SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




MEU MANTRA


"Entrego
Confio
Aceito
Agradeço"
(Hermógenes)




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Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





O QUE VIVI


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Tantos sonhos morrem em poucas palavras...

(Kid Abelha)

 

"Vem dizer adeus ao que restou de quem um dia foi feliz..." (L.Hermanos)

 

Tantos sonhos morrem em poucas palavras...

(Kid Abelha)

 

Um papo de última hora. Conversa que mais tira do que põe. Alma sofrida. Coração na mão. Bendita a hora em que a gente joga as pessoas pra dentro da gente. Sem perguntar se o coração agüenta qualquer que seja o desfecho. Bastam algumas palavras. E já se entende que não há lugar mais nenhum pra ir. Fim de linha. Última parada. A não ser que o sol renasça amanhã jogando outras tintas no dia. Só se o arco-íris aparecer pra confirmar que há esperança. Ou se um pássaro pousar na minha janela e cantar seu canto feliz. Mas isso é com a natureza. Não tenho controle sobre isso. Apenas sobre o que sinto. E o que sinto vai pra dentro de um baú de boas lembranças, as melhores emoções e os sonhos mais lindos.

Ontem foi o Dia da Poesia. E eu deixei o blog passar batido. Eu regateei comigo mesma e minhas despretensiosas incursões por esse estilo literário que tanto me emociona.

Se falo de mim, hão de dizer que estou triste. E não é verdade. Só sentida...

Se falo do mundo, eu direi que o mundo não aprendeu ainda  a me ler...

Mas o importante é que eu fale. Não posso guardar pra mim o que me aflige, o que me inspira, o que me comove, o que me revolta, o que me sensibiliza, o que me derrota...

Já estou caindo de sono. Mas devo isso a mim.

 

Passagens de mim

Na sala, encontro uma menina assustada e triste.

No quarto, ela se despe de qualquer expectativa.

Na dispensa, ela brinca de boneca e saltita.

No quarto, ela é mulher que pensa, que não engole guela abaixo.

No corredor, o entra e sai de muitos amigos.

No quarto, ela convoca os protetores e sente paz.

Na varanda, a brisa embala a rede na viagem de volta pra dentro.

No quarto, tudo vira mágica, que vira força.

No banheiro, ela se limpa e se prepara para purificar a alma.

No quarto, ela está só, mas está feliz. Tem a ela.



Escrito por Anucha às 01h44

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“A tua presença entra pelos sete buracos da minha cabeça...” (Caetano)

 

Abraço de mãe...

 

Dengo de filha...

 

Respeito e amor mútuos...

 

Sabe por que começo por aqui? Porque ontem, ela, a Corrinha, minha mãe, não me saiu da cabeça. Ontem e todo dia e sempre, né? Na terapia, foi um chororô só. À noite, no lançamento do livro da Graça Targino, idem. De noitão, ao ler o mail do Tio Zé, um dos melhores amigos da minha mãe... de novo!
Já combinei com a terapeuta. Quero e preciso falar da minha mãe. Preciso encontrar chaves e abrir portas, fechadas por mim de propósito. Preciso ver o que tem por trás dessas intransponíveis passagens pra dentro de mim. E que preciso romper para entender mais de mim e saber me guiar melhor.
A Gracinha me chamou pra fazer o que para ela podia parecer um simples favor. Entendi como uma oportunidade ímpar de homenagear a ela e a minha mãe. Pôs-me pra ler uma crônica dela, em que se define, se retrata, se mostra por inteira. Isso antes do falatório de chefes de departamentos, reitor e ela própria falar do livro ora lançado.
A minha querida professora da graduação, agradeceu-me no telão, referindo-se a uma “amizade incondicional”. E eu agradeci lembrando que esse amor é hereditário, pois foi herdado da minha mãe. Elas, sim, foram amigas. Ela a admirava. Minha mãe também a ela. Existia um respeito mútuo e um carinho verdadeiro. E isso foi base para que eu própria construísse o meu afeto todo particular a esta “mulher maravilha”, que é Graça Targino.
Olha só excertos do que li...

 

“... vontade imensa de seguir vivendo, de prosseguir acreditando no ser humano, na vida, no amor, no riso solto, na imensa gratidão aos poucos, mas verdadeiros amigos, na benevolência pelos que erram, no ânimo para consolar os que sofrem, na arte de representar a alegria...”

“...quem é essa menina assustada diante da vida? Quem é essa menina que transborda de alegria sem ter alegria? Quem é essa menina que faz rir, quando quer chorar? Quem é essa menina que busca colo? Quem é essa menina? Quem é essa mulher?...”

“...lutando ainda para ser a primeira no coração de alguém, lutando para resgatar toda uma vida, com tributos de um amor inteiro, total, sem barreiras, sem fronteiras. Só querer bem, Nada mais do que querer bem...”

