SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




MEU MANTRA


"Entrego
Confio
Aceito
Agradeço"
(Hermógenes)




CONTATOS IMEDIATOS


Anucha Melo anuchamelo@uol.com.br anuchamelo@hotmail.com Meu flog





HUMOR






O QUE TOCA MINHA ALMA


A vida em preto e branco
Ambidestro
As Anormais
A casa de papel
Loba, corpus et anima
A pergunta que não quer calar
A dona do amor
Brinquedoteca
Brincando com Clarinha
Beth Boop
Bem aqui assim
Blônicas
Colcha de retalhos
Casa da Tuka
Carpinejar
Coisas de Bruna
Casa de Boneca
Coisas de Deus
Conversa de mulheres
Casa de Rubem Alves
Artes com trastes...
Cabaré do Marquim
Nadica de Nanda
Diário de Mim Mesma
Dani Rêgo
Dani-se
Enquanto não durmo
Entre tantas
Flog da Tyci
Flog da Claudinha CB
Teófilo Lima - flog
Guinho flog
Gualberto Jr
Heart's Place
Hai-kai do Daniel
Leila Eme
Ladra do bem
Linda Menininha
Meu flog
Oceanos e desertos
Piauimagens
Queira ouvir
Quadrado quase perfeito
Ser sentido
Superfície da alma
Sonhos e realidades
Salto Quebrado
Sol cultura
Tenho que me perder...
Templo de Hecate
Todas as minhas vidas
Um amor pra recordar
Um dia a gente aprende
Verbo amar
Voando pelo céu da boca
Tô sabendo
Ventania
Mudanças e adaptações
Tarde de chuva
Palpiteira
Verdes Verdades
Humores
Cambalhotas de Irrealidades
Diário Evolutivo
Blog da Onça
Em poucas palavras
Blog da Florcita
Faxina
Sentir é um fato
Femme Sapiens
Viver em segredo
Viajante
Dance with me?
Madrugada na sala
Luz de Luma
Batendo asas
Meu mundo
Deixa eu quieto
Nosso Quintana
As filhas do dono
Caminhar
Avesso dos ponteiros
O Pluto é filho da pluta
Reallidade torta
Bloco do eu sozinho
O Rebelde
Jardim das Violetas
Quem sabe uma (quase) Bridget?
Opiniões femininas
Palavras
Esferográfica azul
Giramundo gira eu girassol
Rainha de Copas
Neurose de mim mesmo
Gérbera Laranja
Cantos Gerais
Cosmopolitan Girl
Adoro reticências...
Som de cor de mim
Flog da Paulinha
Blog da Mari
Terehell
Blog da Magui
Entendeu ou quer que eu desenhe?
Blog da Caíla
Café do Dom
Blog da Oda
Donaella





SELO



Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





O QUE VIVI


01/12/2006 a 15/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
01/11/2006 a 15/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
01/10/2006 a 15/10/2006
16/09/2006 a 30/09/2006
01/09/2006 a 15/09/2006
16/08/2006 a 31/08/2006
01/08/2006 a 15/08/2006
16/07/2006 a 31/07/2006
01/07/2006 a 15/07/2006
16/06/2006 a 30/06/2006
01/06/2006 a 15/06/2006
16/05/2006 a 31/05/2006
01/05/2006 a 15/05/2006
16/04/2006 a 30/04/2006
01/04/2006 a 15/04/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
01/03/2006 a 15/03/2006
16/02/2006 a 28/02/2006
01/02/2006 a 15/02/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
01/12/2005 a 15/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005
16/09/2005 a 30/09/2005
01/09/2005 a 15/09/2005
16/08/2005 a 31/08/2005
01/08/2005 a 15/08/2005
16/07/2005 a 31/07/2005
01/07/2005 a 15/07/2005
16/06/2005 a 30/06/2005
01/06/2005 a 15/06/2005
16/05/2005 a 31/05/2005
01/05/2005 a 15/05/2005
16/04/2005 a 30/04/2005
01/04/2005 a 15/04/2005
16/03/2005 a 31/03/2005
01/03/2005 a 15/03/2005
16/02/2005 a 28/02/2005
01/02/2005 a 15/02/2005
16/01/2005 a 31/01/2005
01/01/2005 a 15/01/2005
16/12/2004 a 31/12/2004
01/12/2004 a 15/12/2004
16/11/2004 a 30/11/2004
01/11/2004 a 15/11/2004
16/10/2004 a 31/10/2004
01/10/2004 a 15/10/2004
16/09/2004 a 30/09/2004
01/09/2004 a 15/09/2004
16/08/2004 a 31/08/2004
01/08/2004 a 15/08/2004
16/07/2004 a 31/07/2004





MEU IBOPE









LAYOUT


Template by Pattie


CRÉDITOS


Blog da Pattie - La mia vita tra le dita !


