SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




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"Entrego
Confio
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(Hermógenes)




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Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





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A cor da vida...

 

Assim beijo a tríade... assim, minha reverência, meu amor!

 

Sim. Fui instigada pelos comentários de vocês a me abrir pra uma nova reflexão.
Não quero continuar fechada em copas. Já disse aqui. Esse estado de morgação emocional não combina comigo. Sou do sorriso. Da alegria. Da gargalhada fácil.
Ficar de calundú? Algumas horas, só. Talvez, um dia. Já basta. Tempo demais pra repensar as atitudes. Admitir os erros. Pedir desculpa. E, sendo perdoada ou não, seguir em frente. Mais que nunca prosseguir, lembra?! Pois é.
Hoje, mais um papo que me acrescenta. Mais vontade de a vida ser diferente. Mas, não é. Fazer o quê? Aguardar que Deus providencie. O melhor, claro. Sempre. Emocionante ver, com alguma clareza, as mudanças que uma atitude pode provocar em uma, duas ou mais pessoas.
Mas, pé no freio é sempre a melhor atitude. Disse isso ainda há pouco pra alguém muito querido. Endureci um pouco, sabe? Virei adulta, talvez. Sei lá. Só sei que não pago mais tanto pra ver. Virei um pouco São Tomé. É. Acho que foi isso.
Mas, voltando ao meu estado de espírito...
Rapidinho, veio à cabeça três excertos, que podem exprimir o que estou sentindo agora. Nesse momento. E que eu quero que se perpetue. Até a próxima caída do cavalo... pelo menos!

 

“Por que a vida tem a cor que ‘a gente pinta’.
O engraçado é que os dias são todos exclusivos.
Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu.
Ele está ali, esperando que eu e você
Façamos com que ele seja o melhor da nossa vida...”
(Autor desconhecido)

E A GENTE INSISTE EM RECLAMAR DA VIDA. SOMOS UNS BABACAS MESMO!

 

“O bom da vida vai prosseguir
Vai prosseguir, vai dar pra lá do céu azul
Onde eu não sei, lá onde a lei seja o amor
E usufruir do bem, do bom e do melhor seja comum
Pra qualquer um, seja quem for...”
(A Cor do Som)

FAZER O BEM, TER COMPAIXÃO... É O CAMINHO PRA UMA VIDA MELHOR!

 

“Todo dia é dia
Toda hora é hora.
De saber que esse mundo é seu.
Se você for amigo e companheiro
Com alegria e imaginação
Vivendo e sorrindo
Criando e rindo
Será muito feliz
E todos serão também...”
(Vila Sésamo)

SE VOCÊ LEMBRA DA MELODIA DESSA MÚSICA, CANTE-A COMO UM MANTRA!



Escrito por Anucha às 23h31

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Passa nuvem negra, larga o dia...

Minha nova tatto: Corrinha, Ucha e Cacha

“Não adianta me ver sorrir
Espelho meu, meu riso é seu
Eu estou ilhada
Hoje não ligo a TV
Nem mesmo pra ver o Jô
Não vou sair
Se ligarem não estou

À manhã que vem
Nem bom-dia eu vou dar
Se chegar alguém
A me pedir um favor
Eu não sei
Tá difícil ser eu
Sem reclamar de tudo
Passa nuvem negra larga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro e é preciso
Pra nos levantar me derrubou
Não sabe parar de crescer e doer...” (Djavan)