O meu Tio Zé, no mail, falou lindamente da amizade com minha mãe, que começou quando ela ainda não havia feito dez anos e ele já era um adolescente. Mas destaquei o finalzinho em que ele fala, de forma parecida com que a Gracinha falou do pai dela no seu discurso. Ela falou que seu pai era uma “ausência-presença”. E é como eu sinto a minha mãe na minha vida. E o Tio Zé resumiu bem tudo isso:

“... Apenas tenho-a dentro de mim. Altiva como sempre foi, inteligente graças a Deus, amiga, legal, incondicionalmente querida. E, de tal sorte, que ela só morrerá quando eu morrer...”

ASSIM QUE QUER, ASSIM SERÁ! (Los Hermanos)



Escrito por Anucha às 08h04

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“CATAR MAIS CUIDADOS, CANALIZAR MAIS CARINHOS, AFUGENTAR BREUS...”

(Leila Eme)

 

Marquim me dando comida "de capitão". E é bom pa porra... Tem mais foto  no flog...

 

Viva, viva, viva! A Leila Eme voltou das férias e eu vou poder beber em água límpida e pura de novo. No ano passado, lembro de vários pedaços da minha estrada em que encontrei refúgio no abrigo das palavras dela. Beijo na alma, Leila!

Meu fim de semana... agitadíssimo. Afe! Tenho que dar uma pausa nisso. Sábado: mpbar com Márcio, Hatawa e Sanka. Claro que foi mais que diversão, né? Pude botar os papos em dia com a Sankinha e aproveitar a cia desse casal que eu adoro. Domingo: churrascada de carneiro na casa do Ronie. E tome forró até altas horas... Mas a noite terminou sabe onde? No 2º DP. A casa do Marquim foi assaltada e a comitiva do bem foi dar uma força pro Corpo. Amigo é isso aí, né?

De mim, agora, né? Aprendi algumas coisas nesses dias...

Amizade é irmandade que se escolhe, sim. Mas a doação não precisa ser ao extremo.

Amor é uma necessidade da alma, sim. Mas, “enquanto não vem”, a ansiedade deve ser afastada.

Paixão é troço que trucida a gente, sim. Mas não se pode negar que faz a gente se sentir viva.

Voltando à Leila...

Me achei naquilo que ela disse. Ando catando com muito respeito a mim mesma mais cuidados comigo. Fico tateando para canalizar mais carinho às pessoas que me são caras. E ando travando uma batalha interna FDP pra afugentar os meus breus. É uma lida constante, do dia-a-dia, que vai se sedimentando na medida em que a gente vai acreditando piamente que não há outra alternativa para se fazer feliz. Não resta dúvida que esses aprendizados fazem parte das auto-análises que a terapia tem me estimulado a fazer. Quer dizer... mexer lá dentro tem me feito um bem enorme!

Fechando com Baltasar Grácian:

 

SABER ESPERAR

Um grande coração tem mais capacidade de suportar o sofrimento. Nunca se deixa levar pela pressa nem pelas paixões. Aquele que é o senhor de si será depois também dos outros. Deve-se caminhar pelos espaços abertos do tempo até o centro da oportunidade. A espera prudente tempera os acertos e amadurece os pensamentos secretos.

 

 

 

 

 



Escrito por Anucha às 11h29

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"Quando eu soltar a minha voz...

 

...que palavra por palavra, eis aqui uma pessoa se entregando. Coração na boca, peito aberto..." (Eita, Gonzaguinha!!!)

 

Fui na Clarice e, além de trazer “Traduzir-se” pra cá, “roubei também um troço lindo que ela própria escreveu. Me toquei. Vê se te toca!?!

 

Poeminha (in) concluso
(in) tentando ser
em cantos de pássaros


desafino e desafio (me)

arranho sons para inserir (me)
como (me) asas e
(re) desenho (me)

 

visto nuvens e (em ventos invento) vôo (s)

 

Lá no blog do Paulo, encontrei a esperança traduzida pelo mestre Quintaninha. Era tudo o que eu precisava encontrar. Seria bacana se, misturando tudo, me vestindo de vôo eu me transformasse numa esperança, né?

 

Um dia essa esperança vai ser minha...

 

Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

 

A luz que vem do escuro...

 

Viajar na net sem dar um pulo nas manas Sayô e Shara é vagar no escuro. E a coincidência é que hoje lá, citando Manoel de Barros, a Shara me fez parar em uma única frase. Eu e minhas nóias com frases que me dizem tudo. Pois bem... Vê se você “enxerga” como eu...


“... eu sei dizer sem pudor que o escuro me ilumina...”
Era esse o mote que eu estava precisando para me instigar a escrever. Até aqui, estava certa de que hoje não o faria. Ficaria devaneando horas sobre os devaneios dos outros colegas blogueiros. Mas as meninas me fizeram parar e pensar... muito.
Dizer, sem pudor, que o escuro me ilumina? É isso o que me acontece aqui todos os dias. Se admito que se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria. É como se também estivesse afirmando que quando o “escuro” toma conta da minha alma, eu me ilumino por inteira. É isso. Tenho que ser honesta pra dizer que quando as inquietações me tomam de assombro é nesse barco que subo para produzir pensamento, sentimento, extrato da alma.


