SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




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Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





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O sol passando sobre os amigos

 

CHEFA: Nadja Rodrigues e eu. Que boa sintonia

 

Sabe quando você está pregada de sono e não sabe nada o que vai postar aqui pros fiéis e assíduos “olheiros” do blog?
Pois eu estava assim até abrir meu mail e me deparar com esse recado do Pedrinho:
“Uchinha, estava navegando, ou melhor, viajando mesmo na net, pois viajei muito, lendo tanta coisa linda, quando reencontrei esse poema fantástico do Antônio Cícero. Lembrei-me de pessoas que conjugam o verbo "guardar" da forma como ele é descrito abaixo. E você é uma delas. Grande beijo.”
Pedro Amador

 

GUARDAR
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em um cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
Admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

 

Acho até que eu já havia postado esse belo poema do irmão da Marina Lima aqui. Mas como agora ele faz um sentido tão maior pra mim... vale a republicação. (Quem se importa?!)
“Eu guardo em mim dois corações, um que é do mar, um das paixões...”  Dá-lhe, Nana Caymmi. Aí, como as pestanas já tão pesando de um tanto que não dá pra segurar... Eu vou repartir com vocês essa música do Leoni, que eu eu “ouvi de verdade” hoje, enquanto tomava banho. Ela me tocou bem na alma...

 

FOTOGRAFIA
Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz
Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar
Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas.
Pra eu ser feliz
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz.
 
A frase que eu negritei foi a que mais me tocou. E é por causa dela e pelo bem que eu quero a muitos dos meus amigos que resolvi postar aqui. Meus caros. Prometo que amanhã eu farei uma devassa nos blogs de vocês. Saudade. Amor. Carinho.



Escrito por Anucha às 01h38

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Flor do meu carinho...

 

 

 

“...porque eu me gosto muito mais. Porque me entendo muito mais também. E que a atitude de recomeçar é todo dia, toda hora. É se respeitar na sua força e fé. Se olhar bem fundo até o dedão do pé...”

(Gonzaguinha)

 

Com certeza, eu já postei essa música aqui. Ela é a minha cara. Uma daquelas da trilha sonora da minha vida, lembra? Pois é...

Aí, dia desses, passeando no blog da Valéria (Sentir é fato), me deparei com essa arte linda que ela deu na “minha música”. Não contei conversa... trouxe pra mim. E, agora, pra vocês.

Eu sei, eu sei demais... que deve ter um monte de gente pensando: “essa moça só sabe dizer que tá alegre, feliz, contente... será que ela nunca fica triste, não?” Gente, eu fico triste, sim. Ontem mesmo, queria ter dado um beijo de verdade na Licinha. Mas ela fugiu no dia do aniversário dela. Coisa de inferno astral, própria dos aniversariantes. Mas é que meus motivos pra estar de bem com a vida são infinitamente maiores. Então, bom mesmo é sorrir. Praticando o bem, como frisou o Dalai Lama, numa palestra que fez aqui no Brasil nessa semana.

Ontem, conversei um tempão ao telefone com uma pessoa que me encanta pela emoção que dá às palavras, a poesia que sai das histórias mais simples, a doçura e o cuidado no tratar os assuntos mais delicados. Gente assim terá a minha simpatia, minha admiração e o meu carinho pro resto da vida. Mesmo que o tempo e a distância digam “não”.

Tudo bem. Prometo que não vou sair daqui triste porque diminuíram o número de visitas e comentários. Nem ficar encucada achando que nunca mais vou recuperar a “audiência” r o carinho de vocês. Tudo por conta do meu sumiço dos blogs. Mas o que eu prometo mesmo é regularizar minha cartela de visitas neste final de semana. Até porque estou com muita saudade de ler vocês.

E parafraseando o Gonzaguinha mais uma vez... “o que mais quero na vida, acreditem, é ser uma mulher que colhe seu fruto, flor do seu carinho.”

Hoje é aniversário da minha tia querida, minha comadre, minha amiga: Jacqueline Melo. Ela ta morando em Buenos Aires. Por isso mesmo não vou poder dar meu abraço carinhoso. Mas, Jacketa, tu sabe que eu te amo, né?

 

Sinta o meu abraço bem carinhoso, tia! No meio, a Dedila!



Escrito por Anucha às 00h33

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Passando a limpo a vida

 

Levantando a poeira sempre...

 

Acho que já falei dela aqui. Graça Targino. Toda quarta, ela escreve uma crônica no jornal O Dia, aqui no Piauí. Hoje, ela tocou num assunto do qual gosto muito. E que, vez por outra, é mote de meus papos por aqui. VOLTA POR CIMA. E a Gracinha, como eu a chamo carinhosamente, tem esse condão de falar pela gente. Tocar a alma no que nos há de mais caro. Falar de um jeito doce, mas firme, sobre dor e a alegria, com a mesma simplicidade com que fala de esperança.

