SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




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Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





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Das coisas feitas pra durar...

 

"E se o caso for ir à praia, eu levo essa casa numa sacola..."

 

Terça de carnaval. E eu acabo de me passar pra uma tigelinha básica de sorvete de chocolate com uma colher enorme de leite ninho por cima. (Alguém aí nunca se deu esse prazer inenarrável? Leite ninho por cima do sorvete? Pois tá na hora... Huuuummmm....)

Não precisa sentir peninha de mim. Não estou afogando as mágoas, nem com dor de cotovelo, nem triste, nem me lamentando da vida. Estou em casa sozinha por opção. E feliz! Sim, assisti a um pps que me mandaram por e-mail com aquele texto bem bacana do Gikovate “sobre estar sozinho”. E reafirmo que não é nada assombroso dar um tempo pra gente, curtir a própria companhia e pensar um pouco nos rumos que a vida precisa tomar. Não tô aqui dizendo que preciso arquitetar um plano B de sobrevivência. Mas que preciso, de novo, lembrar pra mim dos meus sonhos, meus planos, meus objetivos. Pois como dizia aquele personagem que o Wilker fazia na novela das oito: “O TEMPO RUGE!”

Acabo de assistir a uma comedinha romântica chamada “Cake”. Já viram? Gostei. Tipo de filme pra se fugir da transmissão das escolas de samba na Globo. Vi tanto na minha vida, que perdi o saco, sabe? Sim, mas... voltando ao filme. Trata de uma moça de quase 30, que não suporta ouvir falar em casamento, vive de aventuras, até que um dia se vê apaixonada e tenta fugir disso. Final feliz, claro. Mas tem que ver pra valer a pena. Fiquei suspirando aqui. Isso mesmo. Sou uma romântica irrecuperável!

Desde cedo sonho com príncipe encantado, véu, grinalda, festa, lua-de-mel, casinha, comidinha, maridinho, filhos... aí, fui reciclando meu sonho, né? A idade foi chegando, as perspectivas foram mudando... e, hoje, tenho uma só vontade: ter a sorte de viver um grande amor e ter um filho com esse grande amor. Se penso que seja pra durar pra sempre? Penso, claro. Mas não vou morrer caso isso não aconteça. “Serei feliz. Serei feliz, feliz”. Terei vivido meu sonho. Reciclado. Mas, meu sonho.

 

E como ainda é carnaval: "Vai passar..."

 

Tive alguns namorados que marcaram minha vida. Um, na adolescência, durou quatro meses. Tempo suficiente pra me deixar apaixonada por pelo menos dois anos. Quase aos 16, me apaixonei por um cara cheio de vida, espirituoso e com uma família que eu simplesmente amava. Ficamos juntos 11 anos, quatro deles fomos noivos. Acabou e não se fala mais nisso. Quando eu já era uma adulta, encontrei alguém bem mais jovem que iluminou de novo a minha vida. Quatro anos e meio se seguiram me deixando bem feliz. Acabou e também não se fala mais nisso. Ano passado, vivi uma arrebatadora paixão. Por infinitos cinco meses. Não me arrependo. Sofri, mas aprendi. E, quer saber, não tenho nem mágoa. Hoje, sinto até carinho.
Mas o que estou tentando dizer aqui, na verdade, é que sempre fui de investir nos meus relacionamentos. Tentar fazer dar certo. Apostando mesmo, sabe? Não gosto das coisas fortuitas. Gosto das coisas feitas pra durar. Então, pensando assim. Tive conversando sobre isso com a Lis lá na fazenda. Ficamos, como nos velhos tempos, conversando na beira da piscina até duas da manhã de domingo pra segunda. E me peguei dizendo pra ela, depois de ouvi-la falar lindamente sobre as trocas e as renúncias que se faz por causa de um amor: “SIM, EU QUERO ALGO MAIS SIMPLES PRA MIM; ALGUÉM QUE TENHA VIDA PRÓPRIA, QUE NÃO DEIXE A INDIVIDUALIDADE DELE POR MIM (E QUE EU FAÇA O MESMO), ALGUÉM COM QUEM POSSA DIVIDIR OS SONHOS, VIAJAR DE VEZ EM QUANDO, TER UM SÍTIO PRA CRIAR GALINHA E PLANTAR TOMATE E COENTRO, OUVIR MÚSICA ATÉ ALTAS HORAS TOMANDO TODAS, RIR DAS BESTEIRAS UM DO OUTRO, QUE ME ACHE LINDA E EU A ELE, QUERO VIVER FELIZ COM ELE E TER UM FILHO DELE”.
Não, definitivamente, isso não é um desabafo desesperado de alguém que quer encontrar alguém. Não. É apenas uma constatação de que, quando chegar esse alguém (porque eu tenho fé que vai chegar...), eu quero continuar pensando assim. Simplesmente. Se isso vai acontecer na próxima vez que eu for a livraria... Ou na fila do banco... Ou no engarrafamento da Frei Serafim... Ou nos corredores da universidade... Eu não sei. Nem quero saber. “Vai acontecer. Tem que ser assim. Nada permanece inalterado até o fim...”, como diz o Zeca Baleiro.
Tá legal! Podem dizer que eu tô piegas hoje. Mas é que li Fernando Pessoa antes de começar a conversar com vocês aqui. Quer ver, ó!