“A alma é o verdadeiro ser do homem...”
Esta foi uma das frases finais da novela “Alma gêmea”, que terminou fantasticamente. (Não. O autor viajou, né?) Mas, sim. Só acredito no que me dizem os olhos de quem deixa a alma transbordar. Isso não quer dizer que quem não o faz isso assim como faço não merece meu crédito. Nada disso. Mas os olhos delatam, sim, uma alma boa, branca, pura. Meu pai diz sempre que conhece alguém olhando nos seus olhos. E eu acho que ele está certo.


“ A palavra tempo passa...”
Foi o que disse a Valéria para lembrar do seu aniversário. E em mim bateu de outra maneira. Quando a gente diz: “o tempo cura tudo” ou “o tempo é o senhor da razão” ou ainda “dê tempo ao tempo”... o que a gente está dizendo de fato é que o tempo passa. E arrasta consigo toda dor e delícia de ser o que é. Pra que a gente se renove, se vestia de novas cores, se melhore, se adapte, se complete de novo e de novo e de novo.


“... teu cheiro morando em meus pulmões...”
Essa do Vander Lee eu proferi solenemente para alguém certo dia. E acredite: vez em quando aspiro esse cheiro dentro de mim e reconheço esse aroma, esse calor que não sufoca, essa magia de sentir e pensar em alguém que foi especial. Porque, voltando a historinha da alma gêmea, acredito que o encontro de almas assim acontece em qualquer tempo. Porque, como vimos, o tempo não pára.


P.s.: Bom fim de semana pra todos! E, só pra controle: ontem fui ao show dos Cojobas e do Teófilo Lima numa festa bem bacana no Iate Clube de Teresina.
Isso mesmo! Rock Night no Iate, uma festa que promete acontecer de vez em quando para trazer de volta ao clube aquela galera boa e que curte o que é bom. Quem foi: eu, Marquim, Lícia, Stelma e André.



Escrito por Anucha às 14h10

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Ser gente grande pra poder chorar...

PREFIRO NÃO DORMIR...

Ontem, fui almoçar no shopping com minha mana Cacha Maria. É assim que meu pai a chama. E eu acho muito bonitinho. A gente precisava botar as conversas em dia. Ela falou do trabalho, dos estudos. Eu, do trabalho e da terapia. Mas, quando eu a encontrei na praça de alimentação, dei o maior abração, denguei, cheirei e enchi os olhos d’água. Na verdade, vinha com o choro engatilhada, sabe? No carro, tava ouvindo o Caetano cantar docemente “O último romântico”, do Lulu Santos. E a frase lá de cima bateu em mim como se fosse a primeira vez. E foi. Foi a primeira vez que ela fez sentido para essa adulta aqui.
Não é quando se é gente pequena que se chora por tudo ou por nada? Então, o Lulu não estaria equivocado? Mas, bem, sim... eu li assim: é preciso ser muito “gente grande” para ter a coragem de chorar, de se expôr, de admitir que tá fraco, que precisa de colo e ajuda. Claro, porque o adulto que não é “gente grande” sente vergonha de se assumir humano, frágil, precisado do kit “abraço, colo e ombro”.
Então, quando eu a vi parecia que uma comporta daquelas de Itaipu estava para estourar. Não contive, senti num banco (se fosse o Paulo Coelho, seria numa pedra, né?) e chorei. Foi muito bom conversar com a Cacha e notar que ela está cada dia mais centrada, mais pé no chão, entretanto, mais sensível, menos crítica, mais entendedora da alma da gente. Foi ótimo desabafar com ela. Voltei pra casa leve!
No início da noite de ontem, surpresas e conversas. Alguma decepção, sim. Mas toda a vontade de me levantar e dizer ao mundo que eu tô bem, tranqüila, ciente de que o tempo promove as devidas curas. Beijei na boca e fui feliz. Festinha do niver da Lúcia Waquin. Fui com a Sayô e a Cíntia. E sabe aquelas noites que a gente pensa que vai voltar pra casa macambúzia? Pois eu voltei muito foi alegre. Feliz da vida. Tô viva, gente!
Li um troço lá no blog da Loba, que, pode crer, quero bradar um dia. Agora, divido com vocês:

“Passei a me respeitar mais e, consequentemente, a ser muito mais respeitada. Com isso, ganhei serenidade para doar-me sem medo dos meus próprios limites. E a ter um retorno multiplicado. O meu olhar amaciou-se. Cresci no amor, no respeito e na solidariedade.”

Aí, finalizo com uma música que ouvi no blog da Clarice. E que fazia um tempão que ela não se traduzia pra mim. Vou indo, viu? Bebi umas muitas doses de uísque. E o mundo ta rodando aqui.
Inté...