Nessa semana, ainda não fui pra terapia. Talvez, esteja me sentindo meio descompensada. É incrível como a gente sente falta. A mente pede por aquela hora de dedicação exclusiva a mim mesma. Assim como meu corpo anda doendo de tanta falta que as caminhadas e corridas estão me fazendo. Tem nada, não. É só até eu entrar no ritmo. Só essa semana. Na segunda logo, feriadão mesmo, eu volto a caminhar. E na terça, vou marcar a terapia. A dieta... bem, comecei a dar uma ensaiada nessa semana. Seguindo as preciosas e camaradas orientações da minha endocrino favorita Lela. Mas, pra semana... mais rigor, com certeza.

Vou dormir. Amanhã o dia começa cedo. E ainda tem Cabaré do Marquim... tomara que tenha pique pra ir. Se a Licinha for “comemorar” o aniversário dela com a gente, eu vou. Em todo caso... quero abrir uma janelinha aqui pra dar um beijo estalado na bochecha da Lícia. Uma amiga que foi grande companheira e confidente no ano passado. Alguém que eu admiro e respeito muito. Pessoa que eu rezo pra que Deus abençoe com o melhor pra ela. Criatura que a vida vai ter que provar que pessoas do bem merecem um final feliz. Tudo de bom, Licinha!

 

Amo os três! Mas hoje meu beijo é pra Licinha, viu?!

 

Agora, um trecho do que a Graça Targino escreveu e me tocou. Se toque também!

 

“...A vida continua. Mas prossegue com pesar, quando não temos a humildade de rever ações e palavras, quando não passamos a limpo, com vontade infinda de descobrir os porquês dos desencontros. E com eles, o doce segredo do perdão e a alegria que somente a compreensão de fatos vistos e revistos pode nos trazer. Duas pessoas, mesmo quando se amam com ardor, podem olhar o mesmo quadro, assistir ao mesmo filme, escutar o mesmo conto, curtir a mesma música, viver a mesma história, e reagirem de forma totalmente diferente, sem que isto seja sinal de desamor. Ao contrário. É o exercício supremo da aceitação das diferenças. É respeito. É  amor em sua forma mais plena e verdadeira.

Os nossos caminhos ao longo de toda uma vida possuem altos e baixos, vitórias e fracassos, mas é exatamente a forma como atravessamos o túnel dos tormentos, das tribulações, das adversidades, aflições e amarguras que nos dá a dimensão exata do rumo à trilha azul, onde há pássaros e flores, águas cristalinas e luar, mesmo se invisíveis para muitos. Cada um precisa encontrar a sua forma de vencer as passagens subterrâneas, antes que alcance o outro lado do túnel, onde há luz e esperança!”



Escrito por Anucha às 00h25

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As delícias do meu desassossego

 

Livre, leve e solta...

 

É. Pelo visto, vocês estão vindo menos aqui, na mesma proporção que eu não estou indo ver vocês. Isso é pros meus queridos colegas blogueiros, viu? Desculpa aí. Mas a “verborrágica” aqui não tem podido se expressar como gosta: com tempo pra falar o que pensa, fazer conjecturas, concluir sobre tudo e um pouco mais. Tempo. É isso que tem me faltado. Mas não reclamo. De jeito nenhum. Tô é feliz. Tô trabalhando. E no que gosto. O que é ainda melhor.

Ontem, o dia foi um tanto quanto reflexivo. Umas mensagens trocadas lembraram do ontem. Mas reforçaram mais a certeza de que o hoje não repete o passado porque vislumbra o futuro. E pro futuro, só se deseja coisa que realmente valha, não é?

Ontem também, recebi um mail destacando excertos do livro novo do Gabriel García Márquez. E olha só o que me tocou fundo...

 

"...E também percebi que era válida a verdade contraditória: não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassosego..."

 

Márquez tem razão. O desassossego, por menos que ele traga de usufruto, vem recheado de aprendizado. E não troco mesmo qualquer chance de aprender pra ficar melhor por nada no mundo. Fecho com ele.

O meu desassossego atual é assim: acorda de madrugada, trabalha até às 12h30. Engole rápido. Cochila 15 minutos. Volta pro trabalho às 3h. Só sai ás 6h30 e vai direto pra pós, que só termina às 22h. No entanto, é uma falta de sossego que muito me sossega. No final do dia, como agora, meus olhos teimam em pesar, meus dedos trocam as teclas, meu raciocínio tá lento. Mas meu sorriso não é nada amarelo.

Nem preciso contar os desassossegos do coração. Esses... deixa o tempo e o destino cuidarem disso. Não me estresso. Não mais.