“Meu coração tribunal, meu coração mercado, meu coração banco de jardim público, hospedaria, ponte, cancela, excursão, marcha, viagem, leilão, feira, arraial... Meu coração encomenda, meu coração carta, bagagem, satisfação, entrega... bazar o meu coração.”



Escrito por Anucha às 01h07

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Vai passar nessa avenida...

 

Minha gente, foi cantando essa música do Chico que eu, a Sayô, a filhota dela Amanda e mais uma porrada de gente brincamos o nosso carnaval no último sábado. SANATÓRIO GERAL, bloco alternativo promovido pelo Jorginho e o Arimatan. Marchinhas de carnaval. Muita alegria. E toda disposição para se divertir. Pronto!

Antes, a gente foi comer caranguejo no Toinho e encontramos com a Paulinha e o Eraldo. De lá, os quatro fomos para o CAPOTE DA MADRUGADA, bloco dos recifenses e amantes de Recife que moram em Teresina. Pense que foi bacana! A Lícia ainda foi por lá. Depois, a gente seguiu pra Frei Serafim, onde lá estavam: Marcos Steiner e Gisele, Thaís, Maia, Fábio, Lorena, Zezinho e a reca de meninos deles, Magalhães, Renilton... e mais um monte de gente conhecida.

No final, a gente foi dar uma volta na Igreja de São Benedito. Tipo atrapalhando o trânsito mesmo, sabe? Mas a alegria contagiou os motoristas e o bloco seguiu feliz!

Dá uma sacada nas fotos. Depois, boto mais no flog...

 

Jorginho, Sayô, Amanda, eu e Arimatan

 

Eu e Sayô (olha a peruca dela!)

 

Paulinha, Eraldo e eu (entrnado no clima da festa!)

 

Thaís e eu (porque a gente não vive só de trabalho...)

 

Eu e Samantha Menina, a enfermeira do Sanatório!

 

Resolvi botar os peitos postiços da Sayô!!!

 

P.S.: Agora, vou pegar a Lícia pra gente ir pra fazenda, onde a Lidchinha, a Geysa, a Ester e a Luciana esperam pela gente com a churrasqueira pegando fogo. Hoje quero passar o dia de molho na piscina. Até a volta.



Escrito por Anucha às 09h43

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Eu te futaco, te futeco, te futuco...

 

"Ah, que bom você chegou..."

