SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




MEU MANTRA


"Entrego
Confio
Aceito
Agradeço"
(Hermógenes)




CONTATOS IMEDIATOS


Anucha Melo anuchamelo@uol.com.br anuchamelo@hotmail.com Meu flog





HUMOR






O QUE TOCA MINHA ALMA


A vida em preto e branco
Ambidestro
As Anormais
A casa de papel
Loba, corpus et anima
A pergunta que não quer calar
A dona do amor
Brinquedoteca
Brincando com Clarinha
Beth Boop
Bem aqui assim
Blônicas
Colcha de retalhos
Casa da Tuka
Carpinejar
Coisas de Bruna
Casa de Boneca
Coisas de Deus
Conversa de mulheres
Casa de Rubem Alves
Artes com trastes...
Cabaré do Marquim
Nadica de Nanda
Diário de Mim Mesma
Dani Rêgo
Dani-se
Enquanto não durmo
Entre tantas
Flog da Tyci
Flog da Claudinha CB
Teófilo Lima - flog
Guinho flog
Gualberto Jr
Heart's Place
Hai-kai do Daniel
Leila Eme
Ladra do bem
Linda Menininha
Meu flog
Oceanos e desertos
Piauimagens
Queira ouvir
Quadrado quase perfeito
Ser sentido
Superfície da alma
Sonhos e realidades
Salto Quebrado
Sol cultura
Tenho que me perder...
Templo de Hecate
Todas as minhas vidas
Um amor pra recordar
Um dia a gente aprende
Verbo amar
Voando pelo céu da boca
Tô sabendo
Ventania
Mudanças e adaptações
Tarde de chuva
Palpiteira
Verdes Verdades
Humores
Cambalhotas de Irrealidades
Diário Evolutivo
Blog da Onça
Em poucas palavras
Blog da Florcita
Faxina
Sentir é um fato
Femme Sapiens
Viver em segredo
Viajante
Dance with me?
Madrugada na sala
Luz de Luma
Batendo asas
Meu mundo
Deixa eu quieto
Nosso Quintana
As filhas do dono
Caminhar
Avesso dos ponteiros
O Pluto é filho da pluta
Reallidade torta
Bloco do eu sozinho
O Rebelde
Jardim das Violetas
Quem sabe uma (quase) Bridget?
Opiniões femininas
Palavras
Esferográfica azul
Giramundo gira eu girassol
Rainha de Copas
Neurose de mim mesmo
Gérbera Laranja
Cantos Gerais
Cosmopolitan Girl
Adoro reticências...
Som de cor de mim
Flog da Paulinha
Blog da Mari
Terehell
Blog da Magui
Entendeu ou quer que eu desenhe?
Blog da Caíla
Café do Dom
Blog da Oda
Donaella





SELO



Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





O QUE VIVI


01/12/2006 a 15/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
01/11/2006 a 15/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
01/10/2006 a 15/10/2006
16/09/2006 a 30/09/2006
01/09/2006 a 15/09/2006
16/08/2006 a 31/08/2006
01/08/2006 a 15/08/2006
16/07/2006 a 31/07/2006
01/07/2006 a 15/07/2006
16/06/2006 a 30/06/2006
01/06/2006 a 15/06/2006
16/05/2006 a 31/05/2006
01/05/2006 a 15/05/2006
16/04/2006 a 30/04/2006
01/04/2006 a 15/04/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
01/03/2006 a 15/03/2006
16/02/2006 a 28/02/2006
01/02/2006 a 15/02/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
01/12/2005 a 15/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005
16/09/2005 a 30/09/2005
01/09/2005 a 15/09/2005
16/08/2005 a 31/08/2005
01/08/2005 a 15/08/2005
16/07/2005 a 31/07/2005
01/07/2005 a 15/07/2005
16/06/2005 a 30/06/2005
01/06/2005 a 15/06/2005
16/05/2005 a 31/05/2005
01/05/2005 a 15/05/2005
16/04/2005 a 30/04/2005
01/04/2005 a 15/04/2005
16/03/2005 a 31/03/2005
01/03/2005 a 15/03/2005
16/02/2005 a 28/02/2005
01/02/2005 a 15/02/2005
16/01/2005 a 31/01/2005
01/01/2005 a 15/01/2005
16/12/2004 a 31/12/2004
01/12/2004 a 15/12/2004
16/11/2004 a 30/11/2004
01/11/2004 a 15/11/2004
16/10/2004 a 31/10/2004
01/10/2004 a 15/10/2004
16/09/2004 a 30/09/2004
01/09/2004 a 15/09/2004
16/08/2004 a 31/08/2004
01/08/2004 a 15/08/2004
16/07/2004 a 31/07/2004





