existe uma oportunidade que eles perceberão.
Haverá uma resposta, deixe estar.
Deixe estar, deixe estar, sim
Haverá uma resposta, deixe estar....”
(Let It Be – Beatles)

Entendi tudo o que estava nas entrelinhas daquele “Deixe estar”. Ou, pelo menos, entendi que entendi, sacou? Tipo foi a interpretação a que eu cheguei. E tenho dito.
Sabe, há uns seis anos, peguei um livro de cabeceira da Tia Jack e nunca mais devolvi. Li à época, mas juro que não introjetei a idéia como deveria. Indagorinha, passando a vista na estante, o encontrei. Li tudo o que estava sublinhado em “Almas Gêmeas”, da Mônica Buonfiglio. E, agora sim, me fizeram sentido.

 

“... a alma gêmea vê à sua frente um espelho, com uma imagem exatamente igual à sua, vibrando na mesma freqüência e na mesma sintonia...”

“... você só atrairá sua alma gêmea porque os dois têm as mesmas qualidades magnéticas, espirituais e possivelmente emocionais...”

“... a alma acaba prendendo-se ao que está acontecendo ou ao que já aconteceu, e termina por esquecer do que ainda estar por vir...”

 

Sim, eu acredito em alma gêmea. E a cada dia me convenço que não pode ser mesmo muito diferente de mim, de como eu sou, do que eu penso, de como eu sinto, do jeito que vivo.
E, finalizando com uma das belas frases que ficaram do filme “Sob o Sol de Toscana”:
 

"Coisas boas, inimagináveis, podem acontecer até mesmo no fim do jogo”!



Escrito por Anucha às 23h27

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Plantamos na casa o tempo comum...

 

No chão da minha casa, me sinto mais dona, mais eu!

Bem, hoje, 20 de agosto de 2006, completo um ano dessa experiência de morar sozinha. Falo assim, porque foi a primeira vez que saí de casa. A minha irmã já havia morado fora, em Recife... já tinha saído da barra da Mamãe. Mas eu não. Nem quando fui noiva pensava muito certa sobre a idéia de deixar a minha casa.
Pois bem. Um ano. Passou rápido, viu? Juro. Foram tantas as coisas que aconteceram na minha vida nesse tempo. Tantas dores, tantas alegrias, tantas decepções, tantas descobertas... que só mesmo uma vida movimentada assim pode passar tão rápido.
Quis fazer almocinho pros amigos mais chegados. Perdi a vontade. Quis tomar um porre... “eu, eu mesma e irene...” de sábado pra domingo. Perdi o saco. Quis passar o dia em casa. Tive que acordar cedo pra trabalhar. Sim, trabalho todo domingo de 9h30 às 1h30. Lê, lê, lê, lê!
Acabei de chegar de uma saidinha bem legal. Eu, Cacha, Liciane e Lelé. Lanchonete chique. Papo descontraído. Gargalhadas. Risoto. Salpicão. Sorvete de chocolate no final. A alma chega volta leve pra casa.
Mas, voltando à casa, a minha casa. Cheguei e fui logo pegando as anotações feitas na noite anterior, quando eu estava assistindo pela terceira vez ao filme “Sob o sol de Toscana”. Antes de começar a direcionar meu mote do dia pras coisas que, mais uma vez, me fizeram muito sentido no filme. Lembrei de curiar o que se passava nos meus escritos de há um ano atrás. No dia 20, nada. Mas, na véspera, essa poesia do Dobal me fez arrepiar. Degustem-na comigo de novo...

SOUVENIR DE LA MALMAISON

Habitamos uma casa
cercada de silêncio.
Plantamos na casa
o tempo comum:

a manhã da gaivota
a tarde do corvo
e a noite que é nossa.

No silêncio da casa
vão crescendo as safras
do que plantamos:
o crepúsculo da manhã
o crepúsculo da tarde
o gemido da gaivota
o grito do corvo
o medo da rosa:
a hora turva ou clara
em que descobrimos
o nosso tempo.

 
Não, não vou comentar nada sobre o filme. Se você ainda não viu, precisa. Prefiro deixar você viajar em alguns dos excertos que anotei no caderninho:

“Nunca perca o entusiasmo infantil e coisas boas lhe acontecerão!”

“Como você será feliz se continuar tristonha?”

“Se você tromba com algo bom, deve segurá-lo até chegar a hora de soltar”.

“O que são quatro paredes? Elas são o que elas contêm. A casa protege o sonhador”.

