SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




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"Entrego
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(Hermógenes)




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Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





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Seja em tudo, sempre: uma crença!

 

Tio Célio e eu: saudade de família!

 

Confesso que havia já um tempo que eu não visitava o blog do Destro. Me perdi no tempo e no espaço. Mas sempre soube que a cada visita por lá eu saia mais rica, mais cheia de vida, mais cheia de mim, da minha alma, da minha essência. Sempre foi assim.

E nesse turbilhão em que me encontro nesses dias, a visita dele ontem aqui foi mais que um convite: foi a certeza de que poderia encontrar algo pra mim por lá. Dito e feito. Procure deter-se em cada frase, em cada verso, em cada sentimento...

 

Sinceramente

Destro

 

O que fica da saudade é vento
Da vontade ausente, lamento...
Choro cada alegria como se única fosse
Verdadeiramente são...
Refaço-me naquilo que não perdura
A simples falta remete àquilo que mais preciso
Mirando o esmo infinito da certeza
Acerto lugares que são ausentes
Na presença que monto fora do que existo
Desconexo, tendo a pender pelo sumiço...
Fica quase intransponível meu passado
Lacrado num tempo que só pode ser dele
Dono dum poder que não se aliena...
Todo dia a cada dia e sempre
Tão belo quanto único
Tão singular quanto fugaz
Completamente efêmero se desfaz...
Viva para estar pronto a perder-se
Encontrando-se em cada nova doação
Pratique a arte de dar o que precisa
Em troca de receber o que não se tem...
Enxerga a ti mesmo no outro e serás em todos
Estenda
seu ser aos que são em sua volta e eternize
Embrenhe-se nas almas boas e ruins a sua volta
Saiba deixar-se em umas e sair das outras...
Seja oportuno e não oportunista
Encare a sua possibilidade como algo que deve ser conquistado
Quando não puder ser completamente certo
Entenda-se justo...
Seja em tudo, sempre: uma crença!

 

Ontem, minha vida se encheu de mais vida. Fui pra Praia de Verão com três grandes e amadas amigas: Sayô, Lis e Sanka. Ainda estavam lá: Mel, Geysa e Luna. Tomei umas long neckzinhas. Porque eu tava precisando relaxar, saber? Depois fui para o aeroporto. Fazer o quê? Buscar a minha linda e querida afilhada Dedila e a mãe dela, a Tia Jack, que chegaram de Buenos Aires.

Vieram passar uns dias com a gente. E, certamente, eu terei muito com o que me ocupar. Fazendo e recebendo dengo. Sentindo o calor de família. Brigando e sorrindo. Mas tendo por perto gente da gente. Tenho sentido tanta falta disso. Sempre soube que estar próximo das nossas origens nos refaz por dentro. E, nesse momento, tenho precisado me refazer.

Vou ficar out esses próximos três dias, viu, gente? Maratona de Piauí Pop 2006. Sexta, sábado e domingo. Muito trabalho, muita canseira, mas, certamente, muita coisa pra contar na próxima semana. “Não me deixem só, eu tenho medo do escuro, eu tenho medo do inseguro, dos fantasmas da minha voz...”



Escrito por Anucha às 10h09

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PARA TODO MAL, A CURA...

 

Já disse que amo a Lidchinha?!

 

A cura

Lulu Santos

 

Existirá
Em todo porto tremulará
A velha bandeira da vida
Acenderá
Todo farol iluminará
Uma ponta de esperança

E se virá
Será quando menos se esperar
Da onde ninguém imagina
Demolirá
Toda certeza vã
Não sobrará
Pedra sobre pedra

Enquanto isso
Não nos custa insistir
Na questão do desejo
Não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê
Que o inferno é aqui

Existirá
E toda raça então experimentará
Para todo mal
A cura

 

O Piauí Pop tá bem aí. Por isso eu abri com o Lulu, que é uma das minhas expectativas para esse festival. Soube ontem que vou trabalhar os três dias do evento. Isso quer dizer que: não terei a folga que imaginei para assistir ao show dos Los Hermanos da fila do gargarejo, não terei meu sábado de folga (como toda semana), não poderei curtir a companhia dos meus amigos, não terei um minuto de descanso...