MEU IBOPE









LAYOUT


Template by Pattie


CRÉDITOS


Blog da Pattie - La mia vita tra le dita !


La mia vita tra le dita



Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com



Getty Images







Estrela em forma de gente.

Gente em forma de estrela...

 

MINHA ESTRELINHA LINDA: CACHA MARIA!

 

“Tudo o que é amor parece com você... Vou ter sempre você comigo... Nunca vou te esquecer...” (Tunai)

 

Show do Tunai. Cacha do lado. Eu, emocionada. Ela também. Era a mamãe que a gente não conseguia tirar da cabeça. Parecia que ela tava ali do lado, ou no meio, ou em algum lugar perto.

Poucos dias antes da Corrinha “subir”, ainda na UTI, ela pediu pra gente cantar “Frisson” pra ela. (Ontem, eu até me enganei... falando em “Sintonia”...) Sim, aí, eu e minha mana cantamos a musiquinha do Tunai pra ela. Lindo lembrar dela tentando acompanhar a gente com a voz ralinha, sem ar, mas feliz por aquele momento.

Minha mãe é o que se pode chamar de GENTE EM FORMA DE ESTRELA!

Foi por isso e sempre por essa lembrança que toda vez que a gente ouve a música é nela que a gente pensa. E a saudade dói latejante. Contei isso pro Tunai antes da entrevista. Ele engoliu seco. Eu vi. O papo foi bacana demais. Bem descontraído. Como eu gosto de estar. Sempre. Vai ao ar amanhã (sexta) tipo 7h45 no Notícia da Manhã, TV Cidade Verde.

 

LÉ COM CRÉ: TUNAI E EU DEPOIS DO SHOW

 

“Só mesmo o tempo pode revelar

O lado oculto das paixões

O que se foi e o que não passará

Inesquecíveis sensações

Que sempre vão ficar pra nos fazer lembrar

Dos sonhos, beijos, tantos momentos bons...” (Tunai)

 

Mas, as letras, as músicas, o clima do show todo foi de emoção. Na saída, comprei um CD só de sucessos ao vivo e ele me presenteou com um DVD. Tudo devidamente autografado, claro. Tunai é uma figura. E eu ganhei a noite. Porque o dia havia sido de doer.

Hoje também não foi lá essas coisas. O bom foi ter ido comer carnaga com a Sayô, a Luna, a Liciane e a Lis. Deu pra dar umas gargalhadas gostosas. A cervejinha serviu pra relaxar. Mas teve dor de cabeça depois. Que me deu um mau humor sacudido até agora. Tudo bem, não é só isso que está tirando o meu sorriso. Por pouco tempo, garanto.

Porque uma coisa que ouvi lindamente na voz do Tunai ontem me despertou pra algo como meta de vida:

“QUERO GENTE IGUAL A MIM OU PARECIDA...

CAPAZ DE ALEGRAR O MUNDO!!!”

Realmente, não mereço nada diferente disso. E se quem vier e se chegar não tiver isso na cabeça e nem a leveza de gente desencanada, com sede de viver em harmonia, na paz, deliberadamente feliz... não dá pé mesmo.



Escrito por Anucha às 22h36

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Tá difícil ser eu...

Peguei da Valéria. Um jeito de me traduzir...