La mia vita tra le dita



Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com



Getty Images







“Não, solidão, hoje não. Quero me retocar...”

(Chico Buarque)

 

Todo jeito alegre de Vavá Ribeiro...

 

Não é o que você diz, mas como você diz que faz a diferença. Eu tenho um defeito. Às vezes digo mal as coisas. Tenho um jeito muito incisivo de externar o que penso e o que quero. Leonina geniosa, desejo impor minha vontade e meu pensamento. E isso, quase sempre, resulta em falta de comunicação. Ou melhor, ruído.

Penso que tenho melhorado. Tenho me policiado mais. Mas, em certos momentos, me vejo pisando na bola. E acabo magoando quem não quero. Geralmente, é assim. A gente diz o que quer de mal jeito e fere as pessoas. Aí vem o velho pedido de desculpas, que nem funciona tanto assim. O tempo é que vai desfazendo o mal entendido e curando as mágoas. Comigo, graças a Deus, esse tempo não costuma se estender. Porque, ainda bem, eu tenho a virtude (uma das minhas melhores) de não esticar a corda, não guardar rancor e tentar “resolver” tudo logo. Não sei ficar de mal. Principalmente de quem eu gosto.

Breve relato do dia:

A dengue hemorrágica em Teresina está me fazendo quase perder o juízo. Difícil essa tarefa de ser assessora de comunicação da saúde municipal e produtora de um telejornal. Abacaxi azedo pra descascar!

Hoje, comecei a fazer capoeira. A Lícia está reunindo um grupo na garagem da casa dela. Por enquanto, ela, eu, Cacha e Cléa, além da Lu e do Chil, que é o professor. Foi muito massa a aula. Mas eu estou toda quebrada aqui. Humpf! Resistirei bravamente. Toda terça e quinta das 8 ás 10 da noite. É bom que eu chego em casa quase desmaiada. Só pra deitar e dormir.

Ah, gente, vou me permitir ficar por aqui. Tô caindo de sono. Cansada. E sem muito saco mesmo. Mas continuo amando as visitas de vocês e o carinho que invade a minha tela quando leio os comentários. Obrigada mesmo.

Pra não perder a prática...

 

“Então eu desenhei a solidão num pedaço de papel e disse a ela: ‘Fica quieta. Acabo de transformar você numa brincadeira agradável. Num saco de Papai Noel onde vou me guardar, misturado aos meus brinquedos, brincando de descobrir a caixa do tesouro que há em mim, que sou eu mesma, e que o atordoamento de estar todo o tempo procurando companhia não tinha me deixado chance para curtir.

Portando, solidão, faça silêncio – e me acompanhe, prazeirozamente, no mergulho inesgotável, inigualável, de tudo aquilo que eu sou e ainda não sei. E que só a tua presença silenciosa e calma me permitirá, a cada encontro, revelar”.

(Virgínia Cavalcanti)



Escrito por Anucha às 23h58

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



A alegria girassolou...

 

Girassolando por ter a Telminha por perto!

 

Acho que isso foi uma das coisas mais lindas que li de Fernando Pessoa. Fiquei viajando na imagem lá no blog da Clarinha de onde “roubei” isso. E olha que belo imaginar uma alegria girassolando... Pensa aí... a alegria girando pra todos os lados.

Pois é assim que quero seguir na vida. Girassolando minha alegria. Distribuindo ela pras pessoas na rua. Já falei sobre isso aqui. Mas não usando esse neologismo do Pessoa. Tem muito mais charme, vamo combinar!?

Hoje, o dia foi daqueles que eu preferia esquecer que existiu. Foi duro, difícil, chato. Então, melhor é nem falar nele.

Prefiro falar que amanhã vou fazer uma aula de capoeira na casa da Lícia. Vai uma turma lá com o Chil e se eu gostar... vou acabar indo lá três vezes por semana aprender a ginga. Dizem que quem faz capoeira modela o corpo, né? Pois vamos ver como é que eu fico daqui a uns meses... kkkkk

Ando sem tempo. Até pra pensar no que repercutir aqui. Um pensamento. Uma idéia. Um desejo. Um projeto. Aí, andei dando uma volta em dois ou três blogs que amo... E dei de cara com toda a poesia da Clarinha em lindos posts da última semana. Eu super em falta, me encharquei com a delicadeza do que ela diz. E diz bem dito.