O Quintaninha é sempre uma boa companhia para quem precisa dizer “até logo”:

“Frescor agradecido de capim molhado

Como alguém que chorou

E depois sentiu uma grande, uma quase envergonhada alegria

Por ter a vida

Continuado...”

 

E não tendo a vergonha de ser feliz... deixo um beijo estalado na bochecha de cada um. Obrigada pelo carinho de sempre. E... visitem meu flog, se tiverem saco: www.anuchamelo.fotoblog.uol.com.br



Escrito por Anucha às 00h26

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Muita água por debaixo da ponte...

 

Roubado da Caíla... pra expressar essa ausência-presença!

 

Voltei pra me reler há um ano atrás aqui no blog. Que mulher era aquela que escreveu: “...A vida, vez por outra, nos apronta situações assim... Encontros vestidos de desencontros. Sim, porque a gente tá crente que é alguém que encontramos, mas a verdade é que é um verdadeiro desencontro...”???

Vivi nesse ano que passou um encontro vestido de desencontro. “Se chorei ou se sofri... o importante é que emoções eu vivi...” No meu caso, não foi bem assim, não. De verdade, saí mais madura, mais de couro grosso, como costumo falar. Mas, não repetiria.

Há um ano atrás, descrevia a mim mesma como “senhora das minhas vontades, dona de mim”. Mas, realmente, não estou certa de que essa mulher que se formou nesse ano esteja tão dona de si assim.

Mas, como disse a Loba pra mim na mesma época: O passado é apenas para corrigir rumos, não pra impedir a caminhada.”  E deixar de caminhar, nunca! Pra frente é que se anda.

Hoje, prefiro falar menos. E sentir mais. Busquei no Drummond um acalanto pra minha alma. Deixo com vocês...

 

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada em meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres,

porque a ausência, essa ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.

 

P.S.: Olha, gente! Não fiquem bravos comigo, não. Mas não tá dando pra visitar vocês. A vida está começando agora pra mim às 5h da matina. E é uma roda viva o dia todo. Até eu entrar no ritmo... entendam. E não me deixem só! APAREÇAM! (rs)



Escrito por Anucha às 00h40

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O TEMPO DE SI

"Quero minha risada mais gostosa..."

Comprei o jornal O DIA e ganhei o DVD do Capital Inicial. Ouvi “Fogo”, ouvi “Tudo o que vai”... mas “O Mundo” bateu como se fosse a primeira vez que ouvia. Viajei na letra. Pensei em mim e em como tenho vivido a minha vida nesses últimos 18 meses. Já que uma nova fase começa nesta segunda-feira. É bem provável que a minha fase “O Mundo” esteja com os dias contados. Ou, pelo menos, espaçados...
A letra é enorme. Então... vou destacar alguns trechos pra você entender como me sinto hoje.

“Você que já esteve no céu
Foi tudo divertido pra você?
Chega a hora então de provar tudo que existe
Tire agora os sapatos jogue tudo pro alto sinta o chão
Pra aprender a andar descalço nesse mundo de asfalto e sem coração
Até que o mundo gire ao seu redor
Obrigado por passar, mas estou de saída
Tem alguma coisa nova pra fazer?
Vamos lá então ter um dia diferente
Eu só quero curtir ficar à toa viver numa boa...
(...)
Se eu for ligar para o que é que vão falar não faço nada
(...)
Já cansei de propostas, de dar respostas e ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor...”

Devidamente autorizado, quero instigar vocês com essa linda poesia que saiu da alma da minha amiga e, agora, reeducadora alimentar, Lela. (rs)
Simplesmente, parei nisso que ela escreveu lá no Colcha de Retalhos. Olha aí:

“O tempo antes não foi, portanto jamais será.
Há um tempo em si que medeia o tempo antes e o tempo depois. O tempo em si é.
O tempo depois carrega a agonia do será e, sendo, passa a ser o tempo em si.
Onde está a poesia nisto? - você me pergunta.
A poesia não está no tempo antes, no tempo em si, muito menos no tempo depois.
A poesia está em você tomando o tempo em suas mãos, escrevendo sua história e determinando o tempo antes, o tempo em si e o tempo depois.”

Aí, a Leila Eme, que passou um tempão escrevendo a conta-gota, postou um textão enorme lá no blog dela. Lindo, por sinal. E eu, quase uma "ladra do bem", trouxe isso aqui pra vocês:

"Chega desse diabetes social que nos proíbe a doçura das palavras, dos gestos e de jeitos outros que só precisam melar pra nutrir nosso velho espírito. Chega dessa buraqueira mal preenchida em travesseiros e sonhos. Chega dessa sensação de chegarmos atrasados na distribuição de senhas pra que se entenda, alcance, mereça, conviva, "desgrile" e admire-se o outro; aliás, tão imperfeito quanto. Chega de reclamar do tapete que se enrodilha, da descarga que o outro não deu embora as cargas que carregue, do aperto errado na pasta de dente embora você paste nos problemas que espuma. Chega de exacerbar-se com o tempo falho, a hora errada, a fala chata, o silêncio comprido, o tranco, o cansaço, o ronco, a idealização. Chega de paus e pedras como se nossos "eus" se encavernassem, nossos olhos não se vissem, nossos deuses castigassem, nosso amar não nos parisse, nosso dar não se entregasse, nosso tesão talhasse, nosso querer bastasse. Chega de pular amarelinhos sorrisos, cimentar certezas de um céu logo ali, banhar-se de ilusões, convulsionar-se por dentro. Chega de oscilar e colecionar "ses", de amar mais ou menos, de levar fé sem bandeira, de baixar a guarda sem guardar-se, de nublar sol e manhã. Chega de "ficar"... ficando mais pobre, mais usado, mais carente, mais lince, mais marciano, atônito, urrante... sei lá."

Pra fechar, com chave de ouro... levei esse excerto da Loba pra uma amiga querida ler. E, na verdade, acho que todos nós devemos lê-lo. Uma, duas ou tantas vezes forem necessárias. Pra entender que "todo carnaval tem seu fim", como dizem Los Hermanos.

"Às vezes me sinto vivendo por acaso. Como se fosse filha de um sopro. Como agora. Estou em branco. E por mim passam todos os ventos. Mas há um ruído dentro de mim. Como a anunciar uma tempestade. O ruído vai crescer, eu sei. E o fogo tomará o meu corpo. Tirará de mim este cheiro de nada. E trará de volta o que o espelho não mostra. Tocarei as cicatrizes e sentirei a dor da ferida que ainda não fechou. Preciso tirar-me dos esconderijos onde a saudade me deixou. Tirar o véu que faz do passado este vermelho-silêncio. Abrir as cortinas das velhas histórias e deixá-las sangrar até que em minhas veias corra apenas sangue novo. Preciso estancar esta avidez de carinho que as noites solitárias trazem para o meu corpo. Solidão escolhida não deveria doer tanto. Não quero o bálsamo de buscas externas a mim. Não prostituirei a minha alma ainda que meu corpo, com perversa candura, tente convencê-la que lá fora a vida me espera. Esta vida está aqui. E eu a encontrarei. Ainda que para isto tenha que me reescrever nesta folha em branco em que me transformei. Deixarei que o fogo me tome. E que queime minhas entranhas em viagem solitária. Tempo haverá em que todo o desejo que consome a carne se fundirá à alegria de uma alma recriada. Então, e só então, estarei pronta para novas conjugações de verbos, vôos e poesia."

Fique com Deus. Deus lhe proteja. Qualquer coisa...
(Jaculatória usada pela minha mãe, eu e Cacha.)

 

 



Escrito por Anucha às 23h48

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“Minha especialidade é viver”

E. E. Cummings

 

Da alegria de encontrar pessoas como a Liciane...

 

Tento fazer disso a tônica do meu dia-a-dia. VIVER. Mas, colocando em tudo um sabor agradável. Sorrir, talvez, seja o meu melhor tempero. Que sorriso abre porta, a gente já sabe. Mas que eles quebram resistências... isso só se aprende testando. Ou melhor, fazendo mesmo. E é muito bacana quando a gente descobre isso acontecendo com a gente. Eu sou daquelas que sorri pras paredes. Meu pai, que economiza sorrisos, diz que não vê sentido nas pessoas saírem às ruas rindo para estranhos. Eu contesto vêementemente. Sorrindo, abro mais possibilidades de conhecer pessoas. E eu sempre gostei de conhecer gente. Claro, de preferência, gente do bem, bacana, alto astral.

Aí, não tenho como não tocar num papo que tive ontem à noite com a Cacha em pleno show do Emerson Nogueira. Que, por sinal, foi muito legal. De longe, eu prestei atenção no Toni Lobão, um amigo muito querido nosso, das antigas. Namorado da Juliana Pimentel, que citei aqui no post da quinta. O Toni é alto astral por natureza e vocação. É um cara de alma pura, ingênua, doce. Adora sorrir, se entusiasma com a vida e transmite energia boa pra quem está ao seu redor. E eu fiquei observando-o, a sua alegria e o verdadeiro contágio que ele faz com os amigos que estão próximos. Muito lindo de se ver! Isso pra mim é que é vida.

Sabe, ficar amoado, macambúzio, de cara amarrada é perder um tempo que a vida não dispõe. É jogar no lixo a maravilha de se estar vivo, com saúde e de bem com o mundo. Ainda que a gente esteja mal por alguma coisa, sair à rua deveria significar buscar a alegria. E transmiti-la, caso a encontre.

Eu decidi agir assim na minha vida. E me sinto muito mais estimulada para viver a minha vida, me especializando ainda mais nela.