Aff! Vai ser pauleira. Mas deixa pra lá. Melhor é estar empregada. Melhor é estar na TV Cidade Verde. Melhor é poder pagar as contas e deitar a cabeça sossegada no travesseiro.

Ontem, tive com a Licinha. Lanchamos e assistimos a “Páginas da Vida” na companhia da Liciane. Falamos um pouco sobre a gente. Sobre cada uma. Com tudo isso que aconteceu, até os papos ficam meio sem graça.

Hoje, respirei fundo e deletei uma situação que estava me deixando mais triste. Nada como você decidir que o melhor pra você pode não ser o melhor pra você agora.

Ando lendo pouco, pensando quase nada e escrevendo menos ainda. Acho que isso tudo vai passar. Mas preciso desse tempo de introspecção. Vocês entendem, né?



Escrito por Anucha às 10h33

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Sempre acreditamos que temos mais tempo

Zélia Duncan (roubado do blog da Lela)

 

Mas essa Sayô é uma metida mesmo, né?

 

Final de Belíssima. Eu, Lícia e Stelma. Nem uma das três com saco, nem ânimo pra fazer qualquer outro programa. As três juntas, muito melhor. Aí, toca essa música e eu entendo que é ela que deveria vir pra cá.

 

Do It
Lenine

 

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
 
Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
 
Se aperta, grite
Se tá chato, agite

Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite
 
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance

 
Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
 
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
 
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele

 
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Quer dever, prometa
Pra moldar, derreta
Não se submeta

 

Sexta foi dia de terapia. Muito converse. Uma conclusão: estou no meu inferno astral. Claro, tá perto do dia 4 de agosto. E os astros começam a se cruzar pra chegar num ponto em que tudo se equilibre. Ou pelo menos tente se equilibrar. Eu ando me sentindo só. Já falei isso aqui. É um processo. É um todo. Não é só falta de um namorado, não. Nada mais simplista do que dizer que eu tô com carência afetiva. A solidão é um estado de espírito interior. Mas, como disse na terapia, sei que é um tempo de depuração. Preciso dele pra crescer mais um pouco, entender certos atropelos da vida. Descartar situações que me são “nocivas”... no final das contas.
Essa história de “vamos viver o momento” é, como diria o Hélio Paiva, LINDO. Mas arrebenta com a gente. Porque se as conseqüências não são boas (e na maioria das vezes não são!)... a gente se sente, mais uma vez, derrotada. E pequenas derrotas seguidas vão minando a auto-estima da gente, provocando uma sensação de impotência diante da vida ou dos acontecimentos. Que é de doer!
Então, quando eu negritei uns excertos da música do Lenine foi pra mim, sabe?! Pra ver se eu enxergo, se grito pra mim e, falando como os americanos: DO IT!
Fui comer caranguejo no Toinho com a Sayô hoje. Presente dos bons que eu me dei. Tava morrendo de vontade de sentir aquele gostinho de praia. E doida pra desabafar um pouco com minha amiga querida, que eu amo. Agradeço a Deus por ter colocado ela na minha vida de novo.
Ah, e pra quem tá com saudade de me ver no vídeo... segunda-feira, 10, eu vou apresentar o Notícia da Manhã no lugar da Nadja, que ta dodói. Seja o que Deus quiser...