Traduzir-se
Ferreira Gullar / Fagner

“Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguém
Fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim, pesa e pondera
Outra parte, delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
Que é uma questão de vida ou morte
Será arte?
Será arte?”



Escrito por Anucha às 03h29

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Um novo código de posturas...

 

A cara é séria porque o papo é serio, valeu?

 

Na vida, você tem que estar aberto para chegadas e preparado para partidas. O que mais acontece é o contrário, claro. Principalmente, para as partidas.

Mas, quando isso acontece no momento de toque, ou o “meio-tempo”, como diz a escritora Iyanla Vanzant, você parece estar menos preparado ainda. É como se estivesse vulnerável, fragilizado, inseguro de como agir, desorientado sobre o rumo a seguir.

É aí que as “curas” provocadas pela terapia entram em ação. Sem a terapia, o “meio tempo” te deixa suscetível ao reboque. Com a terapia, você enxerga as coisas com lente de aumento. Vislumbrando os fatos como meros acontecimentos até mesmo para o desenvolvimento da nova pessoa que se forma por dentro. Porque é exatamente isso que a terapia tem feito comigo: me transformado em alguém diferente e, seguramente, melhor.

Voltando às chegadas e partidas... um passarinho nunca deveria ser engaiolado. Ou nunca deveria se sentir preso, incomodado com o que o cerca. Ele nasceu para a liberdade, para voar e voltar para o seu ninho sempre que necessitar de calor, de afeto, de comida. A natureza age assim mesmo. E ir de encontro a ela é remar contra a correnteza.

Mas existem passarinhos que, tão acostumados a viverem “enjaulados”, podados, regulados, não conseguem avistar “outra realidade possível” (lembrando Eduardo Galeano). Eles saem pelo mundo, testando uma liberdade condicionada, pulando de galho em galho e voltam a engaiolar-se. Porque se esquecem da força estranha que cada um tem para reconstruir um novo ninho.

Ontem foi um dia diferente pra mim. Ressaca da terapia, talvez. A Jeannette já havia me avisado: “A terapia chafurda tanto a gente por dentro, que tem hora que a gente se incomoda com as coisas que vai descobrindo dentro da gente”. Admiti-me nesse estágio para a minha terapeuta. Mas não estava incomodada. Ao contrário. Me sentia extremamente feliz pelas novas convicções a respeito de mim mesma, do meu novo código de posturas.

Disse a ela que não me permitiria mais me doar tanto, me entregar tanto às emoções, de toda natureza. Falei, categoricamente, que necessitava estabelecer uma certa reserva nos meus relacionamentos (já falei disso aqui... amigos, família, namoros...). Em outras palavras: vou botar o pé no freio. Ou seria um pé atrás? Meu pai se preocupou quando disse isso a ele. E bradou: “Cuidado pra não perder sua essência de ser: uma pessoa magnânima”.

Acho que quero deixar de ser boazinha, pai! Tem até um livro com um título assim, né? Meninas boazinhas vão pro céu e as más vão à luta! Pois eu quero ir á luta! Agora, não... Já! Começo dando Ctrl+Alt+Del ao que não daria certo mesmo. Nem com reza. Deletando dores do passado. Exorcizando fantasmas que me paralisavam. Defenestrando toda e qualquer possibilidade de sofrer de novo. Como diz minha querida Lela: DEUSÉMAIS. VÔTE!!!

 

P.S.: Ah, não poderia deixar de registrar aqui que o Cineas Santos me ligou na terça à noite pra ler pra mim a crônica do próximo domingo, em homenagem às mulheres. Disse que queria ler pra mim em primeira mão. Entendi como mais um presente. Isso sim...



Escrito por Anucha às 01h39

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Ela é internacional!

 

MINHA MÃE E SEU JEITO MAIS SIMPLES, MAIS ELA!

 

Internacional é como um amigo recente e querido chama a mãe dele. E quando ele diz que alguém é internacional... é a pessoa mais especial e espetacular do mundo, sabe? Com todo o superlativismo que a pessoa merece. E falar de mãe sem usar de superlatividade é pra quem não dá valor ao que existe de mais valoroso na vida: TER UMA MÃE!

Falo com essa propriedade porque não tenho mais mãe viva, de carne e osso. Ela “viajou” há quase cinco anos e eu, juro, não consigo me acostumar com sua ausência na minha vida. Mas, na verdade, a presença dela na minha vida é diária. E sabe por quê? Não passo um dia sequer sem pensar nela, falar dela ou lembrar de algo que lembra ela. Minha mãe foi e é a pessoa mais INTERNACIONAL da minha vida.

O que dizer de alguém que aos nove anos saiu de casa pra estudar numa outra cidade, longe dos pais, das origens, da vida no campo?

O que pensar de alguém que dirigiu um land hover (aqueles jeeps enormes tipo de guerra, sabe?) antes de chegar aos 15 anos, usava short curto (quando a maioria só usava saia abaixo do jeolho) e usou biquíni de duas peças (na mesma época em que a Leila Diniz o fez no Rio de Janeiro)?