 

Pode dizer: “tá maluca!”
Mas é que hoje amanheci tentando lembrar de algumas das músicas de carnaval que marcaram a minha vida. Bem, mas pra isso eu preciso lembrar de como o carnaval entrou na minha vida, né? Eu tinha 12 anos, passava férias na casa da tia Mana, em Parnaíba, e fui vestida de índia para o meu primeiro baile-matinê. Não consigo esquecer a musiquinha que a tia Mana cantava pra mim enquanto me “montava”... “ê, ê, ê, ê, ê... índio quer apito, se não der, pau vai comer...”.
Mas, eu tava apaixonada por um surfistinha pé de chinelo chamado Rodrigo e ele tava na festa. Mas eu nunca havia namorado na vida. (Meu Deus, eu só tinha 12 anos!) Pra finalizar, foi ao som de “... como será o amanhã? Responda quem puder. O que irá lhe acontecer? O meu destino será como Deus quiser...” que eu ganhei meu primeiro beijo.
Aí, as músicas de carnaval não foram lá muito embaladoras dos meus romances, não. Aliás, mesmo tendo nascido na cidade de luz e prazer (boa lembrança, Lela!), nunca fui brincar mesmo o carnaval. Muito mais pelas companhias do que por falta de vontade.
Na Bahia, quando estava por lá no período do reinado de Momo, lembro das músicas que faziam a festa de quem saia do corredor da Vitória para entrar na Praça do Campo Grande. Tinha aquela “... foi sem querer que eu beijei a sua boca, menina tão louca, eu quero te beijar, beijo na boca, teu corpo no meu suado, tem sabor de pecado com jeito de bem-me-quer...”. Juro! Fiquei arrepiada aqui, só de lembrar.
Também não posso esquecer de como a Ivete Sangalo entrou na minha vida. Pense numa paixão! Mesmo que você não goste dela, respeite! Eu adoro a Ivete. E foi com essa música aqui que tudo começou: “Já lhe dei flores, flores, flores, que brotaram em meu jardim. Você brincou de bem-me-quer, não quer saber de mim...”

 

Toda a felicidade do mundo para a Sankinha!

 

Ah, quer saber? Não quero mais lembrar, não. Dá uma nostalgia danada. E eu não vou ter carnaval mesmo. Quer dizer... a Sayô não tem o que inventar e botou na minha cabeça a idéia de irmos pro Sanatório Geral, um bloco de rua alternativo, idealizados pelos meus queridos Jorginho Medeiros e Arimatan Martins. Então, sábado, umas 5h30 da tarde, estaremos as duas lá “montadérrimas”, segundo ela (apesar de eu não estar muito convencida disso...). Depois mostro as fotos.
No domingo, vou pra fazenda da Lis. Na bagagem, uns 12 dvds (Cássia, Rappa, Ana Carolina e Seu Jorge, Paralamas, The Cors, Leoni, Beto Guedes...) pra gente curtir à beira da piscina tomando cervejinha e assando uma carninha. Tá bom demais! A Tatiana ta me agoniando o juízo para amanhecer em Floriano na terça-feira. Pra sair no bloco à noite, dormir por lá e voltar na quarta. Será que eu terei disposição, gente? E como vão ficar minhas leituras? E a arrumação da minha escrivaninha? E a geral no meu guarda-roupa? Rum hum hum... Sei não!
Como é que eu tô? Eu tô bem. Leve, no stress total, alegre, conversadeira como sempre, vivendo o meu momento, sem muito planos, sem muitas expectativas. Eu tava até ouvindo a Zélia Duncan ontem e uma música ressoou legal em mim:

"Toda bossa é nova!"

 

“Sozinha
Observo melhor as cores
Os excessos
Os afetos
Que me faltam
Ou me afetam
Sem ninguém por perto
Meus olhos
Ficam mais abertos
Imersos num vazio
Recheado
De detalhes doces
Longe das cortes
Sento no meio fio
Do meu pensamento
Na beira do que eu invento
E aproveito
O lado bom
Da solidão”   

 

P.S.: Ei, gente, bom carnaval! E procure a melhor trilha sonora pra fazer a sua vida leve, livre e solta! Mas, claro, se você não estiver “livre”, melhor, né?!



Escrito por Anucha às 11h18

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Das coisas que se faz e se arrepende...