Então, vou deixar vocês com o que “surrupiei” dela lá. Acho que ela não vai ficar brava comigo, não, né, Clarinha?!

 

“...Quero uma primeira vez outra vez.

Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço,

Uma primeira caminhada por uma nova cidade,

Uma primeira estréia em algo que nunca fiz,

Quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego,

Quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias”.

(Martha Medeiros)

 

JURO QUE EU QUERIA TER ESCRITO ISSO! É A MINHA CARA! MEU JEITO!



Escrito por Anucha às 00h56

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Vontade de passar dos limites...

 

“Quero sua risada mais gostosa

Esse seu jeito de achar

Que a vida pode ser maravilhosa.

Quero sua alegria escandalosa.

Vitoriosa por não ter

Vergonha de aprender como se gosta.

Quero toda sua pouca castidade

Quero toda sua louca liberdade.

Quero toda essa vontade de passar dos seus limites

E ir além... e ir além...”

(Vitoriosa – Ivan Lins)

 

Risada mais gostosa...

 

Minha mãe adorava me ouvir cantar. Engraçado que ela morreu sem que eu realizasse um dos seus desejos: que eu gravasse uma fita, um cd com músicas que ela gostava de me ouvir cantando. Eu adorava cantar no banheiro. Sempre deixava a porta aberta. E ela ficava ouvindo e tentando acompanhar. Pouco ar, pouca voz, mas muito ritmo. Era a minha mãe...
Aí, um dia, ela disse que gostava muito quando eu cantava Vitoriosa. Ontem lá no Tapera, ouvindo a Dandinha cantar essa música, me toquei. E chorei. Lembrei da Corrinha (minha mãe) e entendi porque ela gostava que eu cantasse essa música. Foi como um insight. Minha mãe gostosa da minha risada gostosa, do meu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa, da minha alegria escandalosa, da minha vontade de passar dos limites e de ir além... Ela me sacava, me apoiava, me entendia!
Hoje, fui com a Cacha assistir ao espetáculo do Núcleo de Criação do Dirceu, dirigido pelo Marcelo Evelin. Áureo, Claudinha e Eduardo estavam lá. E saímos com a certeza de que arte contemporânea como a que está sendo feita ali é o que toca a alma da gente. Bonito de se ver e de absorver. Dois trechos de textos do Caio Fernando Abreu cutucaram meu juízo aqui. Trouxe pra vocês:
“Tem uma coisa dentro de mim que continua dormindo quando eu acordo!”
Acho que tem, sim, coisas dentro de mim que preferem dormir enquanto eu acordo e vou pra vida. Talvez estejam hibernando. Esperando o tempo de despertar e acontecer.
“Os homens precisam da ilusão do amor assim como precisam da ilusão de deus”.
Discordo só de que Deus seja uma ilusão. Pra mim, ele é muito real. E está em tudo o que eu acredito, e amo, e sinto. Quanto a precisarmos dessa “ilusão do amor”... concordo plenamente. Sentimos uma necessidade quase visceral de estar amando. Seja o que for... um novo amor, um amigo, um novo trabalho, um filme, uma música. Amar pura e simplesmente.
“Para manter-me vivo saio à procura de ilusões”.
É isso que fazemos todos os dias. Saímos pra vida em busca do que achamos ser o real, mas é uma ilusão apenas. Não é fato. É conseqüência de uma busca. Frenética busca de si mesmo.
“Quando você olhar nos olhos de outra pessoa e vir sua alma retribuindo o olhar, então você saberá que sua alma atingiu um outro nível de consciência.” (não sei o autor)
Lembra que falei aqui na semana passada de olhar por entre??? Pois essa frase diz exatamente isso e uma maneira muito mais poética.
Não tô sabendo como fechar esse post. Acho que passaria a madrugada inteira escrevendo e comentando excertos. Mas tenho que acordar de madrugada. E isso eu já falei aqui, né?
Mas tem algo que botaram no comentário de ontem, que gostaria de registrar aqui:
"Não sei como pôr para fora essas idéias malucas que me sacodem a cabeça.
É coisa muito esquisita, parece assombração: palavras que nascem feitas sem nenhuma explicação."
(Queiroz Teles)

Acho que é assim que eu escrevo mesmo. Uma simples palavra. Uma coisa que eu ouvi no espetáculo de hoje à noite. Uma música que acabei de ouvir no rádio, viram anotação, que viram posts, que viram coisa pra vocês lerem, que viram mote pros comentários, que viram outras idéias, que me fazem escrever...