Uma mulher a frente do seu tempo. Com certeza, era isso que minha mãe foi durante uma vida inteira.

Estudou Serviço Social porque pensava em atuar como uma reformadora social na realidade. Lutou pelos direitos dos menores em situação de risco em Salvador, onde morou e eu nasci, no tempo em que eles eram “exterminados” das ruas. Participou de QGs com estudantes universitários que lutaram na Revolução de 64. Sim, ela foi às ruas brigar com a Ditadura. Não perdi minha mãe, antes mesmo de tê-la, por pouco. Mas ela viu sumir vários amigos.

Minha mãe sacava tudo de política. Por causa da tradição da família, se viu estimulada algumas vezes a subir em palanques e proferir discursos de deixar até o mais letrado político de boca aberta. Sim, eu me orgulhava de ver minha mãe levando muito homem do saco roxo recolher-se à sua insignificância quando ela falava.

Temperamento forte, personalidade firme, caráter ilibado, ética inabalável, natureza da melhor estirpe: era assim a minha mãe, Socorro Melo.

Pra mim, pra sempre, minha Corrinha. Com quem aprendi a ser gente. De quem herdei a boa conduta. A quem devo tudo o que sou. Por quem desejo sempre me fazer orgulhar, porque sei que, de onde ela estiver, ela estará vibrando com isso.

Uma mulher com a fibra da minha mãe não se fabrica mais, não. Acho que Deus quebrou a forma, sabe? O mais bacana é ver as pessoas contando histórias sobre a vida dela, das batalhas que ela travava pelos ideais nos quais acreditava. Não importando se o seu opositor fosse até o próprio pai. Aliás, as brigas dela com meu avô são a história dentro da história. Muito emocionante lembrar do respeito que meu avô (um patriarca do período em que donos de muitas terras eram chamados de coronéis) demonstrava pela minha mãe, sua filha quase primogênita e de gênio tão parecido com o seu. Havia um belo código de honra e liberdade entre eles.

Minha mãe foi, sem medo de errar, a minha melhor amiga. Não contava tudo a ela. Mas ela sabia de quase tudo. E firmava um pacto de silêncio e cumplicidade comigo, que me deixava ainda mais curvada ao seu sutil poderio. Fui até os quase 30 anos, mesmo “dona do meu próprio nariz”, a filha que ligava pra dizer a hora que ia chegar (mesmo achando um saco...), que me desestabilizava toda se a opinião dela fosse oposta a que mais me agradava, que não conseguiu cortar o cordão umbilical... até que a vida tratou de fazer por nós. Ou foi a morte? Não sei. E nem preciso mais saber.

O que eu sei é que sinto uma falta visceral da minha mãe. Sinto falta do toque dela afagando os meus cabelos. Sinto saudade das suas passadas pesadas pela casa. Sinto não travar mais discussões homéricas sobre política com ela. Sinto vontade de sentir o cheiro do café, misturado ao do cigarro (que acabou a levando...), aos jornais, revistas, livros, cds, cartas e lembranças naquele quarto que a abrigou nos últimos cinco anos de sua vida, que foi aos poucos anunciando pra gente a sua partida. E a gente parecia não ver ou não querer ver.

Hoje no Dia Internacional da Mulher quero homenagear a todas as mulheres através da lembrança da minha mãe, uma mulher que, certamente, vocês iriam ter gostado de conhecer. E eu digo: FOI A MULHER MAIS INTERNACIONAL QUE EU CONHECI!



Escrito por Anucha às 00h11

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Depurando ou em stand by?

 

Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós!

 

Sábado eu ouvi uma música linda de um compositor que até já morreu chamado Milton Carlos. A música inteira poderia ter passado despercebida. Se uma frase, uma única frase não tivesse cumprido em mim seu o papel: me arrebatar, me provocar a alma, me instigar, me encantar...

 

“SE EU PUDESSE TE NASCER DE NOVO, EU TE MORRERIA MINHA...”

 

Gente do céu, como alguém tem um insight desses? Me diz! Por que não foi eu a ter esse saque? Ou você que me lê agora e deve estar com a mesma inveja branca do tal Milton Carlos?

Aí, não sosseguei até arranjar um pedaço qualquer de papel para escrevê-la, para depois (agora) descrevê-la no blog e (quem sabe) um dia dizer pra um grande amor.

Hoje, conversei com a Amélia no MSN. E, como sempre, ela me pergunta: “E o coração?” Eu respondi que estava me depurando. Ela riu e me sugeriu ler um livro que fez bem a ela num momento em que esteve assim, meio se depurando também. Mais uma vez ela me lembrou o Quintaninha, disse pra eu cuidar do meu jardim, sem pressa da borboleta pousar (e afirmei a ela que ando assim como quem não tá nem aí se perder o trem, sabe?).

Sabe que é bom estar assim. Sempre tive uma ansiedade pra tudo na vida. E pra estar enamorada, então... Vixe! Como diz a minha terapeuta: “uma necessidade de amar e não propriamente estar amando”, sabe como é?