 

Xande e eu fazendo a Cacha sorrir assim...

 

O E.E. Cummings diz um troço que gostei de ler...

 

“na estrênua brevidade
Vida:
realejos e abril
treva,amigos

eu me lanço rindo.
(...)

eu sorrisando
deslizo.   Eu
na grande viagem escarlate
nado, dizendomente;

(Você sabe?) o
sim, mundo
é provavelmente feito
de rosas & alô:

(de atélogos e, cinzas)”

 

Já o José Saramago me cutucou o juízo quando disse: “Com peso duvidoso me sujeito à balança até hoje recusada. É tempo de saber o que mais vale: se julgar, assistir ou ser julgado. Ponho no meu prato raso quanto sou.”  Pura e simplesmente porque acredito mesmo que a gente está na vida é para ASSISTIR. Julgar e ser julgado faz parte dos processos menores da vida. Então, ponho de mim tudo num prato raso e vou dividindo meu pão com quem tem fome. O pão a que me refiro, metaforicamente, é tudo o que eu possa transmitir de bom pras pessoas. E a fome é de coisas relativas ao bem.

 

P.S.: SÓ PRA CONTROLE... Tava comigo no show do Emerson Nogueira: Cacha. Lis, Geysa, Sayô, Ju, Paulinha, André, Orgarina, Mel, Tati, Raquel, Amaro e Bebê. Faltou o Marquim (que ta em Floriano fazendo sushi!) Não tinha como não ser boa a minha noite, né?  



Escrito por Anucha às 17h39

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Todo Mundo Merece Ser Feliz
Carlos André Tavares Ramos

 

“Você sabe que, como todo mundo, merece ser feliz, não sabe?
Mas, por favor, não se compare com ninguém.
Entenda que você é único.
Lance seu desafio ao universo e diga:
Agora é a minha vez!
Sua determinação é do tamanho da sua necessidade.
Uma estrada só se vence quando se dá o primeiro passo sem olhar para a distância.
As boas novas se conquistam com pequenos gestos.
Faça de cada dia, um novo dia de vitória.
Esqueça o passado, perdoe.
Liberte-se de qualquer amarra que possa te segurar no cais da tristeza.
Insista mais um pouco, dê mais um passo.
Cuide de seus pensamentos e suas palavras. Use tudo com bom senso.
Invista na sua paz, diga não quando precisar.
Dedique alguns minutos para cuidar de você diariamente.
Apaixone-se por tudo o que for fazer. Compre a idéia. Vista a camisa.
Definitivamente, eu não conheço ninguém mais pronto para prosperar.
E ser feliz é a escolha que cabe a você nesse momento. Você merece!”

Procurei o meu melhor sorriso...

A Tavianni é que tem razão: SER FELIZ É UMA ESTRADA SEM FIM. Se tiver coisa melhor do que está de bem com a vida, feliz com as perspectivas, cheia de gás, entusiasmada, pra cima e sorrindo pras paredes, me apresente. Preciso saber como faço pra estar mais feliz e ter mais motivos de agradecer a Deus por me dar a serenidade de saber esperar a hora certa. “É incrível a força que as coisas têm quando elas precisam acontecer”, foi o que me relembrou a minha terapeuta ontem. E reforçou em mim essa convicção. Não adianta querer queimar etapas. O sol realmente nasce pra todos. Pra mim, ele nasceu lindamente ontem.

Meu dia nesta quinta já dava sinais de felicidade desde o solzão forte que fez de manhãzinha pra me acordar na janela. Na terapia, meu tema foi a bondade humana. O bem fazer bem, sabe? Transmitir o bem, alegria, paz, serenidade. Poxa, tão bacana me ver diferente pelos olhos da auto-análise. Já falei isso aqui... tenho aprendido a analisar a mim mesma com a terapia. E isso tem me melhorado e muito como pessoa. Pelo menos me vejo melhor.

Almocei no Papardelle. Muita salada e um peixinho delicioso. Passei na Cacha pra dar beijo nela. Fiz as unhas. Cochilei dois carocinhos. E, final da tarde, abri um sorrisão feliz. Tô empregada. E isso é a minha melhor notícia.

Tive no Marquim de noite. Campari não desceu legal. Passei pro “professor” para acompanhar a Lidche, mas três doses e eu já parei. Queria aquietar o juízo, isso sim. Até queria bebemorar, mas tava sem muito ânimo... Revi quem provocou sorrisos há umas duas semanas. E... nem tchum. É incrível o meu poder de dar Ctrl+Alt+Del nas coisas que não quero mais. É como se elas nunca tivessem sido queridas, sabe?