 
Nunca ouvi o Djavan cantando essa música. E nem quero. Já basta escuta-la na voz cortadora de alma da Gal Costa. Tem duas músicas que ecoam dentro de mim quando eu estou down: “Roda viva”, do Chico, e “Nuvem negra”. É porque tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
Acho que eu estanquei de repente hoje. Dia das Mães é foda pra quem não tem mãe do lado. Pra dengar, dar beijo, cheirar o cangote, apertar as mãos, fazer cafuné, dormir de costela, jogar buraco, assistir ao fantástico no domingo...
Nem vou falar da falta que a Corrinha me faz. Porque hoje eu morri mais um pouco. Além da queda, o coice, né? Pois é. Tô de mal comigo. Pelas coisas que eu faço, sem pensar. Pelas conseqüências disso na minha vida. Pelos desdobramentos que me causam uma dor a mais.
E, sinceramente, não preciso de mais uma no meu elenco de dores que afetam sobremaneira a minha alma.
Hoje, amanheci sentindo falta de um abraço. Na verdade, era o abraço da mamãe que eu queria. Mas, eu me contentaria com o seu. Se pudesse tê-lo. Mas não posso. Convencer-me disso é que são elas... Seria muito bom se as coisas pudessem ser diferentes.
O que teve de bom no meu dia. Quase nada. Talvez levar uma rosa daquelas grandonas importadas pra Tia Jesus, mãe das minha “manas Botelhas”, almoçar com eles lá e sentir um pouco do carinho de uma família, que é como minha família.
Um papo rápido no telefone ainda me deixou mais baixo astral. Me fechei em copas depois. Me retrai. Me desmontei. Mas, a Lela tá certa quando diz que “a gente tem que aceitar os “recolhimentos”, os tédios. Eles também são necessários. São o tempo do refazimento!”
Pra fechar com o Chico...
AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA, AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA...
(Você que inventou esse estado, ora, tenha a fineza de desinventar!)

P.S.: Fiz no sábado essa tatuagem. Com o Pedim. A simbologia: três estrelas representando a Mamãe, eu e a Cacha!



Escrito por Anucha às 22h26

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Aquilo que a memória amou fica eterno...

Rubem Alves

 

Vida, vida, vida, que seja do jeito que for...(Gonzaguinha)

 

Não poderia ter mote melhor para eu começar hoje. Tava no comentário da Lela aqui no post de quarta. E tava no blog da Sayô também na quarta.

Penso como Rubem Alves. Um momento pode ficar pra sempre cravado na memória. De preferência, um bom momento. Se ele vale a pena ser sentido, que por ele se lute e se ganhe. Sempre tive isso em mim. Luto pelo que quero e acredito. Não importa muito se vai ficar. Mas que marque. Que tenha força para invadir as entranhas como que acomodando-se na própria casa.

Tenho pensado muito na possibilidade de situações mais duradouras, pessoas mais duradouras, gostares mais duradouros. Me faria bem senti-los. Mas isso não quer dizer que eu me furte a oportunidade de abraçar o efêmero. Que tem hora e dia pra chegar e rapidez pra ir embora. Se ele tem seu valor, vai ficar o tempo que durar. E vai ser bom.

Meu pai me mandou um texto ontem que trata do movimento “Slow Europe”, assunto que muito me interessa ultimamente. Comprei até o livro “Devagar”, que estou degustando bem devagarinho.(rs)

Mas... como eu dizia, esse texto deu que colou no que ando pensando esses dias sobre aproveitar a vida, “carpen dien” mesmo, sabe? Vou reproduzir aqui:

 

“No filme Perfume de Mulher, há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivo por Al Pacino, tira uma moça pra dançar e ela responde:

- Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos.

- Mas em um momento se vive uma vida, responde ele, conduzindo-a num passo de tango.”

 

O texto é arrematado com uma frase do John Lennon, que é a chave de ouro daqui hoje:

 

“A VIDA É AQUILO

 QUE ACONTECE

 ENQUANTO FAZEMOS PLANOS

PARA O FUTURO”.

 

P.S.: Continuo em falta! Um dia eu pago... Bom fim de semana!



Escrito por Anucha às 20h33

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Despreocupa-se e pensa no essencial!

 

Lances feitos pelo Kerlinho...

 

... numa noite legal de encontro legal...

 

... com gente legal: A TURMA DO BEM!

 

Bem, já deu pra notar que tenho vindo pouco aqui, né? Ta pauleira a vida nova de trabalho novo e atividades novas. Mas eu adoooooooooooro essa adrenalina do ambiente de TV. Ontem, fui pra rua fazer matéria e senti que não estou tão enferrujada quanto me imaginei. Bacana a experiência. Ao chegar de volta na redação, cuidei de “fechar” o Notícia da Manhã, porque a Nadja não pode ir. Eu e Ariadna na pressão. Mas, demos conta do recado. Afinal, é pra isso que estamos lá.
A vida parece que está sorrindo pra mim. Tenho conhecido pessoas daquelas de excelente estirpe e que valem a pena serem guardadas no melhor lugar de mim. Gente que acrescenta a gente, sabe? Que marcam a vida de uma forma definitiva. Mesmo que não permaneçam do lado da gente pra vida toda. A gente “rouba” o melhor delas e introjeta na alma, na vivência, nas atitudes. São os ouros que levamos dessa vida!
E para demonstrar a minha fase GERÂNIO, deixo vocês com a Marisa Monte:


“Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda (...)
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer (...)
namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois (...)
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio (...)
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda”


Não pode passar em branco...