Não sei quantas vezes usei esse título aqui. Pegando o Djavan, como sempre, para me definir. E hoje a música "Nuvem Negra" é mais que apropriada.

"NAO ADIANTA ME VER SORRIR, ESPELHO MEU. MEU RISO É SEU. EU ESTOU ILHADA... NÃO VOU SAIR. SE LIGAREM, NÃO ESTOU... TÁ DIFÍCIL SER EU. SEM RECLAMAR DE TUDO. PASSA NUVEM NEGRA. LARGA O DIA. E VÊ SE LEVA O MAL QUE ME ARRASOU. PRA QUE EU NÃO FAÇA SOFRER MAIS NINGUÉM..." 

P.S.: Mas como nem tudo é ruim... Hoje, às 5h da tarde, estarei fazendo uma entrevista com Tunai. E vou pedir pra ele cantar SINTONIA pra mim. Vou lembrar da Corrinha. E, com certeza, vou chorar. Mas é bom. Vou desaguar de mim!



Escrito por Anucha às 11h58

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Prefiro São José!

 

Sou uma afortunada: olha a lua sorrindo p mim às 5h30 de hj

 

Todo mundo vive dizendo: “Bota o Santo Antonio virado de cabeça pra baixo dentro de um copo d’água!”. E eu tenho respondido (pra dentro de mim): “Prefiro continuar rezando pra São José!” A Malviene, esposa do meu pai, me deu uma imagem do santo, que ela diz ser quem escolhe melhor o par da gente. Ela reza por lá e eu por aqui. (rsrs)

No domingo, vi um filme que me comoveu muito: “O encontro com o amor”. E a história nem é água com açúcar, nem é de uma linda história de amor amoroso. Mas, sim, de uma relação linda que se forma entre um editor de livros e um escritor que está há vinte anos sem escrever, depois que perdeu a mulher.

Como sempre acontece... vejo filmes, escuto músicas, assisto à palestras na espreita de encontrar uma frase, um diálogo, um tema que me toque e, quem sabe, renda um comentário aqui. Pois sim... Olha o que eu resgatei do filme:

 

“O tempo é algo preciso. E os anos ensinam mais do que os dias jamais saberiam.”

 

Pensei muito nisso. No tempo que gastamos pensando no tempo que temos para fazer o tempo fazer sentido. Vou viver. Tô vivendo, aliás.

 

“Acredito que somos predestinados a seguir um caminho na vida. Neste caminho, encontramos outras pessoas. E, conhecendo-as, mudamos as nossas vidas”.

 

E o mais incrível é como essas pessoas marcam a vida da gente sobremaneira pra toda a vida. Quantas guinadas damos na nossa vida por causa de alguém, um amigo, um amor, uma paixão???

 

E um dos diálogos mais lindos do filme está aqui transcrito:

 

“A maioria das pessoas está satisfeita vivendo em seus mundinhos. Estão agarradas à borda da privada tentando manter a cabeça para fora da água esperando que não apareça ninguém para dar a descarga. Só quando ouvem o som da descarga e começam a cair no abismo é que começam a pensar em suas vidas”.

 

Gente, eu acho que deram a descarga no meu mundinho!!! E acho que vou aprender muito com essa queda no abismo. Mais uma queda, mais um aprendizado, mais forte, mais madura, mais feliz... no final.



Escrito por Anucha às 10h15

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Espera que o sol já vem...

 

Adoro essa foto. Acho que ela cai bem aqui... 

 

Tô vindo do blog da Jana. Vim cantando essa música do Renato Russo. E acho que ela é exatamente o que eu deveria cantar agora. Tô sozinha em casa. Meus amigos, quase todos, estão no sítio da Lis. E eu, escrava que sou, não pude ir. Mas também, mesmo que tivesse dado pra ir (tempo, trabalho e tal...), acho que não iria mesmo. Tô cansada da semana inteira. Melhor foi ficar em casa, vendo DVD no quarto friozinho, terminando a barra de chocolate que a Cacha me deu na sexta depois do Pirilanches. Por sinal, a noite foi ótima. Nos divertimos muito. Demaaaaaaaaaais!