Escrito por Anucha às 23h52

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Gosto de ver gente sendo...

(Clarice Lispector)

 

Das heranças boas da vida...

 

Minha vida tá dando cambalhotas. Nada demais. Só que estou feliz em me ver “sendo” e vendo gente que eu quero bem “sendo” também. É tão legal isso de ser quem a gente quer ser. Estar como a gente quer estar. Com quem a gente quer estar. E foda-se o mais... Porque pra assumir essa postura de naturalidade frente ao que se acredita como verdade é preciso peito mesmo. Mas um peito aberto pra mudanças, alterações de percuso, manobras radicais. E, como eu estava conversando com minha terapeuta hoje, VIVER É ISSO, né? Fazer manobras radicais e ver o resultado. Ser criador e intérprete da própria história.

Antes de começar a escrever aqui hoje, fui nos meus arquivos do ano passado. De lá trouxe isso. Repara! “O tempo sempre nos diz quem tem razão...”, trecho da música Razões do coração, do 14 Bis. Não tem essa de procurar culpados ou rsponsáveis. É tipo saber que tem razão quem é feliz ou quem vive feliz. Sendo assim, eu tenho razão e o tempo me mostrou isso. Passou a dor. Passou a angústia. Passou a ansiedade. Chegou a quietude de espírito. Chegou a alegria. E a felicidade veio junto. Mesmo pacote. Com laços de fita multicoloridos. Acho que já posso abrir o Chandom que está na geladeira desde o dia 31 de dezembro de 2005. Será que arruína? Enólogos de plantão, queira me orientar...

Foi massa a estréia do quadro lá no programa da Nadja. Fiquei satisfeita. E acho que ela também. Hoje, fui no Teatro do Dirceu fazer outra matéria para o quadro. (Vai ao ar na próxima sexta!) Mote: Núcleo de Criação do Dirceu. Marcelo Evelin na “regência”. E, quer saber? NÃO DEIXEI DE VER O ESPETÁCULO TEATRO + DANÇA + MÚSICA + IMAGEM até domingo no JP2, sempre às 20h. Uma viagem no interior do teatro e de nós mesmos. Com textos de Caio Fernando Abreu.

Deixo vocês hoje com Baltasar Gracián, na “A arte da prudência”:

 

“A espera prudente tempera os acertos e amadurece os pensamentos secretos. A muleta do tempo é mais útil que a afiada arma de Hércules...

A sorte recompensa quem sabe esperar...”

 

P.S.: Hoje é aniversário da Isinha, minha amiga querida e eu vou dar um beijo nela lá na casa nova dela. Um churrasquinho básico. E hoje também o Zé Amaro vai fazer churrasco pra reunir os amigos e os primos pelo seu aniversário, que foi quinta. Tio Célio vem com a Paula. Ivoninha e Antonio Augusto tão aqui também. Será que vai ser boa a farra? Na foto, eu e Daisinha. Esposa do Zé Amaro. Amigos queridos da minha mãe, que eu herdei como herança das boas. O Amaro Filho acha que a gente se parece. Assim, aconchegadas... acho até que ele tem razão. Amo essa família! 



Escrito por Anucha às 01h03

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Talvez no tempo da delicadeza...

 

Apenas seguirei como encantada...

 

“Onde não diremos nada, nada aconteceu...” É muito lindo isso, não? Chico Buarque lasca o coração da gente. E o Wausteen já me prometeu um piratinha antecipado do novo dele, já que ele decidiu adiar o lançamento. Até amanhã estarei cantando aqui pra vocês...

Semana corrida demais. Aff... mas eu tô feliz. Pense! Ouvindo aqui Vavá Ribeiro: “Tire esse medo da cara. Não diga nada. Largue esse gosto amargo do seu colar. Que eu cheguei foi pra ficar...” E pensando o quanto a gente teme as coisas que acontecem ou que podem vir a acontecer (ou não) na nossa vida. Previamente, sofremos de véspera, igual peru de natal. Não pode ser assim. É preciso apostar que tudo tem sua razão de ser e de existir. Tem aquela do Jean-Jacques Rousseau que diz mais ou menos assim: “Todo ser humano tem o direito de arriscar a própria vida com o objetivo de salvá-la!” A Sanka complementou aqui no MSN: “... tem coisas na vida que a gente não tá preparado pra viver quando pintam e se for pra ser... o tempo cuida de trazê-las de volta...”