Mas ando meio desligada, como diz a Rita Lee. Acho que tipo em stand by. E o botão do play, meu amigo, eu só clico quando eu quiser. E, no momento, não tô querendo de jeito nenhum.

Mas, voltando ao Milton Carlos... linda essa declaração de amor, né? Imagina aí você numa situação assim. Ter alguém que não é seu. É do mundo. Saber que de outro modo não vai tê-lo, se não fazendo o que o poeta disse... Afe Maria!

Encontrei com a Lela hoje no MSN também. Boa conversa. Aliás, muito produtiva. Eu, ela e a Sayô programamos uma surpresa pra nossos leitores em breve. Acho que vai ser bem legal.

Me disseram hoje que esse meu instinto maternal acaba fazendo com que minhas relações, tanto de amizade quanto de amor, acabem sendo algo parecido com “uma mãe que quer cuidar e proteger seus filhos”. E que talvez eu devesse fazer uma reflexão. Com os amigos... será que não estou sendo muito superprotetora demais, não? Com os amores... será que esse jeito de cuidar demais não está fazendo eu só me aproximar de gente complicada, como se eu instintivamente quisesse “resolver os problemas”??? Rum hum hum...

É, mas uma vez eu li em algum lugar que, naturalmente, as mulheres são atraídas por caras que lembram seus pais (proteção, aconchego). E os homens também são atraídos por mulheres que se comportam como suas mães (cheia de iniciativa, guerreiras). Sei lá...

Minha irmã acabou de me dizer que entrou na academia. E eu acabei de me convencer a entrar com ela. Acho que não vou amanhã porque é bem fácil eu ir mesmo comer caranguejo no Toinho. Amanhã chegam aqueles bem grandões lá de Parnaíba. Ueba! Mas na quarta, me aguardem! Depois da caminhada, vou levantar peso!

Tô faladeira demais por hoje. Chega!



Escrito por Anucha às 23h53

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Chave mestra do sossego e da liberdade

*Esse título partiu de um comentário da Cacha. Lindo, né?

 

Porque hoje ele me fez chorar e rir... E eu amo esse Bruxo Amaro!

 

Tudo esclarecido

(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

 

tudo esclarecido

entre as coisas

e os seus

sig

ni

ficados

o que se viveu

tá vivido

o assunto

virou passado

e o que passou

esquecido

entre as coisas esquecidas

estão as melhores lembranças

entre as coisas perdidas

estão os grandes achados

 

Hoje tô melancólica. De uma só vez, teclei no msn com a Cacha (primeira vez que teclo com minha irmã), com a Dedila, com a Sayô e com o Amaro. Saudade misturada com mais saudade, misturada com amizade, misturada com muito amor. Overdose total!

Ontem, fui com a Sayô pro MPBar. Tava precisando. Ela também. A Lis e a Geysa foram depois com a turma. Rimos muito. Nos divertimos mais ainda. Hoje, peguei o Marquim e fomos almoçar com a Sayô no Elias do Camarão. Huuuummmm.... peixe ao molho de laranja com aquele molho que eu amo de paixão... Azeite extra-virge, vinagre balsãmico, muito alho cozido, estragão e alcaparras. Afe, que pecado da gula! A Ju chegou depois. Mas deu pra matar a saudade. Mas o bom mesmo é que a Sayô tava malzinha e a gente foi conversando, descaracterizando, desmantelando a tromba e PIMBA! Ela sorriu! É isso aí. É pra isso que servem os amigos. Tô aqui, viu, perua!

Ah, vou ficando por aqui, ta? Tem Oscar daqui a pouco e eu já to toda paramentada aqui: pijama, pipoca no microondas e coca light geladíssima. A noite vai ser boa!

Deixo você com umas das declarações de amor mais linda que li nesses dias. Da Shara pra mana Sayô. E ela disse tudo. Tudo que eu precisava entender pra continuar amando um bocado de gente que eu conheço. Algumas em especial...

Lá vai...

 

“...aos poucos aprendi com a própria a vida que algumas pessoas devemos amar acima de tudo com exercício de desapego e de liberdade...” (Shara Jane)



Escrito por Anucha às 22h44

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Quero não saber de cor

 

Descaradamente "roubado" do blog da Val

 

Não, eu não vou dizer todas as verdades. Não vou abrir toda a minha alma. Não direi tudo o que me acontece. Não cavoucarei fatos que só interessam a mim. E a ninguém mais. Não me exporei até virar pelo avesso. Não darei minha cara à tapa.
Esse espaço é meu e aqui eu digo o que quero. Mas não quero dizer tudo. Nem preciso. Nem devo. E hoje, mais do que nunca, entendi direito aquilo que alguém especial me ensinou: “O SER HUMANO É NOJENTO!” Não levo isso ao pé da letra. Até porque não penso assim do ser humano. Mas senti hoje que quando o ser humano não quer ser humano, ele se torna alguém vil, desprezível, nojento.
Não peçam. Não vou explicar o por quê. Apenas entendam. Desfiz um mal entendido. Olhei nos olhos. Pedi perdão. E foi a melhor coisa que fiz. Diria até: era a única coisa que eu deveria fazer. Não viveria bem sem tê-lo feito. E são essas coisas que fazem de mim a mulher que eu me orgulho de ser. Que não guarda rancores. Me curo da dor, passo uma borracha. E não se fala mais nisso.
Mudando de pau pra cacete...