Da série "Domingo no parque"

Valeu pela força a respeito do que relatei no post anterior. Valeu pelas palavras carinhosas. Valeu pelo encorajamento. Valeu pela solidariedade. Valeu!
Mas eu estou arrependida de ter contado aqui essa história. E não foi apenas porque uma amiga me deu esse toque, ontem, ao telefone. Eu já havia me questionado antes. E concluído que “não se chuta cachorro morto”. Parece ainda mais duro, né? Mas é uma expressão popular para falar de um fato real. Pra quê dizer tudo aquilo? Pra que trazer do passado aquela história? Se já estou tão bem...
Então, eu poderia simplesmente deletar o post. Mas prefiro ser honesta comigo mesma e admitir que errei. Errei comigo. Errei com ele. Errei com minha memória. Errei com meu sossego. Pronto. Parágrafo...
De segunda pra cá, boas conversas têm dissolvido truncagens, desfeito nuvens de algodão (doce), desmantelado rancores. Sou a favor do diálogo sempre. Sempre fui conversadeira. Nunca gostei de deixar pra depois a conversa que eu podia ter agora. E acho que essas conversas foram decisivas para que eu assumisse outra postura frente à minha própria vida. Incrível como todo dia temos que decidir sobre qual é o melhor caminho a seguir. Porque, como diz aquela musiquinha, “a vida não é uma estrada em linha reta”!
Ontem, depois da reunião com Tyci e Sérgio (do grupo da especialização), fui encontrar a Tatiana, a Lis e a Geysa no shopping. Conversinha, choppinho e umas esfihas. Como estávamos “moooortas de sede” (né, Tetéia?!), fomos tomar umas geladinhas no Dose Dupla e ouvir música boa. Rimos tanto, que a noite não poderia ser mais leve, mais astral. Tudo o que eu precisava.

 

Bom voltar a ser criança!

Meu carnaval? Vou passar uns dias na fazenda da Lis, tomar sol, ler uns livros, estudar um pouco, curtir minha casa, organizar um monte de coisinha amontoada, ver uns dvds, ficar sem muito compromisso. Relax...
Já decidi que minhas férias vão ser divididas. Na Semana Santa, tiro uns dias pra curtir meu povo (família da minha mãe) em Batalha. Tem coisa melhor que estar com tios e primos numa época dessa? Aí, no decorrer do ano, tiro uns dias pra voltar a Jeri, porque estou morrendo de saudade daquele lugar encantado. E, em julho, eu e a Cacha vamos viajar mais ou menos juntas. Depois do Piauí Pop, ela segue pra São Paulo e eu passo em Maceió (pra ver Mite e a família), depois em Salvador (pra estar uns dias com meu pai!)... e tchan tchan tchan tchan... chegaremos juntas em Buenos Aires. Vamos curtir a saudade da Tia Jack e da Dedila. E, claro, aproveitar aquela cidade linda!
Pra fechar, deixo aqui pros homens, em especial, algo que disse pra alguém que quero muito bem:
“NUNCA TRATE A MULHER QUE ESTÁ COM VOCÊ COM UMA SUTIL DESIMPORTÂNCIA. ISSO É FERÍ-LA DE MORTE!!!”

É como quero viver meu ano!

E, como arremate, o excerto de Quimeras, pra eu me lembrar sempre:
“Tantas vidas pra viver, tentando se encontrar
Tantas coisas por fazer, pra se purificar...
Hoje eu sei por que
Eu não vou mais fugir de mim...”
  (Zero)



Escrito por Anucha às 11h25

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Vocês não vão acreditar...