O que eu sei mesmo é que adoro gente. Adoro ter gente que eu adoro perto de mim. Ontem, por exemplo. Mooooooooorta de cansada do dia todo... mas não dava pra não ir encontrar a “confraria do sururu” (eu, Sayô e Álvaro) no Elias. Chamamos a Mel e foi massa. Só que o sururu tava em falta. Comemos camarão, bolinho de bacalhau e peixinho e... “tá tudo é certo!”

Chegando em casa li isso no meu livrinho de cabeceira “Quem acredita sempre alcança” (parece o legião cantando aquele refrãozinho lindo, né?):

 

“Entre aqueles de quem gosto ou que admiro, não consigo encontrar um denominador comum. Mas consigo encontrá-lo entre aqueles que amo: TODOS ELES ME FAZEM RIR.” (W.H. Auden) 

 

Como o povo aqui tá gostando do “Ombro Amigo”, vou continuar com alguns excertos:

 

“Peguei o fruto do trabalho em minhas mãos e fiz nova semente.

Não reclamei do pouco – apostei no muito.

Quando dei por mim, tinha brotado em pomar à minha volta”.

(Virginia Cavalcanti)

 

Achei massa essa frase porque, de alguma maneira, me lembra que tudo o que faço na minha vida, em especial no meu trabalho, é com garra, com gana, com amor. E os frutos vêm tão naturalmente, que a gente não precisa nem se preocupar. O tempo é que traz. Tudo a seu tempo.

A propósito, se estiverem em casa na hora do Notícia da Manhã, entre 7 e 8 da manhã, Tv Cidade Verde, vejam a estréia do quadro “Notícia Cultural”, com Anucha Melo. Uma matéria sobre o livro que o pesquisador Jesualdo Cavalcanti está escrevendo. Acho que ficou legal!

 

Pra fechar, não gosto muito do jeito Madonna de ser. Mas essa dela é muito boa:

 

“Pobre do ser humano cujos prazeres dependem da permissão dos outros”.



Escrito por Anucha às 11h57

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Olhando por entre...

 

Mesa de trabalho enquanto o Notícia da Manhã está no ar!

 

Parece estranha essa expressão, né? Mas, acompanhe meu raciocínio. Lembro bem de uma cena do filme Patch Adams, em que o personagem do Robin Williams fala de olhar para a “mocinha” e ver além dela. Como se ela fosse invisível, ou tivesse uma alma transparente, e ele pudesse enxergar o que existia depois dela. Na cena, aparecesse uma linda e colorida borboleta. Uma poesia em forma de imagem. O diálogo só recheia o que já é bom. Vez por outra eu lembro daquilo. Especialmente, quando quero dizer que “enxerguei” alguém por inteiro, por entre, além dele...

Hoje, ouvi algo parecido. Alguém disse: “você olhou pra mim e me viu”. É quase como quem diz: “Agora, você me enxergou de verdade, por entre...”, sabe? E isso me tocou fundo. Senti um peso. Como se tivesse sido a coisa mais importante que eu fiz em relação a alguém... OLHÁ-LO DE VERDADE!

Ah, esqueci de contar aqui... ouvi na boate uma pessoa se referindo a mim assim: “Ela é muito inteligente, por isso a gente não se aproxima dela...” Como diz o Marquim: “Fiquei pretérita!” Não que o rapaz me interesse. Não mesmo. Mas é que cada vez me convenço mais que a maioria dos homens quer mesmo uma mulherzinha que não pense, que não fale, que não reaja. Nada de mulheres independentes, inteligentes e, sobretudo, que pensem.

Vou amenizar o texto com a doçura que vem da Virgínia Cavalcanti. Melhor pra vocês. Do que ficar lendo minhas constatações sobre relação homem - mulher.

 

“Em quantas palavras tropeçamos antes de expressar o desejo?

Em quantos conceitos (pré) nos emaranhamos, antes de alcançar a liberdade?

Quantas desculpas nos colocamos, evitando agarrar com unhas e dentes a felicidade que mais queremos?

Quanto mascaramos as verdades, tropeçamos no mesmo círculo vicioso que nos impede de alcançar um mínimo de realização para o nosso potencial?