Hoje, acima de tudo, volto um pouquinho atrás e digo, sem medo de estar me desdizendo: NÃO ME ARREPENDO DE TER FEITO CERTAS ESCOLHAS. Cresci com elas. E esse é o meu maior lucro. Nunca se sai perdendo quando a experiência melhora você por dentro. Nem que seja pelo sofrimento.
Cheguei a uma conclusão sobre ensaios que andei fazendo da minha vida. Falo ensaio no sentido de “ver qual é”, sabe? E decidi que não me admitirei mais me relacionar, seja de que forma for (amor, amizade, trabalho), com pessoas egoístas, que só pensam nelas, que só fazem por elas, que só agem em favor delas próprias.
Quero partilhamento.
Quero fidelidade.
Quero coerência.
Quero honestidade.
Que confiança.
Quero cumplicidade.
Quero paciência.
Quero tolerância.
Quero carinho.

Ontem, fui com a Lidche tomar uma cervejada e comer “buchada de bode” apimentadíssima no Casarão. Pense num programa massa! E eu tava me devendo essa saída só com a Lis, minha amiga de há mais de 20 anos. Rimos muito, relembramos histórias, contamos outras. Foi uma oportunidade maravilhosa de reafirmarmos essa amizade que prezo e muito. Revi a Maira Rejane por lá. Minha Baixinha querida! 
Hoje, levei a Cacha pra almoçar no Casa Grande. Cardápio: galinha ao molho e com arroz. Pecado da gula total e absoluto. Botamos os papos em dia. Levei uns puxões de orelha (ela sempre faz isso, mas é minha irmã, né? Me conhece. Sabe como fazer!). Ficamos de amiudar mais esses encontros. Sinto muita falta dos dengos dela.
Vou arrematando essa prosa com um trechinho da música “Adeus Você”, do Los Hermanos, que tava tocando indagorinha no DVD Cine Íris, que eu tava ouvindo enquanto fazia uma baita faxina em casa: varri o chão, passei pano, lavei as louças e dei uma geral nos banheiros. Ufa! Agora, vou tirar uma soneca pra recarregar as baterias. A Lis me chamou pra ir pro Clube Rex. E sabe que eu achei uma boa idéia?!

 

“...É bom às vezes se perder sem ter por que, sem ter razão. É um dom saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também. Para que minha vida siga adiante...” 



Escrito por Anucha às 18h00

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“No coração,

você merece a casa inteira,

espaçosa e ampla...”

 

Drica e eu: a gente só se chama de "Minha Gorda"!

 

Isso quem me disse foi a Drica. No ano passado. Quando eu precisei que alguém dissesse pra mim o que eu sabia bem.
Sempre fui esse tipo de gente: sorriso largo, braços abertos, fazendo do meu coração, morada confortável pra todos os que eu quero bem. E não precisa muito pra eu querer bem a alguém. Basta ser gente boa, basta ter bom coração, basta ser do bem, basta me fazer rir, basta ser alguém com quem é bom estar. No colégio, no vôlei, na universidade, no trabalho, na rua, no bar, na vida, sempre encontrei pessoas que entraram sem bater nesse coração grande, feito casa da mãe joana.
Sim, mas... tava me relendo esses dias. Vasculhando em mim, nas lembranças do que vivi (escritas e descritas no meu blog), os barrancos que despenquei. E me encantou ler a mim mesma admitindo que me sentia frágil e desencorajada de fazer valer isso que a Minha Gorda bem disse lá em cima. Até que eu entendi que seria uma dívida minha comigo mesma. E não suporto ser devedora, quando mais de mim.
Sou do simples. Alguns que discretamente entram e saem aqui sem deixar vestígios vão arregalar os olhos ao me ler aqui e agora. Mas... Prefiro calça jeans e camiseta a ter que me becar toda pra ir a um evento chiquetésimo. Mil vezes estar num bar com música ao vivo do que jantando no mais elegante restaurante da cidade. Trocentas vezes veranear numa casinha de pescador na Barrinha do que me hospedar no hotel cinco estrelas do Coqueiro. Zilhões de vezes uma viagem de carro, parando em todo canto pra comprar rapadura, chinelo de couro, comer milho assado e conversar com as pessoas simples a pegar um transatlântico e conhecer Fernando de Noronha. E é porque conhecer aquele arquipélago é um dos meus sonhos encantados, sabia?