Na noite passada, deitei às 8h da noite e sabe que horas me levantei? 8 da manhã. Ô, vantagem, né? É que eu não tava mesmo a fim de sair. Estava precisando dormir. E dormi bem. Ontem, passei a tarde na casa da Nilsa com as meninas do café: Lilane, Laline, Roberta, Vanessa, Juliana e ainda a Ana e a Samara. Caranguejo delicioso, suco de abacaxi com vodka, um creme de abóbora divino (que eu até pedi a receita!) e muita conversa bacana.

Hoje: tempo de pensar em mim. Conclusões? Não vou atropelar o tempo. Mas também não vou ficar refém dele. Volto a assumir o comando das minhas vontades. Sem que as coisas que me dizem tenham peso maior que o que eu penso. Não aposto mais no amanhã. Vou vivendo o de agora. Amanhã, posso nem estar mais aqui.

Já planejei coisa demais na minha vida, que não deram certo. Sabia que eu tinha o sonho de casar de véu e grinalda? Cheguei até a fazer enxoval e tudo. Balde de água fria na pessoa. Mas, quer saber? Foi, verdadeiramente, melhor assim.

E como amanhã é Dia dos Namorados. Reservo-me o direito de nem pisar os pés aqui. Ando triste. Com saudade de ter alguém de verdade, real, de carne e osso, pra dividir os sonhos comigo. Tô cansada de pensar em príncipes encantados, sapos e afins. Volta e meia volta a vontade de ser feliz ao lado de alguém. Não que eu não seja feliz hoje estando sozinha. Mas é que tenho pensado que já está na hora do destino parar de brincar comigo.

 

“Ninguém me garante que eu vou ser feliz.

Mas ninguém me impede de tentar sê-lo...”

Lulu Santos



Escrito por Anucha às 18h08

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



“Nossas dúvidas são traidoras.

Elas nos fazem perder aquilo que

poderíamos ter ganho se não

tivéssemos tido medo de tentar”.

Shakespeare

 

Seguindo minha alegria!

 

Eu ouvi essa frase num momento diferente da minha vida. Quem a proferiu queria me fazer entender que o novo pode dar um friozinho na barriga (de medo), mas pode acabar dando a sensação de vitória no final. E a gente só vai saber quando chegar no final.

Aí, volta aquela frase que eu sempre falo aqui e não lembro de quem é:

“O melhor ainda está por vir. Se ainda não está melhor é porque ainda não chegou ao final”. Mais ou menos assim...

Hoje, ela entrou em mim de outra maneira, noutra situação. Mas soou igual. A dúvida é algo que consome a gente por dentro. Mas o sabor de ganhar tem que ser mais saboroso que o gosto amargo do medo de tentar.

Lendo o “Quem acredita sempre alcança” vi isso:

“Depois de muita mágoa e raiva, as pessoas tendem a decidir: Não vou fazer mais nada que possa me fazer sofrer”. E, com essa decisão, deixam de fazer aquilo que pode levá-las a realizar seus sonhos”.

Lindo isso, não é? Vai me deixar pensando hooooooras...

Por falar em sonhos... no mesmo livreto tirei este excerto:

“Ao escolher um sonho, olhe para o seu coração, não para a sua realidade. É por essa razão que o nome é sonho. Faça com que esse sonho seja o seu objetivo. Comprometa-se com ele e aja de acordo com esse compromisso. Verá então aparecerem os métodos para realizá-lo”.

Lá mais à frente, Robert Fritz diz um troço assim:

“Se você limitar suas escolhas apenas àquilo que parece possível e razoável, estará se desconectando de tudo o que realmente deseja.”

E a frase que complementa esse pensamento é de Joseph Campbell:

“Siga a sua alegria”!!!

Vou fazer isso. Ou tentar fazer. É de tentativa e erro que se vive. É o que tenho feito a vida inteira na minha vida.