Nem todas as escolhas obedecem aos chamados critérios conhecidos. Por vezes, os critérios são somente projetos que crucificam e empatam o fluir espontâneo do sonho possível”.

 

Melhor de tudo é pegar o recadinho do João Cláudio Moreno no meu orkut, que terminou assim: “um sorriso seu é moeda rica e plena do dia a dia de muita gente”!!!

 



Escrito por Anucha às 23h54

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Que se danem os nós!

Ana Carolina

 

Cara de dodói, jeito de dodói... mas bem mais magra! (Aff)

 

“Vim, gastando meus sapatos
Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos
Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto
Vim, achei que eu me acompanhava
E ficava confiante
Outra hora era o nada
A vida presa num barbante
E eu quem dava o nó
Eu lembrava de nós dois, mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia e seguia a procurar
Esse algo, alguma coisa, alguém que fosse me acompanhar
Se há alguém no ar
Responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome
Ou eu quis escutar
Vem eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós”

 
Sábado fiz faxina aqui em casa. Enquanto a Maria passava pano na casa, eu arrumava guarda-roupa, remexia as gavetas, jogava papéis e algumas tralhas fora. Na verdade, pulei da cama cedo. 8h30 já tava tomando café. O único dia da semana em que posso levantar mais tarde. O relógio biológico buzina antes da hora.
Mas, sim... coloquei um monte de Cd pra ouvir. E esse segundo da Ana Carolina eu ouço pouco. Nem sei por que. E tem umas músicas lindas... Essa aí de cima entrou rasgando,sabe como é? Pensei em trazer pra cá. Pra vocês irem entendendo as coisas que entram em ebulição vez por outra aqui dentro em mim.
Aí, nesse mesmo Cd tem uma hora que a Bethânia entra declamando uma poesia que diz mais ou menos assim: ERA DISSO QUE EU TINHA MEDO. DO QUE NÃO FICAVA PRA SEMPRE...
É mole? Eu posso com uma frase dessas? Se esse é o medo que me acompanha a vida toda. De ter e perder. De estar e dar adeus. De abrir e ter que fechar... É flórida!
A Ana Carolina é que diz também nesse CD uma outra coisa que se parece comigo: “Meu olhar beirando estrelas a provocar sinfonias...” Acho que vivo assim, meio que procurando música, melodia, sonoridade em tudo o que vivo. Tem que ter poesia, emoção, som. (Acho que tô confundindo vocês, né?)
É melhor parar por aqui, então, e calar a minha própria boca com essa do “Ombro amigo”:
“EVITAR O SOFRIMENTO NÃO SIGNIFICA ENGOLIR TUDO PARA NÃO MACHUCAR O OUTRO. ISTO SERIA A MANUTENÇÃO INÚTIL E APENAS TEMPORÁRIA DE UMA FALSA HARMONIA...”



Escrito por Anucha às 21h18

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Às vezes eu me sinto uma mola encolhida...

 

TÔ DODÓI EU... PRECISANDO DE DENGO E CAFUNÉ!!!

 

Imagina que eu tava no meio da pista da boate Super 8 (fui conhecer no sábado passado, depois de quase dois meses de inaugurada...) quando ouvi o Lulu cantando isso... A festa era “20 e poucos anos” e eu me sentia meio estranha no ninho. Juro! De repente, peguei meu celular e gravei a frase. Iria usá-la aqui hoje.

É isso. Me sinto como uma mola comprimida... esperando o salto. Tipo aquele brinquedo de criança, que quando a gente abre a lata... o palhacinho pula pra fora, sabe? Só que isso, no meu caso, não tem graça nenhuma. Não é nada bom sentir-se assim. Principalmente quando se é uma Anucha Melo, espaçosa, falante, que usa muitos braços e muitas pernas pra se expressar. Um amigo querido, o Arizinho, disse que eu não funciono falando com braços e pernas presos. É como se fosse outra pessoa, sem vida, sem brilho, sem ser eu.

Na boate, acabei me divertindo. A turma era boa. E boate com A TURMA já é meio caminho pra boa diversão. Tava no céu: Lícia, Sayô, Mel, Orga, Lis, Geysa e ainda encontrei a Maira, o Flávio Franco e a Fábia. Dancei pra píula, massagearam minha auto-estima, apesar de eu estar me sentindo uma balofinha de tão gorducha. Mas, quer saber, nem dei bola pras cantadas. Tô a fim, não. Tô vivendo uma outra história dentro de mim. E estar “só comigo” tem sido bem mais legal.