Eu jamais vou esquecer o dia em que conheci o Professor Marcílio Rangel. Fui convidada por ele para editar o jornalzinho do colégio. O detalhe: eu não estudei no Dom Barreto. Mas ele cismou, segundo o Jean Paulo, que queria entregar a mim essa responsabilidade. Foi uma linda experiência. Aquele cara de rosto sisudo tinha alma de passarinho: leve e feliz. Aprendi a amar o Professor Marcílio como se ele tivesse sido meu professor, meu diretor, o amigo que ele sempre foi dos alunos do Dom Barreto.
Mas, naquele dia, uma cena não me sai da cabeça... ele me levou para conhecer o que ele chamou de “melhor lugar do colégio”. Qual não foi a minha surpresa e alegria quando entramos no pátio da Educação Infantil (Jardim 1 e 2)! Sabe o que aconteceu? Os pequenos correram pra abraçar as pernas do Professor Marcílio, meteram as mãos nos bolsos dele, procurando o ouro: bombons, balas e chocolates. “Tio Marcílio, tio Marcílio, tio Marcílio...” : uma melodia para os meus ouvidos. Ontem, ao vê-lo deitado naquele caixão frio, foi essa a cena que eternizei.
Para sempre, Professor Marcílio!



Escrito por Anucha às 11h42

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Dentro do meu peito e bem guardado...

 

Olha o presente que ganhei ao acordar!!!

 

Não tenho tido muito tempo mesmo para estar aqui com vocês e com vocês em seus cantos. Mas é por uma boa causa. Tô trabalhando e muito. E, o melhor: adorando o meu trabalho. Sou assim: me jogo, me entrego, me doou. Aí, já viu, né? Sobra pouco tempo pra fazer o que, na verdade, é o que me dá mais prazer escrever pra mim e, de quebra, pra vocês.

Mas, o que tenho feito e muito é escutado música. Vou e volto na TV duas vezes por dia. Isso quer dizer que passo, mais ou menos, uma hora dentro do carro. Dá pra ouvir umas vinte músicas só nesses trajetos. E, ouvindo a Leila cantando “Diga lá, meu coração”, com um lindo remix do Gonzaguinha arrematando, pensei numa amiga querida, que ela sabe muito bem que é ela. E tive vontade de cantar isso pra ela:

 

“Durma qual criança no seu colo

Sinta o cheiro forte do teu solo

Passe a mão nos seus cabelos negros

Diga um verso bem bonito e vá embora.

Diga lá, meu coração

Que ela está dentro do teu peito e bem guardada

E que é preciso, mais que nunca, prosseguir...”

 

Ontem à noite, deu pra dar uma voltinha em alguns blogs. Nem a metade dos cantos onde quero estar. Mas deu pra sentir o quanto tenho perdido de vocês. E também pra dar uma roubadinha básica numa coisa linda que li no blog da Drika www.drika4ever.blogspot.com OLHA AÍ:

 

“Não deixe portas entreabertas
Escancare-as
Ou bata-as de vez.
Pelos vãos, brechas e fendas
Passam apenas semiventos,
Meias verdades
E muita insensatez.”

FLORA FIGUEIREDO

 

Isso é pra mim. Bem na boca do estômago. Tenho a mania de abrir uma brechinha, só pra dar uma espiadinha e aí... pimba! Nada de insensatez na minha vida mais. Não tenho mais nem idade. Tudo o que eu aprontar é porque acredito. Pelo menos para a minha alegria, meu bem estar e minha satisfação pessoal. Parece meio egoísta. Mas não é. É uma necessidade muito explícita de assumir as rédeas da própria vida. PROSSEGUIR...



Escrito por Anucha às 14h11

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Quanta poesia habita o mundo

e preenche os espaços da gente

(Drica)

 

Sábado no Mpbar: eu e minha turma abalamos!