Vou aproveitar o feriado pra refazer as mechinhas do meu cabelo. O “pé” já tá pretão e as madeixas precisando de uma hidratação bem legal. Quero comer caranguejo. Arrumar meu guarda-roupa. Ouvir uns cds. Ver uns filmes. Atualizar as visitas aos blogs amigos. Botar as pernas pro ar. E reunir a tropa toda no show do Emerson Nogueira. Uêba!



Escrito por Anucha às 02h10

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Da arte de perder e se achar...

 

Poder da genética: o comum das batatas!

 

Escrever um blog é um troço curioso. Tem dia que passo o dia todo pensando: “Sobre o que vou falar hoje”? E pra quem não vem aqui com freqüência... escrevo exatamente como falo. Me peguei várias vezes hoje fazendo essa pergunta. Só depois de tudo o que vivi, chego à conclusão: VOU FALAR DE TUDO. Prontos?

Pois sim...

Assisti a dois filmes geniais. “Tudo acontece em Elizabethtown” me encantou e me emocionou. Me imaginei fazendo aquela viagem com a minha mãe. E foi uma linda experiência. Recomendadíssimo, viu? “Em seu lugar” foi outro que entrou pro meu rol seleto de filmes que falam pra alma. Lembrei o tempo todo da minha relação com a Cacha, minha única e amada irmã. Putz, como foi bom sentir aquele filme! Quis abraçar minha irmã depois. Sentir o quente do abraço dela. Da vida que ela transmite pra mim. Passei na Des Livres e comprei o “Quase Tudo”, da Danuza, que ela tá super afim de ler. E garanti logo os ingressos do show do Emerson Nogueira na próxima sexta. Vamos fazer a maior folia por lá!

E, voltando ao filme, dele tirei esse excerto pra vocês:

 

“A arte de perder não é difícil de dominar.

Tantas coisas parecem feitas com o intuito de serem perdidas. Que sua perda não é um desastre.

Perca alguma coisa todos os dias. Aceite o contratempo de perder a chave da porta. Eu perdi duas cidades. Dois rios. Um continente. Eu os perdi, mas não foi um desastre.

Até mesmo perder você. A voz zombeteira. Um gesto que eu adoro. Eu não terei mentido. É evidente que a arte de perder não é muito difícil de dominar. Embora possa parecer. Como sendo um desastre...”

(E. Bishop)

 

Eu e meu tio Célio, que se parece e muito com a Corrinha!

 

Acabei de chegar de mais um dos encontros das “amigas do café”. E nós fomos conhecer o Madame K, café da Karenina Tito. Tudo de bom ponto com ponto br, viu?! Na turma: eu, Lilane, Laline, Roberta, Vanessa, Juliana e mais três convidadas, Juliana Pimentel, Olívia e Marina Brandão. Pense numa diversão de prima! Tudo o que eu tava precisando. Rir, falar da vida (da gente), comer bem e depois fazer um DR básico (Discutir a Relação) entre nós mesmas, sabe? Torcendo aqui pra Juliana Pimentel aceitar nosso convite e ficar efetiva no grupo. A Nilsa faltou porque está dengando o filhote em Sampa. Mas fez falta!
Ah, hoje peguei a Lis pra ir comigo lavar o carro na Maranhão (local onde se lava carro aqui em Teresina por cinco reais e fica um brinco!). De lá, fomos almoçar uma picanha deliciosa no Casarão. Tomamos geladíssimas cervejocas e, mais uma vez, reafirmamos essa linda amizade. Não posso deixar de registrar aqui uma meio que paquera no trânsito. Um contemporâneo de Andreas no carro ao lado. Olhou com certa insistência pra mim. E eu pensei: “Será? Mas ele nem olhava pra mim na escola...”
Hoje também... num telefonema eu me perdi e me achei. Alma boa aquela que ligou na tentativa de apacentar meus pensamentos. Refleti sobre a minha vida numa breve viagem de volta a mim mesma. Quis me arrepender e fui lembrada que se não tivesse vivido não tinha engrossado o couro. E não tem nada de que eu me orgulhe mais do que esse couro grosso que veste a minha pele e reveste a minha alma. Como isso tem sido proteção pra mim! Como tenho sido mais feliz depois de cair, me machucar e aprender! Seguindo em frente sempre.

Às vezes, quando se perde, se ganha. E meus ganhos têm sido valiosos. Quer saber? O Quintaninha é que está certo...

 

“Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos – onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco esse nosso mundo...”



Escrito por Anucha às 00h44

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Que não é o que não pode ser...

 

“Nunca será

o que precisa ser

agora

e não é...”

(Hermes Bernardi)

 

"Há outras coisas no caminho onde eu vou..."