Bom fim de semana! Meu carinho sempre. E perdão pelas ausências...



Escrito por Anucha às 21h38

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Quando o tempo abrir...

 

Porque cada instante em mim é vivo!

 

Hoje até tinha a festinha da Tyci pra eu ir. Mas como eu tô em falta com as meninas do café há três quartas, não dava pra deixar de ir. Foi bem legal. Voltei de lá com uma música na cabeça. Uma das que a gente cantou alto. Porque a gente tava feliz. Relembrando músicas, pessoas, vidas que vivemos juntas ou não. E que provocam saudade na gente.
Voltando à música...

 

“Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
Mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar...”
(Frejat)

 

Acho que eu ando assim, gente? Precisando acreditar que existe amor pra recomeçar. Mas tá difícil.
Aí, chego aqui e, relendo arquivos antigos do word, encontro esse tantra indiano, que me instigou...

 

“Ame profunda e apaixonadamente. Você pode sair ferido. Mas essa é a única maneira de viver a vida completamente. O maior amor e as maiores conquistas envolvem maiores riscos.”

 

Viver arriscando é algo que anda me tirando o sossego e a paciência. Não nasci pra isso. E, sim, pra ser A escolhida. Como a flor do jardim do Quintana, onde a linda borboleta pousa feliz.
Algumas dores ainda latejam. Mas amanhã nem lembro mais. Sigo buscando em mim respostas pra um mundo de coisas. Talvez a Sophia tenha me dado aqui...

 

“Se tanto me doem que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizem...”
(Sophia de Mello Breyner Andresen)

 

Uma frasesinha do livro “Quem acredita sempre alcança” corrobora com o pensamento acima...

 

“Ninguém pode descobrir novas terras se não aceitar perder durante algum tempo a visão da costa.”
(André Gide)

 

Mas eu tô mesmo é apaixonada pela música nova da Ivete, que tá na trilha da novela das sete. Linda melodia. Belo poema. Queria ter um Duda pra viver um amor daquele de novela...

 

“Pra que falar?
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade um dia vai acabar
Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja: eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...”



Escrito por Anucha às 00h08

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Isso é o mínimo. O máximo sou eu...

 

"...Às vezes a distância ajuda. E essa

tempestade um dia vai acabar..." (Ivete)

 

Disse isso numa conversa com a Lela dia desses. Aí, ela disse com aquele jeito malemolentemente baiano: “Ô, Ucha, usa isso no blog, vai!” Guardei pra usar. Hoje é o dia.
Hoje não vou fazer salada. Mas uma vitamina, daquelas que a gente bate tudo no liquidificador e... gut-gut-gut, sabe? Tô triste e feliz. Triste porque não preciso mesmo estar sorrindo todo dia pra todo mundo. Tenho direito de ficar na minha e careço de ser respeitada no meu silêncio. Feliz porque me descubro, um dia após o outro, umas das pessoas mais resilientes que eu conheço. Já falei isso aqui, né, Sankinha!? Caio, levanto, caio, levanto... com a mesma simplicidade de quem vai na esquina comprar pão. (Usei essa expressão porque fui sugestionada pelo Rubem Alves a “fazer Literatura”, que na concepção dele é inventar histórias.)
Por falar em Rubem Alves, se segurem! Lá vai a vitamina saidinha do liquidificador.

“Os rostos são entidades oníricas. Quando você olha, você sonha. Começa a imaginar coisas, inventar histórias, tenta descobrir quem são esses rostos...”

Existem rostos que nos impulsionam para esse exercício de inventar histórias. Ando inventando histórias pra mim, olhando outros rostos. E estou convencida que o tal BF, que anda deixando comentários por aqui, tem razão quando diz: “Manifesta tua alegria espontânea e esquece essa dor, independente do resultado... o amor deve ser tentado... partir antes do último grão cair é desistir antes do jogo terminar.”