 

Quando abri o word pra começar a escrever o post de hoje eu tinha um mote. Algo precioso que alguém muito preciosa pra mim escreveu pra mim num guardanapo de papel e que guardei pra usar um dia.

 

“Sou humana. Cheia de linhas tortas. Imperfeições. Sou nada. Um nada. Um tudo!”

(Drica Torres)

 

E por que lembrei dessa frase da Drica? Porque ando com vontade de dizer isso pro mundo. Sou imperfeita. Caio e levanto. Nem sempre sacudo a poeira. Mas minhas pernas estão marcadas de arranhões. Nem sempre sou retilínea. Faço meus contornos. Pra caminhar melhor. Ou pelo menos pra fazer a caminhada que melhor me convier.

 

Aí, a Gorda tava on line no msn. Dois dedos de prosa então. E mais poesia que vem dela pra mim. Aliás, sempre foi assim. Eu disse que tava com saudade dela. E olha o que ela me disse:

- Não há nada melhor de se sentir e de se saber sentir do que a saudade... dessas que afagam... não as que cortam o peito e a alma da gente...

 

Mais dois dedos de prosa e ela sai com essa...

 

“...minha alma perde o azul, perde aquele traço de vida...”

 

E, em outro contexto, entendi que poderia me apoderar disso para exprimir o quanto me oprime ter que abrir mão de certos sentimentos. Ter que sufocar algumas vontades. Ter que mentir pra mim que eu não quero aquilo, quando eu quero. A alma fica meio cinza quando isso acontece.

 

Hoje, amanheci lembrando de um filme que assisti há uns seis anos. Capitão Corelli. Na verdade, o filme não é lá de todo maravilhoso. Mas uma frase, a que fecha o mais lindo diálogo do filme, bem no finalzinho... me marcou pra toda a vida. Foi minha mãe quem me chamou a atenção pra ela. Há uns três anos, assisti ao filme de novo. Copiei a frase e guardo numa caixinha de memórias. Quem sabe, um dia, eu viva isso de verdade.

 

“Quando você se apaixona é uma loucura temporária. Ela surge como um terremoto e depois se acalma. Você tem que tomar uma decisão. Ver se as raízes ficaram, estão entrelaçadas ao ponto ser inconcebível se separarem.

Porque é isso que é o amor.

O amor não é a falta de fôlego. Não é a excitação. Não é o desejo de acasalar a cada segundo do dia. Não é imaginá-lo beijando cada parte do seu corpo.

Isso é apenas estar apaixonado. O que qualquer um de nós se convence que está.

Amor é aquilo que sobra quando a paixão se consumiu.

Não parece muito emocionante...

Mas é.”



Escrito por Anucha às 00h12

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Em estado alfa...

 

Durmo assim... às vezes. Me disseram... Comprovei...

 

Hoje, meu dia foi todo assim. Acordei meio em transe. Passei o dia contemplativa. Absorta de mim. Não estava alegre, nem triste. Estava em alfa. Fiz faxina na casa. Deixei tudo limpo, cheiroso. Fiz faxina em mim também. Depois, sel service, saladinha, franguinho. Fazer as unhas, tirando um cochilo esparramada na cadeira. Supermercado: leite, queijo, biscoito, tomate, cebola, pimentão, mamão, banana, pêra. DE volta pra casa, cama. Mais cochilo e sonhos. Muitos e perturbadores sonhos.

Acordei decidida a sair pra rua e ser feliz. Aproveitando o meu momento. A minha vontade. A minha escolha. Nada de depender de um sorriso ou da expectativa de um telefone tocar. Ele não vai tocar. Simplesmente porque não precisa tocar para eu sair à rua e ser feliz.

Preciso parar de quicar feito bola de frescobol na praia, “num tem”? vai looooooonge, se você não correr pra pegá-la. Diabo de imaginação fértil é essa, mermã?! Pra que essa pressa?, como diz a Sayô? Acalma essa agonia. Pronto! Respira fundo e agora toma aquele banho gostoso, de lavar o que está trancado na alma e sai. Vai sorrir pra vida. Com nenhum receio de ser feliz... (não quis reproduzir a frase que ficou conhecida no jingle do presidente!)