 

Pensei num monte de coisa hoje. E pensar é bom. Revigora a mente. Refaz conceitos. Desfaz preconceitos. Enquanto esperava a minha querida pra gente almoçar saladinha com franguinho ao molho de curry, pensei que a exposição de mim aqui precisa ser mais medida, limitada, economizada. Ontem, me fizeram uma pergunta tipo assim: “será que isso de você dizer que quer ser mãe não assusta seus pretendentes?” De súbito, respondi que NÃO. Mas, sei lá. De repente, alguém que possa vir a ser um “pretendente” acesse meu blog me veja mais que nas entrelinhas e se assuste com isso de eu me desnudar tanto aqui. E, mais que de repente, começa a repensar a possibilidade de vir a ser meu “pretendente”. Será que isso já não aconteceu? Como moro numa cidade relativamente pequena, onde todo mundo conhece todo mundo (ou, pelo menos, muita gente conhece a Anucha), é muito possível que eu já tenha “perdido” alguns bons “pretendentes” não por ter o sonho em ser mãe, mas por declarar isso e outras coisas tão abertamente por aqui.

Durante o almoço, eu e a Ká falamos sobre esperar o tempo curar feridas, fechar janelas e abrir portas. E, durante a conversa, percebi que eu falava de um jeito e estava agindo de outro. Quer dizer... nem tanto assim. Mas, dizia pra minha amiga aguardar o tempo agir. E, no entanto, me peguei agindo diferente. Aí, lembrei de uma crônica do Affonso Romano de Sant’Anna, que li há cerca de dois anos. E foi como um tapa com luva de pelica em mim mesma.

 

“O que espera uma pessoa que espera? (...) A pessoa que espera não aguarda tão somente que o outro chegue. Fantasia que com o outro e a sua forma, com o outro, e a sua voz, chegará o que ela desde sempre espera. Esperar assim é esperar perdidamente. (...) A verdadeira espera é diferente. A pessoa que espera, mais que as outras, está exposta na vitrina de seus gestos. Está voltada pra fora, perdeu seu centro, precisa de uma visão que a complemente, está sofridamente frágil, está sem pele com a carne viva ao vento. O tempo não passa. Ou, pior, transpassa, por dentro, rasgando aviltamentos...”

 

Me vi, afoitamente, girando a cabeça feito um girassol em busca da luz. Me enxerguei, afobadamente, olhando pra todo ser como quem procura a alma gêmea. Me olhei, atonitamente, buscando encontrar quem eu nem sei se vem. Então, pra que a espera?

 

“MAIS SÁBIO É COMEÇAR A VIVER DESDE ONTEM...” (Marcial, Séc. I-II)

 

P.S.: Ah, hoje recebi a ilustre visita da Liciane e da Júlia. Tão bom tê-las aqui. Ficamos, eu e Nenén, conversando. E a Juju pra lá e pra cá descobrindo as coisinhas da casa. Voltem sempre, meninas!

 

 



Escrito por Anucha às 22h57

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Avisa que é de se entregar o viver

 

“...Pois é, não deu

Deixa assim, como está, sereno.

Pois é de deus tudo aquilo que não se pode ver

E ao amanhã a gente não diz

E ao coração que teima em bater

Avisa que é de se entregar o viver

Avisa que é de se entregar o viver

Pois é, até onde o destino não previu

Sem mais, atrás vou até onde eu conseguir

Deixa o amanhã e a gente sorri

Que o coração já quer descansar

Clareia a minha vida, amor, no olhar...”

( Marcelo Camelo)

 

Cacha, Célio Jr e eu

 

Nem me pergunte por que comecei com essa música. Tava procurando algo pra começar a dizer. E me veio “Pois é”, que ouvi na semana passada e me bateu fundo aqui.
Nessa Semana Santa, aconteceu um fato curioso. Pra mim. Meu telefone, aliás, os dois telefones (o pessoal e o funcional) quase não tocaram. Uma ou duas chamadas. E nada mais. Nenhuma mensagem também. Minto. A Lícia respondeu uma. E mandou outra. Nada além. E isso não é muito comum, viu? Mas, quer saber? Eu gostei do sossego. E é por isso que tô falando aqui.
Começo uma nova etapa, eu diria. Mais silenciosa. Menos cavoucadeira das coisas, das pessoas. Certamente, isso é melhor pra mim. Se o Zeca Baleiro tem razão, a alma é mesmo o segredo do negócio. Então, vamos poupar a alma. Vamos dar a alma apenas alimento que a faça existir com dignidade. Nada que sobre. Que passe da medida. Muito menos, que transborde. Chega de excessos!
Parece até um contrasenso ao que me referi no título deste post. Se o viver é de se entregar, como posso querer economia pra alimentar a alma? Aí é que tá... Que a alma (a minha alma) se alimente do que for sadio, do que a leve a elevar-se. Que ela não procure esmolas, nem migalhas, nem restos, nem o que não for comida. De alma.
Lá em Batalha, fui pedir a benção a São Gonçalo. Já falei, né? Mas, acho que deixei lá com “ele”, o santo, algumas das minhas angústias. Acho que devo ter depositado as mais inquietantes. Porque voltei de lá ainda mais leve. Não quero dar continuidade ao que não me acrescenta. Então, deixei lá. Não quero desenterrar o que é passado. Então, deixei lá. Não quero mais bulir no que tá quieto. Então, deixei lá.
Tudo poderia terminar bem nesse post de hoje. Mas um telefonema perturbou o meu paraíso. Do outro lado alguém que, eu acredito piamente, só quer meu bem. A história era “punk” demais. E me deixou mal demais. Serviu, pelo menos, pra eu ratificar o que, de outra maneira, havia ouvido hoje de tarde de uma pessoa mais experiente: “SE NÓS FÔSSEMOS PROCURAR SABER O QUE AS PESSOAS ACHAM DA NÓS, IRÍAMOS TOMAR UM SUSTO MUITO GRANDE. TANTO SABERÍAMOS COISAS BOAS, COMO COISAS RUINS”. E soube coisas muito ruins.
Definitivamente, as pessoas podem usar o que acham da gente pra fazer muito mal à gente, né? E eu sempre penso que isso não é possível. Fico dando uma de Nando Reis e cantando: “O mundo é bão, sebastião!”
Mas é boba, essa Anucha Melo!