Hoje, fui derrubada pela virose. Nariz entupido, peito congestionado, tosse muita, corpo mole e dores da cabeça aos pés. Ainda assim, fui visitar a Keulinha. Aliás, a Catarina, que ela espera pra outubro. Matei a saudade dela, da Piscuilita e da Tia Pinha, que fez uns deliciosos pães de queijo pra gente cair de boca... (Foi mal, Lela!)

Vou parar porque é ruim demais teclar com dor nas juntas... Mas, encontrei um livro da Mamãe, “Ombro Amigo”, da Virgínia Cavalcanti, de onde tirei essas pérolas aqui, ó:

 

“Por que temos tamanha dificuldade em acreditar? Tanta descrença, tanta inabilidade para esperar?

Não nos damos um prazo para tecer encontros, não maturamos as chances da verdadeira construção.

Ao primeiro cisco que se apresenta fechamos, apressados, os olhos, na recusa de tentar enxergar as possibilidades.

Exigimos do tempo um malabarismo que não lhe é próprio, a mágica de solucionar as situações sem lhes permitir o percurso próprio de existir.

Como podemos cobrar de tudo o acontecer, se a cada risco que deve ser corrido a presença do medo nos faz abortar?”

 

P.S.: Decidi! vou passar essa semana encharcando vocês de OMBRO AMIGO!



Escrito por Anucha às 22h52

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Pássaro voa e vai pela beira do rio...

 

Voou, voou, voou, voou...

 

Você me diz pra virar a esquina. Eu não quero. Vou direto.

Ela me diz pra eu ter cuidado. Eu não quero. Me arrisco.

Ele me diz pra eu abrir os olhos. Eu não quero. Não vejo nada.

Todo mundo diz pra eu viver feliz. Eu não quero. Tenho medo.

 

Por que eu digo isso? Porque dia desses, até falei aqui, me disseram que eu boicotava a mim mesma. Como assim? Buscando situações que me levariam ao sofrimento. Ou descartando possibilidades de felicidade real. E, hoje de manhã, estava pensando de novo a respeito. Será? Seria eu capaz de ser, de verdade, advogada do diabo de mim mesma? Fazer gol contra? Virar minha inimiga íntima?

Não dá pra entender, né? Nem com toda a auto-análise que eu aprendi a fazer com a terapia eu poderia me admitir fazendo isso. Pelo menos, de forma consciente... Mas é aí que mora o perigo. E se eu tiver agindo sem saber? Se estiver silenciosamente derrotando a mim mesma?

Ai, meu Deus do céu... É muita viagem pra minha cabeça!

 

Acho que vou voltar ao Djavan. É melhor. Ele diz melhor das coisas, de mim, enfim...

 

“Tudo que era azul ficou down

Que mau não ter você ali

Ninguém me viu chorar

Mas tá doendo...”

 

Mas, legal é quando ele canta Pássaros, como eu quero cantar(um dia):

 

“Vem me dar teu calor

Que eu te dou meu carinho

Como faz a flor com o beija-flor

Ou o pão e o vinho.

Minhas juras de amor

Teus cuidados comigo

Na paz dos teus braços

Pena de ave, campos de trigo

E chego a levitar quanto estou te olhando

Pássaro voa e vai pela beira do rio

E deixo de pensar no que é desengano

E reparo só nos desafios...”

 

P.S.: Quinta, recebi com a maior alegria um povo bem especial no Cabaré do Marquim: Nadja, Eli, Cris Ventura, Júnior, Dani e “seu Antonio”. Noite boa demais! 



Escrito por Anucha às 13h09

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



O horizonte distante, a gente quer ver...

 

Sem caber de imaginar...