Agora, vou deixar vocês com dois excertos que roubei descaradamente do blog “Quando eu crescer”, de uma criatura daqui de Teresina. Só vim conhecer hoje, acredita? Mas saí de lá com a alma lavada de boniteza de alma.

Vale a pena uma visitinha lá no www.umpingodegente.blogspot.com

 

Deliciem-se com essas palavrinhas belas, que meio que se parecem comigo. Se vocês me conhecem bem, vão achar também! :P

 

“Não me arrependo (quase) nunca
de todas as coisas que eu digo
só não diria tudo assim de uma vez só
às vezes algumas pessoas não agüentam
tanta verdade imediata

é tanta vírgula no lugar
tudo tão bem colocado
que acaba perecendo mentira bem-contada
é uma espera que não acaba nunca...
essa de você acreditar.”

 

E olha esse aqui...

 

Quando escrevo fico com a letra bonita
Com a alma cheia de pompas

Como se 'se contar' fosse lá um ato heróico (e não é?)
Escrevo e fico logo de peito aberto
e lá vão...os excessos...as arestas
Os olhos brilham rindo muito
Parece até que viram circo
Daqueles que chegam numa cidade pequena..longe
Mas esses olhos logo ficam tímidos
Com medo de estarem lendo coisa já dita
Grande coisa...grande sou eu!!
Grande e de letra bonita.”



Escrito por Anucha às 18h51

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SERÁ QUE EU TÔ TRANCADA AQUI DENTRO?

 

Macaquice pouca é bobagem: Lia, Lia e eu

 

"Não tenho ambições nem desejos

Ser poeta não é uma ambição minha.

É minha maneira de estar sozinho".

Fernando Pessoa

 

Hoje, perguntaram no meu orkut o que eu tenho feito pra me conservar tão bela. A despeito de concordar ou não, respondi: “sou feliz, gosto de fazer o bem a mim e a quem está ao meu redor, vivo sorrindo, deve ser isso...”

Aí, lembrei de algo que escreveram pra mim num mail dia desses: Segundo Celso Luft - "Virtude" - disposição habitual para a prática do bem...” . Então, deu que colou! Penso que praticar o bem é pra quem quer viver muito. E o Dr. Adib Jatene até disse isso numa entrevista dia desses. Que se a gente quiser viver muito, sem problema no coração, tinha que fazer o bem, não ter inveja e ser feliz.

Quero deixar “minha mente quieta e meu coração tranqüilo”. Não quero nem pensar em me desestabilizar por nada que possa vir a acontecer. Como disse ainda há pouco a uma amiga querida... “sou mais eu”. Tenho que marcar terapia pra essa semana. Duas semanas sem papear com minha terapeuta e já ando sentindo falta.

Ouvi essa música da Ana Carolina ontem e ela bateu diferente em mim. Vou reproduzir aqui... pra lembrar a mim mesma do que em mim é verdade, fato incontestável.

 

Trancado

Ana Carolina

 

Eu tranco a porta pra todas as mentiras

E a verdade também está lá fora

Agora, a porta está trancada...

A hora me lembra o tempo que se perdeu

Perder é não ter a bússola

É não ter aquilo que era seu

E o que você quer?

Orientação?

Eu tranco a porta pra todos os gritos

E o silêncio também está lá fora

Agora a porta está trancada

Eu pulo as janelas

Será que eu tô trancado aqui dentro? (...)

Será que as perguntas são certas?...



Escrito por Anucha às 00h30

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Estamos sempre caminhando em nós mesmos...

Lela

 

Sentada no chão das aulas da pós semana passada. Foi massa!

 

Conversas no msn, às vezes, rendem que é uma beleza. Com a Lela, as conversas sempre acabam em poesia. Não sei como acontece... mas a gente começa a filosofar, vai viajando num pensamento aqui, outro ali... quando se percebe... estamos desenvolvendo um pensamento novo, cujo foco é quase sempre as construções e desconstruções da alma.

Volta lá em cima e lê, de verdade, esse título.... Poderoso, né? Caminhar em nós mesmos significa buscar os caminhos tortos ou não que a nossa alma tem pra trilhar. É enfrentar pau e pedra até chegar numa estrada de ladrilhos... linda, tão desejada... mas, sabendo que dela a gente pode ter que desviar pra outros caminhos de piçarra, caminho da roça, ladeiras... A vida é assim!