 

Que as lindas águas do Longá levem a minha dor! Amém!!!

 

Finalizando com Paulo Leminski:
“ENTENDO
MAS NÃO ENTENDO
O QUE ESTOU ENTENDENDO.” 



Escrito por Anucha às 23h46

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De volta pra casa

 

Eu e Cacha na Boa Lembrança!

 

Tô viva. E feliz. Mais viva do que nunca, é verdade. Sempre volto cheia de energia desse pisar os pés na terra me Batalha. Lembro que quando meu noivado estava no fim (há sete anos) passei uma Semana Santa com toda a minha família na Vitória de Cima, fazenda do meu avô Machado. E foi tudo o que eu precisava para me manter firme, energizada e segura de mim. Agora, esse “estar lá perto dos meus” foi um presente que eu estava me devendo. E ainda, de quebra, levando minha irmã para partilhar do mesmo. Estávamos ambas precisando.

 

Eu, Cacha e meus primos lindos e queridos!

 

Muita comilança, alguma bebelança e toda a alegria de brincar com os primos, acarinhar os tios, reencontrar amigos, viver a cidade que me abraçou na infância e na pré-adolescência. Revi a Penélope, minha prima querida, com quem não encontrava há anos. Dancei forró com meu tio Celinho. Curti meus afetos e os que se tornaram meus, como herança da mamãe. Eu e Cacha batemos um longo papo com a Tia, a tia mais querida da minha mãe. Quase 90 anos e toda a lucidez de quem não se entrega e não se cansa da lida. Conversei na “porta da rua” com meus primos e amigos, tendo cadeiras na calçada. (Ô, saudade...) Vi trovoada cair, vi a terra ser banhada e as sementes virarem fruto pra amanhã. Banhei no Olho d’Água da Areia e relembrei dos tempos bons. Fui pedir a benção a São Gonçalo. Rezei e conversei com a Corrinha (minha mãe) na redinha dela, na casa do vovô (onde a sinto ainda viva e presente) e na lápide (no único lugar onde eu não gostaria que ela morasse). Mas, ela não mora mais lá. Eu sei. Ela está comigo e a Cacha em qualquer lugar. O Marquim também foi, como havia dito. E é muito bom ver meu amigo todo entrosado com minha família. Eles adoram ele. E ele sente-se em casa por lá. Bom ver isso. O Marquim é um irmão. Tê-lo por perto é sempre reconfortante pra mim. Na volta, uma carona especial dividiu as horas com a gente. Deu-me o conforto de suas orações e a alegria de saber que nada acontece por acaso nessa vida. E até o que parece ter dado errado, assim o foi pra deixar selado algo muito maior: um querer bem que dinheiro nenhum no mundo paga.

Vou chegar, viu, gente?! Desfazer as sacolas. Preparar minha vida para um novo começo amanhã. Trabalho novo. Voltar pra academia urgente. Meter a cara nos livros. Fazer o ano vingar a partir de agora. Ufa! Tô cansada de tanta farra. Será? Bem, agora me sinto assim. Muito cansada.

 

Chuva que revigora, nutre e lava a alma!

 

E porque acredito que o melhor ainda está por vir. Reproduzo aqui o comentário do Régis Falcão ao meu post do dia 11 de abril, em que coloquei um “conto” dele: “Manhãs de sábado imaginárias”. Ele disse bem assim pra mim:

 

“... cafés da manhã imaginários ficam ainda mais gostosos quando fazem parte dos amanhãs possíveis...”

www.coffeeanddreams.blogspot.com

 

 

 

 



Escrito por Anucha às 19h53

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