Escrito por Anucha às 18h42

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Alma vai além de tudo

Em meados de 90, Minha Mãe voltou de São Paulo com um Cd da Leila Pinheiro, que ela não tirava do Cd Player. As músicas todas lindas, mas uma, em especial, mexia com ela. E, por conseguinte, mexeu comigo. ANIMA, do Zé Renato e do Milton Nascimento, uma poesia com melodia envolvente, que cresce dentro da gente.
Nessa semana, ganhei de presente uns dois CDs do imenso acervo do Hélio Paiva. Um mimo da Lícia. Uma jóia pra mim. Um deles é do Zé Renato, onde redescobri a música. E sabe aquela história de que a música tem o tempo certo pra “entrar” de verdade na gente? Pois sim... Olha como se parece comigo!

"Lapidar
Minha procura toda
Trama lapidar
O que o coração
Com toda inspiração
Achou de nomear
Gritando alma
Recriar
Cada momento belo já vivido
E ir mais
Atravessar fronteiras do
Amanhecer
E ao entardecer
Olhar com calma
Então
Alma vai além de tudo
O que o nosso mundo ousa
Perceber
Casa cheia de coragem vida
Tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver
Te quero ser
Alma
Viajar nessa procura toda
De me lapidar
Neste momento agora de me
Recriar
De me gratificar
Te busco alma eu sei
Casa aberta
Onde mora um mestre, o mago
Da luz
Onde se encontra o templo que
Inventa a cor
Animará o amor
Onde se esquece a paz
Alma vai além de tudo
O que o nosso mundo ousa
Perceber
Casa cheia de coragem, vida
Todo o afeto que há no meu ser
Te quero ver
Te quero ser
Alma”.
 
Ontem à noite, eu e a Lícia estávamos com o “conversador” frouxo. Ficamos até quase 11 horas engatando uma conversa na outra, enquanto assistíamos os finalmentes da Belíssima. Aí, de súbito, ela perguntou: “E os paqueras?” Linda, a minha amiga. No meio do turbilhão, ainda se preocupa em saber a quantas anda meu coração. Eu admite que ando meio macambúzia, sentindo um vazio no peito, saudade de ter alguém comigo, presente, perto, aconchegado.
Tudo bem. Não vou dizer que estou infeliz. Não. Não é isso. Sou uma afortunada, eu sei. Vivo cercada de gente do bem que me quer bem e me faz o bem. Mas, sabe isso de namorar, beijar na boca, sentir o calorzinho dos pés, ir ao cinema de mão dada, passear de carro pela cidade e parar no encontro dos rios pra tomar água de côco e ver o pôr-do-sol?
É isso. Só isso. Me faz falta. Mas não me torna uma pessoa infeliz, amarga, desanimada pra vida. Não. Respiro fundo e tenho fé que o melhor está por vir.

 



Escrito por Anucha às 10h08

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“Nem todos os caminhos são para os caminhantes.”

Goethe

 

No frigir dos ovos... eu tô bem!

 

Como enfrentar a vida depois da sensação da perda física de alguém? Falo perda física, porque parece que a pessoa “que vai” está mais presente do que nunca em nós.

Quando minha mãe morreu lembro que ganhei da Helena Conde, tia do Hermano, meu então namorado, um livreto xerocado que me fez um bem enorme. “A redescoberta do Eu na perda” (Maria Helena Novaes) dá umas pistas de como a gente vai reagir no decorrer e como a gente poderia reagir melhor. Vou emprestar ele pra Lícia. Mesmo ela sendo a mulher forte que eu sempre soube que ela era, mas que tem se revelado ainda mais. O livrinho vai lhe ser útil.

Nele li que Jung falava que “o sofrimento é a grande oportunidade para mudar, quando desmorona a fachada e temos que nos reorganizar”. Concordo plenamente. Na vida, quando vamos ao fundo do poço (e eu já experenciei isso algumas vezes...) parece que somos tomados por uma força gigante de superação. Aí, é só questão de tempo. Sempre o tempo.