No entanto, o que mais me motiva é ler coisas como as que “pesquei” pra vocês no blog da Mônica. Da escritora Adriana Falcão: “Calma... é quando as agonias dormem profundamente dentro da gente”. Então, me serenizo, acreditando piamente que tudo o que se ganha nessa vida é pra perder, como diz o Zeca Baleiro. Não adianta ficar dando murro em ponta de faca e querendo queimar etapas do caminho. Caminhar é preciso... Aprendendo a desconstruir sempre. Pra construir em seguida.

O poeta Manoel de Barros é que está certo: “Você vai encher os vazios com suas peraltagens e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos”. Não vale a pena a gente sofrer querendo ser perfeito, agir perfeito, falar perfeito. São nossas características mais simples, mais parecidas com o comum de todos, mais relaxadas que vão agradar de fato as pessoas. Nada “fake” vinga. Viva a naturalidade em tudo na vida! Viva o despropósito!

E ele também diz uma coisa, que a Lumena, filha da Shara, me disse, que eu gosto muito e achei muito parecida comigo: "Palavras, gosto de brincar com elas. Tenho preguiça de ser sério."

Sem vocação nenhuma para ser séria, fria, adulta demais... Deixo meu beijo carinhoso na certeza de que minha ausência no blog vai ser, aos poucos, menos sentida. Se é que está sendo mesmo. Eu e minhas pretensões...

 

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Escrito por Anucha às 14h45

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Vixe, mãinha... tudo é tão bom!

 

Eu fazendo marmota...

 

Sexta: mooooorta de cansada da semana inteira, puxadíssima, fui com a Sayô pro elias tomar umas caipiróskas e comer um peixinho depois da pós. Sempre muito boa a cia da Sayô. A gente conversa, ri, se emociona. O sono bateu e eu vooei pra casa.

Sábado: fui trabalhar cedo. Campanha de vacina para maiores de 60 anos. Cerimonial e assessoria de comunicação. Ufa! Chega! Peguei a Sayô e a Luna e fomos pro Toinho. Comemos umas quatro cordas de caranga. Depois que a Lis chegou, mais três. E tomamos muita cervejinha gelada. Ainda chegou a Mel e a Tatiana pra completar a folia até 6h30. À noite, apesar da canseira, fomos guerreiramente pro MPBar. Dandinha e casa lotada. Ficamos no balcão. Logo perdi a paciência. Pés latejando de ficar em pé. Dormida básica de sete horas. Domingo: fui pra TV trabalhar. Quer saber? Adorei o trabalho. Aliás, estou adorando o que estou fazendo. Isso é que é trabalhar com gosto. Na volta, peguei a Lia Daniel, amiga minha e da Lis da época do “científico” lá no Andreas. Feijoada do niver da Licinha. Festança. Muita gente que eu quero bem. A Cacha, minha mana, foi. Meus amigos queridos estavam lá. A Sayô foi no finalzinho. Mas foi. E eu, Lis e Lia relembramos os velhos e bons tempos em que estudamos juntas. Vim em casa rapidinho. E fui encontrar com Reginaldo e Liciane no Café Café, que vai fechar as portas por um tempo. Agora, vou dormir, meu povo. Amanhã, começa de novo o rojão da semana. E não venham me dizer: “mas é feriado?” Amanhã às 6h30 tô “batendo ponto” na TV.

 

Um felicíssimo reencontro: Lia Daniel nos alegrando...

 

Poetando ou tentando poetar...

 

A chuva dos opostos

(eu)

 

Chove na cidade

Água cai forte

Molhando minha alma.

Lavando minhas dúvidas.

Banhando minhas certezas.

Um céu laranja cobre minha cidade.

Beleza e medo misturados.

A chuva vai encher os rios.

Transbordar as lagoas.

Alagar as ruas.

Desabar telhados.

Desabrigar minha gente.

Enquanto a chuva cai.

Penso nas lavouras.

Milho crescendo.

Feijão florescendo.

Pra matar a fome.

E eu aqui.

Penso no contransenso.

Da água que cai.

Enche os rios.

Invade as casas.

Mata a fome.

Mata a gente.



Escrito por Anucha às 01h13

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