“É preciso prestar atenção nas pequenas coisas...”, disse Rubem Alves na palestra de segunda no Salipi. Pessoas, coisas, simples situações me dizem mais que qualquer evento de grandes proporções. Sou das pequenas coisas. Sou pequena. Manoel de Barros complementa o pensamento: “É no ínfimo que eu vejo exuberância”. E eu também.

 

O Quintaninha é que tem razão, gente, quando fala da Evolução, fazendo a gente crer piamente na nossa capacidade própria de ir ao fundo do poço e soerguer-se forte, leve, poderosa :

 

“Todas as noites o sono nos atira da beira de um cais
e ficamos repousando no fundo do mar.
O mar onde tudo recomeça...
Onde tudo se refaz...
Até que, um dia, nós criaremos asas.
E andaremos no ar como se anda em terra.”

E já que Rubem Alves ainda tá gritando aqui dentro de mim...

 

“O que escrevo não é o que tenho. Mas o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água...”

ENTENDERAM???



Escrito por Anucha às 23h31

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



As palavras me escondem sem cuidado...

(Manoel de Barros)

 

"Embora eu tenha me fechado como dedos nalgum lugar..."

 

Fui, sim, pra palestra do Rubem Alves. Um mágico das palavras. Um arquiteto do pensamento. Mas, hoje, não vou discorrer sobre o que ficou em mim vindo dele. Vai merecer um outro destaque amanhã ou depois.

Hoje, quero me deter falando de uma salada de pensamentos sobre mim mesma, que me encheram a mente minutos antes de eu sentar a frente do computador, sem saber direito por onde começar.

Já falei aqui do tanto que músicas e poemas falam por mim, ou de mim, ou para mim, né? Pois então... Começo com a Maria Rita, do CD Segundo, que eu só tenho uma cópia piratinha, mas tenho que rapidamente me dar de presente o original.

 

Calma
Dê o tempo ao tempo, calma
Alma põe cada coisa em seu lugar
E o dia virá, algum dia virá
Sem aviso...”

 

Ela também cantou pra mim uma musiquinha do Los Hermanos, que eu adoro e entrou rasgando agora...

 

“Abre os teus armários
Eu estou a te esperar
para ver deitar o sol
sob os teus braços castos.
Cobre a culpa vã
até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo...”

 

O certo é que eu ando pouco falante, como é o meu comum. Ando reticente. Interrogativa de mim mesma. Questionadora do que eu penso, do que eu quero. Porque, o Zeca Baleiro, tem razão...

 

“...há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar

porque estão demasiado perto...”

 

A gente deixa passar tanta coisa na vida simplesmente porque desistiu antes do tempo. Entregou os pontos na hora errada. Lutou pouco pelo que acredita. Não persistiu. Eu funciono muito no papel de “advogada do diabo de mim mesma”. Já falei sobre isso aqui. Acho até que merece uma tese, viu? O quanto alguém pode fazer gol contra assim como eu. Se o gol tá pra cá, eu dou uma virada estratégica, chuto e marco no placar do adversário. Só não dá pra comemorar, né? Também é demais.

Por isso, eu vou saindo á francesa como a Isabela Taviani:

 

“...às vezes, o amor escorre como areia entre os dedos (...)

é melhor partir antes do último grão cair...”

 

Mas se penso com alegria num futuro possível. Se vislumbro meus dias alegres, sorridentes, felizes. Viajo na letra do Mestre Ambrósio, que a Donaella deixou de presente, e volto a imaginar a vida com sorriso largo pra mim. Pra que eu me deixe sorrir pra vida de volta.

 

"...há muito mais do que esperamos ser, tem mais além de onde podemos ver... mas muito há do que pensamos ter, além do mais do que queremos crer. Há bem mais sóis..."



Escrito por Anucha às 00h34

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Esconderijos do tempo

 

"É no ínfimo q eu vejo exuberância" (M. de Barros)

 

Este é o nome do livro do Quintana que eu acabei de comprar no Salipi. Na mesma sacola, “Presente”, de Rubem Alves. Livros, letras, pensamentos, poesias. Jóias que me dou de presente. É o que me torna rica.