PRECISO DIZER MAIS NADA NÃO, NÉ?



Escrito por Anucha às 23h43

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De leve, de coração...

 

"TODO MUNDO SONHA TER UMA VIDA BOA..."

 

Tô aqui com o buço (entre o nariz e a boca) queimado de uma depilação com cera química, tô muito cansada do dia todo de trabalho, tô com voz rouca de quem está para gripar, tô ainda gorducha, mas... hoje não vou furar com a Ju Pimentel. Vou, sim, pra Super 8. Dançar, abrir a asas e soltar as feras.

Botei esmalte vermelho nas unhas, fiz um banho hidratante nos cabelos, comprei roupa e sapato novo. Pode dizer: “tô mal intencionada, né?” Na verdade, muito bem intencionada a me divertir. Nem um pingo com vontade de dar trela pra “seu ninga”, mas muito a fim de receber os olhares que chegarem no meu rumo.

Não, meu coração não está fechado. Mas eu tô assim com vontade de ficar no aguardo, sabe? Tipo querendo deixar o tempo continuar estabelecendo as curas necessárias, de que já falei aqui há um tempo atrás.

Acho que tô muito bem sozinha. Gostando de ficar sozinha. Até mesmo mantendo uma certa distância dos amigos. Deixando-os viver mais a vida deles e menos a minha. Cuidando mais da minha casa, lendo mais os meus livros, não regateando na dieta e nem na malhação.

Tenho sido feliz à minha maneira. É bom estar na fila do supermercado e ouvir coisas como: “gosto tanto de ver você na televisão, seu jeito meigo, doce, alegre; parece que a vida ta sempre sorrindo pra você”. Quis responder algo assim: “na verdade, sou eu que vivo sorrindo pra vida pra ver se ela me retribui da melhor maneira”. Mas preferi dizer: “é melhor ser assim; levando a vida leve”.

 

“me leve, de leve, de neve, de coração

que um beijo seu me trará as nuvens

e o céu na cabeça...

... fecho os olhos e você vem

que nem me pede, mas eu quero ir...”

Vavá Ribeiro



Escrito por Anucha às 19h27

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Ela amanheceu ainda mais linda!

 

"MINHA TERESINA, NÃO TROCO JAMAIS..."

 

A minha cidade está fazendo 154 anos. Teresina, a cidade onde nasci para a vida. Onde moro desde os quatro anos. Então, são 31 anos amando essa cidade verde, que briga com seus habitantes pra continuar verde. Dando sinais de cansaço, de lamento, de dor.

Teresina é uma cidade feliz. De uma gente que só anda sorrindo, apesar dos revezes. Sim, é uma capital com um dos maiores índices de pessoas vivendo abaixo da linha da miséria. Mas, ainda assim, vive com vontade de crescer e aparecer.

Eu disse uma vez, num artigo-declaração, que Teresina tem vontade de ser cidade grande. É assim que eu sinto, que vejo, que vislumbro. As pessoas vivem num corre-corre danado pra trabalhar mais, marcar o seu lugar. Mas elas também se divertem, rindo das piadas do João Cláudio, Amauri e Dirceu no Theatro 4 de Setembro. Ouvindo a Dandinha ou o Vavá no Tapera. Assistindo o Núcleo de Criação do Dirceu no JP2. Ou se encantando com o bumba-meu-boi na Potycabana.

Hoje, o dia amanheceu do jeito que eu mais gosto. Céu azul sem nuvem nenhuma, uma ventuzidade daquelas de espanar as folhas da palmeira do lado da minha janela e aquele solzão de rachar. Uma benção para quem ama essa terra.

Digo e repito que nunca tive vontade de sair daqui para morar em qualquer outro lugar do mundo. Ultimamente, tenho pensado diferente. Não por não querer continuar aqui. Mas por entender que, às vezes, a vida pode nos pregar peças e a gente tem só que respirar fundo, levantar a cabeça e dizer: ASSIM SEJA.

Confio muito em Deus. Acredito que nada na vida da gente acontece sem o dedinho dele. E estou me aprontando para aceitar o que tiver de ser. Seja permanecer, como diz o Carlos Said, na “minha gleba mais amada”, ou rumar pra outro canto onde possa estar a minha felicidade.

 

"...QUERIA TE DIZER

QUERO TE LEVAR

QUANDO FOR VIAJAR PRA LONGE

E QUANDO A SAUDADE APERTAR,

JÁ ESTAR COM VOCÊ..."

Vavá Ribeiro



Escrito por Anucha às 10h22

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