Lá mais na frente, uma pérola de Soren Kierkegaard me faz sacudir em mim mesma: “a vida deve ser vivida para frente”. Puxa vida! Simples, né? O problema é que a maioria de nós vive com os pés no passado ou remoendo as situações do presente. Esquecendo-nos que cedo ou tarde, isso vai passar.

Queria pedir desculpas formais aos meus colegas blogueiros pela minha ausência elástica. Poxa, quanto tempo que não passeio entre vocês!?! Mas é que a vida parece que deu um nó no emaranhado de coisas pelo meio do caminho: trabalho, trabalho, trabalho, pós-graduação e o exercício de ser amigo (tarefa da qual não arredo o pé de jeito nenhum!)

Ontem, fui pegar uns sushis pra Licinha e levei a Sayô como companhia. Pra matar a saudade, falar da gente, sentir o calorzinho de quem quer bem a gente. Lá, encontramos a Sankinha com mais duas amigas dela. Pronto! Ganhei minha noite. Deixei a Sayô, passei na casa da Lícia, Stelma foi também, Reginaldo chegou depois. E nós tentamos preencher o vazio abissal na minha amiga.

Como diz um amigo querido acolá: VAMOSSIMBORA!  



Escrito por Anucha às 12h05

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Nem aí pra Copa!

 

Hélio fazendo molequeira!

 

Me lembro da Copa de 82, quando eu e a Cacha, crianças, sem entender nada de futebol, comemorávamos cada gol como se fosse final de Copa. Nas Copas seguintes, dia de jogo era dia de folia. De alegria. De muita festa.

Esse ano não. Não me empolguei com a Copa. Não me empolguei com a Seleção. E dizia isso antes mesmo do primeiro jogo. Não confiei na seleção do Parreira. Aí, hoje, assisti, desolada, os nossos jogadores lutar nada pelo muito que é estar na final da Copa da Alemanha. Uma das mais disputadas, com certeza.

Mas isso não me preocupa. Não tô nem aí pra isso. Minha preocupação é a dor da minha amiga Lícia, que não posso dividir comigo. É ver a angústia dela e não saber nenhuma piada nova pra contar. É ouvir as lembranças, que são muitas, de uma linda história de amor, que terminou antes do fim. É lembrar da presença leve, viva, divertida do Hélio Paiva e sentir aquele vazio em seguida.

Mas vi muita coisa bonita nesses dias. Vi gente fazendo das tripas coração para apoiar, ajudar, colaborar, fazer as coisas acontecerem. A manifestação pacífica foi um sucesso. Muitos professores, muitos alunos, muitos amigos vestindo de branco o adro da Igreja de São Benedito. Uma caminhada percorreu um quadrado do centro de Teresina, com a multidão cantando as músicas que o Hélio gostava. Não me contive quando ouvi a Cássia cantar: “Mudaram as estações. Nada mudou. Mas eu sei que alguma coisa aconteceu. Tá tudo assim tão diferente...”

Ainda estou atônita com tudo isso. Ver alguém perder a vida porque não temos segurança nas ruas é revoltante. Estamos todos assustados, temerosos que a história se repita com um de nós, treinando a reação se algo parecido acontecer conosco, tendo pesadelos aterrorizantes. Isso é lá vida, meu Deus!?

Me apego ao Quintaninha pra aliviar a dor...

 

“O que nos acontece nada tem com a gente

O que nos acontece

são simples acidentes que chegam de olhos fechados

num jogo de cabra-cega...”

 

Não sou nenhuma poetisa, mas em tempo de dor as palavras me são mais generosas:

 

“Agora, é esperar o tempo providenciar suas curas.

Porque a gente sabe que cura.

Demora, mas alivia.

A dor passa a ser uma lembrança constante,

que não lateja tanto,

mas fisga a alma pra sempre.”

 

Voltando ao Quintana, pra arrematar:

 

“PORQUE A MORTE NÃO FAZ ESQUECER, MAS FAZ TUDO LEMBRAR...”



Escrito por Anucha às 19h29

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