 

Tenho pensado muito nas formas que enxergamos as coisas que nos acontecem.
Se algo nos chega como um cofre que cai do décimo andar na nossa cabeça, achamos logo que alguém o empurrou de propósito. Somos incapazes de imaginar que aquele trambolho caiu na nossa cabeça pra fazer a gente sacudi-la e nos abrirmos pro novo...
Na real, a gente só pensa no pior. Temos mania de perseguição. Falo de forma generalizada, mas estou ciente de que a maioria de nós é assim. A pureza d’alma não está pra todo mundo. Sabe aquilo de olhar com complacência os acontecimentos, as atitudes das pessoas. E imaginar que o universo não confabula para o mal. E sim, o contrário.
Tudo é uma questão de fazer justiça. E ser justo também não é pra todo mundo. Gosto de dar a césar o que é de césar. Gosto de reconhecer o que é feito para o bem comum. Gosto de dar o devido crédito a quem bem merece. Mas, é fato que também é preciso saber merecer...
Admito que olho meio de rabo de olho pras pessoas, suas ações, suas iniciativas. Temo estar fazendo julgamento prévio. Mas é que, às vezes, quando não se conhece as pessoas direito, não dá pra enxergar toda a verdade vinda delas. Ora, ora, ora... às vezes, nem quando se conhece alguém há muito tempo...
Mas eu vislumbro a boa notícia, o céu com sol, a horta cheia de frutos, os rios perenes, o Brasil trazendo o hexa, a Vanessa sendo mãe de gêmeos, a Catarina nascendo com saúde, assistir no gargarejo ao show do Los Hermanos no Piauí Pop... essas coisas boas, sabe?!

 

"O vento vai dizer,
lento o que virá.       
E se chover demais,
a gente vai saber
claro de um trovão  
Se alguém depois
sorrir em paz...”
(Los Hermanos)

 

Indagora, tava aqui com Minha Gorda no MSN e ela soltou essa:
“colocar uma mão de azul na alma...”
Gente do céu, olha que bela imagem se pode ter de uma frase dessas! Pensa aí em algo bom que te acontece ou que você vê ou que escuta e isso ser como COLOCAR UMA MÃO DE AZUL NA ALMA???
Aff... suspirando aqui!!!
 
E, pra não perder a prática de dizer o não dito:

 

“...geleiras vão derreter
estrelas vão se apagar
e eu pensando em ter você
pelo tempo que durar...”
(Marisa Monte)

 

P.S.: E HOJE É ANIVERSÁRIO DE ALGUÉM QUE ESTÁ NA MINHA LISTA DE AFETOS BEM ESPECIAIS: HATAWA, que Deus te proteja!



Escrito por Anucha às 11h50

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com



Djavaneando o som...

 

Do sol, calor para bem viver...

 

Tava falando com a Sankinha no msn... ando tão Djavan. Ontem, passei o dia ouvindo o CD Novelas do Djavan e parei numa música que embalou a minha infância. Engraçado... eu tinha 4 anos na época em que “Gabriela” foi exibida pela primeira vez. E essa música ficou gravada na memória. Ela me lembra algo alegre, pra cima, saltitante.
Aí, ontem... ela me animou. É daquelas músicas que eu saio cantando "por cima", sabe?


"Porque fizeste, sultão, de mim, alegre menina
Palácio real, lhe dei um trono de pedraria
Sapato bordado a ouro esmeraldas e rubis ametista para os dedos
Vestidos de diamantes escravas para servi-la, um lugar no meu dossel
E a chamei de rainha, e a chamei de rainha
Porque fizeste, sultão, de mim, alegre menina
Só desejava campina
Colher as flores do mato
Só desejava um espelho de vidro pra se mirar
Só desejava do sol calor para bem viver
Só desejava o luar de prata pra repousar
Só desejava o amor dos homens pra bem amar
No baile real levei-a
Tu, alegre menina, vestida de realeza
Com princesas conversou
Com doutores praticou, dançou a dança faceira
Bebeu o vinho mais caro, mordeu fruta estrangeira
Entrou nos braços do rei, rainha, mas verdadeira
Entrou nos braços do rei, rainha, mas verdadeira.”
 
Muita coisa acontecendo. Gente que vem. E vai. Gente que fica, porque tem que ficar. E a vida vai seguindo como o dançar das ondas. Ora, revoltas. Ora, calmaria.
A vida tá corrida. Mas o trabalho tem me dado muita satisfação. Adoro o que faço. E parece que vou fazer mais. E isso não me estressa nem um pouco. Só me deixa mais estimulada.
As saídas... mais mirradas. Mas, melhor assim. Acordo cedo. “Não tenho mais idade pra isso, não, né, Sayô?!” Ainda assim, estávamos, eu e ela, ontem à noite no Carro de Bois, com a Mel e a Orga. Marquim foi igual beija-flor. Vapt-vupt.
Gente, só pra dar o ar da graça mesmo, viu? Beijo, beijo.



Escrito por Anucha às 11h20

[ ]

[ ]

[ envie esta mensagem ]



Image hosted by Photobucket.com