Afortunada é como eu me sinto depois de hoje no Salipi. Primeiro, pelo encontro inusitado com minha fãzinha mirim, Ana Maria, a quem eu chamo de Anuchinha. Logo que me viu, ela saiu correndo ao meu encontro, agarrou nas minhas pernas e ficou me dando beijos. Abracei aquela “porrinha” como se abraçasse a uma filha.

Conversei um pouco com ela, perguntei pelos livros que ela levava na sacola. Saí rapidinho para fazer minha contribuição àquela coleçãozinha que ela orgulhosamente me mostrou. Fico impressionada a alegria daquela menina ao me encontrar. E como esse amor genuíno me preenche...

Fui ao Salipi pra apresentar a palestra “Orgulho de ser mulher”, da minha amiga e professora querida Graça Targino. Um experiência linda. Apresentar alguém que amo sobre um tema tão instigante. Assisti à fala dela de camarote e de babador. Incrível se pensar mulher na integridade do ser que a Graça nos pinta, a nós todas, indistintamente.

Hoje, tô triste. Lembrando o Djavan, tá “faltando um pedaço”, sabe? E não quero falar a respeito. Comecei com a Sayô, finalizei com a Lela (pelo msn), mas ainda falta choro pra ser chorado...

Vou ficar por aqui, tá?

Mas, deixo vocês com uma do Rubens Alves:

 

“É o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado”. 

 

Aí, o Quintaninha vem e arremata:

 

“Há um grande silêncio que está sempre à escuta...”  

 

Aí, fui ler os comentários do blog e a Donaella me disse uma pérola...

 

- Você não tem medo de chegar lá e não encontrar nada?
- Não. Porque pra mim, o que vale é a viagem.

 

Então, tá...



Escrito por Anucha às 22h30

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Não sei. Só sei que foi assim...

(Xicó por Ariano Suassuna)

 

Marcelo Evelin, uma pessoa muito querida!

 

Fui ver o Suassuna no Salipi ontem à noite. Um presente que me dei. Marzão de gente ao redor. E eu num só foco. Aquele homem velho e de idéias tão palpitantes. Discorrendo sobre o Brasil Real e o Brasil Ficção. Tudo é poesia, enquanto ele fala. A platéia não sabe se ri ou segura o babador. Sim, porque o que Ariano Suassuna diz é quase lei. Ou merece ser pensado, no mínimo.

Dentre os muitos “causos”... Ele disse:

 

“Eu não pretendo morrer.

Na minha terra, a morte tem nome.

É Caetana. (...)

Toda morte tem um pouco de suicídio.

Se a gente começa a fraquejar, a desanimar...

Caetana vem e...”

 

Só mesmo uma mente “imaginosa” (pegando emprestado o neologismo dele) como a dele pra fazer a gente parar em meio à loucura do dia pra atinar melhor sobre o que estamos fazendo de nossas vidas. Que sentido estamos dando a ela? Com que propósito agimos de forma tão insensata alguns momentos de nossa vida?

A resposta me veio hoje num mail que recebi de uma amiga querida. Citando Manoel de Barros, ela confessa: "A sensatez me absurda."E complementa poetizando o pensamento: “A mim também absurda, mas, de encontro a dessensatez, me vislumbro no que sou: humana!”

Sabe, tenho tentado acertar comigo. Agindo ora com a cabeça, ora com o coração. Não gosto da rigidez de ser sempre racional. Gosto de ver o coração mandando. E eu, súdita, cumprindo ordens.

Mas, a verdade é que a ressaca dessa viagem entre a razão e a emoção é dolorosa. Quando você cai em si... não consegue avaliar se a vida, como está sendo vivida, está valendo a pena.

Um ponto enorme de interrogação se forma em mim...