 

Cineas e eu: uma amizade que primo como tesouro!

 

E por que eu tô falando isso tudo? Porque hoje, mais uma vez, o Cineas Santos me fez chorar. Ao ler a sua crônica no Jornal O Dia (26.02.06) em que ele contava da “indeclinável vocação para ser pobre”, que alguém havia dito que ele tinha. O Cineas falava que “pobre é que se alegra até com o nascimento do décimo terceiro filho quando mal consegue alimentar os doze que já tem”. Contou também da oportunidade que teve, dia desses, de tomar banho de chuva na frente da casa dele, quando percebeu que não tinha como entrar em casa, já que o filho Hermano havia levado a sua chave por engano. Disse ter agradecido ao filho a “oportunidade de resgatar a meninice extraviada”. Mas pra mim o arremate veio antes mesmo de ele concluir a historinha. Foi isso que me emocionou e compartilho aqui:
 

“Sou um homem que pesca alegrias em águas rasas,
com anzol pequeno e vara curta...
Às vezes, a simples claridade da hora me basta”.


Também me sinto assim, professor Cineas! As pessoas podem até achar pessoas como a gente ridículas. Mas eu sou a pessoa ridícula mais feliz do mundo. Por causa de pequenas alegrias assim.
Alegrias como a de conhecer alguém de verdade a quem julguei mal. E fazer o mea culpa depois. Ter a oportunidade de ver a maturidade chegando sem me tomar de assombro. Me sentir plena para decidir que caminho seguir sem tremer nas bases como criança indefesa. Assumindo riscos e conseqüências.
Posso dizer daqui a uns dias ou meses que me arrependo, que poderia ter agido diferente, que a minha escolha poderia ter sido diferente. Mas terei vivido a vida que escolhi. E tem algo mais fascinante do que escolher viver assim ou assado? Ter a possibilidade de decidir que direção tomar?
Livre Arbítrio. O melhor presente que a vida pode nos dar. Basta usar na medida certa. Pra não ferir a si, nem aos outros. Buscando ser alegre. Sempre!

 

“...defender a alegria como um destino
defendê-la do fogo e dos bombeiros
da obrigação de estar alegre...”
(Mario Benedetti)



Escrito por Anucha às 10h16

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“A felicidade é algo que a vida

vai outorgando através de uma

infinidade de pequenos instantes”

(Revista Logosofia)

 

Não precisa mesmo muito pra gente ser feliz!

 

Andei em tanto blog ontem que minha varredura durou cerca de duas horas. Havia acabado de fazer um ensopado de camarão delicioso. Uma receita da Corrinha (minha mãe), que eu fiz questão de fazer para convidado especial nenhum. Apenas pra mim.
Dei-me esse prazer de ir pra cozinha, ouvindo um Cd das antigas da Vanessa Rangel (lembra daquela do “Palpite” ?), tomando uma taça de vinho e preparando os ingredientes. Cebola, pimentão, tomate, alho, limão para temperar, azeite de dendê e de oliva, leite de côco e chimichurri (um tempero de ervas argentino que a tia Jack me deu).
Mas... aí, eu resolvi vir passear nos blogues enquanto a fome não vinha. (Pareceu a história da chapeuzinho vermelho...). E foi massa. Li muita gente que não conhecia. Revi gente que há muito não visitava ou que andava sumida da blogosfera. Aliás, visitar blogues era algo que eu estava em falta mesmo. Comigo, claro! Porque eu é que ganho com esses passeios.
Depois... tomei um banho daqueles de quarta-feira de cinzas, sabe? Pois é. Aí, pus a mesa e degustei calmamente a iguaria feita especialmente pra mim. Adorei isso. Vou fazer mais vezes, sabia? Mereço sim me tratar bem! Da próxima vez, um filezinho com molho de mostarda e saladinha. Que tal?
Só pra controle: terça à tarde, recebi um convite irrecusável da Tyci e da Thaís pra comer caranguejo. Bem legal. Comemos boas cordas e eu e a Tatái tomamos todas as cervas geladas do Vivenda. A Drica passou por lá como um beija-flor com as lembrancinhas da viagem (adorei, Gorda!) e a Lícia ainda foi tomar as últimas com a gente. Rimos pra caramba. E o meu carnaval terminou bem alegre, viu?
Agora, uma reflexão...

 

Das possibilidades de algo vir a ser...
Do azul virar verde.
Do salgado virar doce.
Do fogo virar mar.
Do branco virar colorido.
Do seio virar leite.
Do veneno virar bálsamo.
Do mal virar cura.
Do ato virar fato.
Da dor virar alegria.
Da prosa virar poesia.
Da risada virar música.
Da cama virar grama.
Da pele virar manta.
Da dúvida virar certeza.
Da calma virar prazer.
Da amizade virar amor.

 

"Quem se atreve a me dizer?”(Los Hermanos)
A única coisa certa mesmo é que nada permanece inalterado até o fim! (Baleiro)



Escrito por Anucha às 10h40

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