E eu sigo buscando a superlatividade, a alegria em tudo o que vejo, o sonho encantado de ser feliz com quem eu poSsa dividir os sonhos. Não me queixo de estar só nesse momento da minha vida. Mas esse vai e vem da maré me deixa melancólica assim. Algumas vezes. E eu prefiro falar. Que me amargar por dentro. Como aqui eu mando. Aqui está.

 

Ah, pedi ao Gabriel Archanjo, um dos melhores artistas plásticos do Piauí, pra desenhar minha terceira tatuagem. Um girassol amarelo meio de lado (por recomendação da Lela), simples e belo... pra eu tatuar no tornozelo direito por dentro. Pode acreditar, vou ter uma obra de arte gravada na pele.

Aí, tive a idéia de ao redor da tatuagem colocar aquela farse do poema do Pessoa, que pus aqui nessa semana:

A ALEGRIA GIRASSOLOU!

 

Segunda, vou ver Rubem Alves no Salipi. E de já, deixo vocês com ele:

 

“... Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras...”



Escrito por Anucha às 19h43

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Haja instinto e haja saída...

ESPERO A CHUVA CAIR...


Ela acorda sem querer abrir os olhos, pregados do lápis de ontem, que esqueceu de tirar com demaquilante. Pernas, abdômem, bumbum doloridos como se tivesse levado uma surra. “Capoeira-ra-ra-ra...” Vixe, mãinha!
Dia corrido. Tudo por causa dessa dengue que tá, me tirando o sossego. Vocês já sabem. Ao final, o sentimento de dever cumprido. Tudo deu certo. A glória para a jornalista detalhista e a assessora “pau-pra-toda-obra” que eu me sei e sou. A compensação veio à noite. Jantar de lançamento da Click, revista da Kátia e do Cícero no Teresina Grill. Tempo de rever os amigos. Hora de botar os papos em dia. Sorrir pra gente querida e outras nem tanto. Festa linda. Alto astral. Duas tangirinhas (tanjal + cachaça mangueira) e eu já estava pronta! Subi no alto e... vim pra casa. Amanhã muito cedo, vou ter o prazer de ajudar o meu amigo Cineas Santos, que me deu a honra de compor a mesa e fazer o cerimonial de abertura do Salipi – Salão de Livros do Piauí.
Agora, pra não perder o ritmo, apurem as “ôiças” (como caboclo daqui chama ouvidos) para o que vou dizer. Sempre digo aqui que a vida prega peças na gente, né? De repente, e pimba! Tudo muda. O que era desejo vira falta de saco. O que era improvável vira presente. O que era passado continua lá, mesmo querendo passear no aqui-agora. O que poderia ser futuro nem passa da linha tênue do “entre-lá-e-cá” por não saber (ou não querer) enxergar. Aí, gente, é melhor deixar a Zélia Duncan cantar. Ela diz melhor do que eu...

 

“muitas perguntas que
afundas de respostas
não afastam minhas dúvidas
me afogo longe de mim
não me salvo porque eu
não me acho
não me acalmo porque não
me vejo
percebo até mais desaconselho
espero a chuva cair
na minha casa, no meu rosto
nas minhas costas largas
enquanto durmo(...)
de longe parece mais fácil
frágil é se aproximar
mais eu chego, eu cobro
eu dobro os teus conselhos...”
(Enquanto Durmo)

 

Nem adianta dizer nada. É a vida se apresentando...

“Difícil conjugar a vida
separar cicatriz e ferida
e engolir o comprimido do tempo
que alguém nos enfiou goela a dentro(...)
haja palavra pro que eu não digo
haja instinto e haja saída
pra tanto labirinto...”
(Haja)
 
E, o grand finale, pra lembrar daquele título com a poesia da Clarice Lispector: ADORO VER AS PESSOAS SENDO! Vê se não parece...

“Adoro cortinas, que se abrem
Adoro o silêncio antes do grito
Adoro o infinito, de um momento rápido...
ADORO TE IMAGINAR, MESMO SEM TER TE VISTO!”

(Coração na boca)



Escrito por Anucha às 00h00

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com