Lembra do “aquele que foi dor”? Lembra do tanto que me desfiz em lágrimas no ano passado por causa daquela paixão arrebatadora? Lembra dos esforços que eu fiz pra sair do fundo do poço? Lembra das inúmeras tentativas de ficar bem?
E fiquei. Graças a Deus. Graças a minha terapeuta. Graças aos meus amigos. Graças a mim.
Há pouco mais de um mês, comecei a receber umas ligações cujo número aparecia como “chamada confidencial”, ou seja, alguém que não queria ser identificado. Ligava, não falava nada, eu dizia alô, alô... e acabava desligando. Até um dia que, suspeitando de quem seria, bradei alto: “Seja lá quem for, fala alguma coisa!”. Desligou na minha cara. E nunca mais ligou.
Dia desses, até contei aqui, o encontrei e disse “oi”. Ele respondeu com um sorriso amarelo e um levantar de sombracelhas. E a vida seguiu...
No último sábado, recebi dois telefonemas a cobrar (olha o desplante!) de um telefone fixo. Do outro lado, ninguém falava, só respirava fundo e desligava em seguida. Liguei pra informações da operadora e descobri. Tratava-se de dois telefones públicos em endereços que eu conheço bem. Como eu já suspeitava.
Não deu outra. Fui pra janela do quarto de estudo, onde atualizava meu blog, e fiquei olhando o tempo. Não demorou 5 minutos, um carro entrou na minha rua, bem devagarinho. E eu reconheci aquela marcha lenta.
Seria cômico se não fosse o cúmulo... Ele não esperava me encontrar à janela. Meteu os pés pelas mãos. Deixou estancar o carro ali mesmo em frente ao meu prédio. Ele estava nervoso. Deu pra saber. Sei como ele funciona. Sei também que, àquela hora (meia noite), já estava bêbado. Sabia até de onde ele vinha. Afinal, era sábado, né?
Sabe o que ele fez? Ficou parado por uns minutos, com os vidros fechados, película escuríssima. Mas eu sabia que ele estava olhando. Fixei o olhar. Fiquei imóvel. Observava apenas. Não sei qual era a minha intenção. Talvez demonstrar a ele que eu sabia de tudo, do que ele estava fazendo... mas não estou certa que ele tenha entendido assim. Não. Provavelmente, tenha pensado que estava diante de uma mulher ainda apaixonada que foi esperá-lo na janela. E, acreditem, não foi!
Seguiu em frente, deu a volta e parou na rua, agora, de frente pra minha janela. Eu continuei onde estava. E, por longos 5 minutos, ele permaneceu parado, com o carro ligado. Foi embora arrancando pneus. E eu, juro, fiquei sem saber o que de fato ele quis com isso tudo. Mas também não me interessa, sabia?
Como Deus escreve certo... esse episódio serviu, sim, pra uma coisa: eu entender de uma vez por todas que esse tipo de relação com gente covarde, insegura e irresponsável como ele é... eu não vou viver nunca mais.
NUNCA MAIS! 

P.S.: Dia seguinte, ele ligou pra uma amiga comum e disse que havia bebido muito e feito besteira. E reafirmou que toda vez que tiver com vontade de ouvir minha voz e me ver fará isso. Vê se eu aguento? Como eu e a Sayô chegamos à conclusão ontem: "SE OS HOMENS FOSSEM UM POUCO MAIS CORAJOSOS, ASSIM COMO SOMOS NÓS, AS MULHERES, OS RELACIONAMENTOS TERIAM OUTRA PERSPECTIVA!" 

UM CONVITE: APAREÇAM LÁ NO MEU FLOG!
www.anuchamelo.fotoblog.uol.com.br

Gangorra... a gente só gosta dessa pra brincar!



Escrito por Anucha às 09h30

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Quando a realidade me pesa... eu minto!

(Ariano Suassuna)

 

Cacha e eu soltando as feras no MPBar

 

Eu consegui entradas para a aula-espetáculo que o escritor Ariano Suassuna veio fazer no Theatro 4 de Setembro na quarta-feira passada. Íamos eu e minha irmã. Tudo certo. Na hora H, apareceu um trabalho pra eu fazer. Frustração minha. Oportunidade de a Cacha virar repórter. Sim. Vocês acreditam que ela se deu ao trabalho de fazer uma resenha da palestra só pra me contar depois. Levou caderninho e tudo.

Hoje, a convidei pra mais um peixinho aqui em casa. (E, Ana Julieta, tava muito bom, viu?! Rs) Aí, depois, ela foi me reportar tudo. Sem a graça do Suassuna, claro, mas com a magia de um carinho que não se mede. Mas, papoquei de rir. Ficava imaginando ele contando os causos e deixei a imaginação fazer o resto do trabalho. Que cabeça, esse cara tem, viu? Ah, recomendo o documentário sobre ele, do cineasta Douglas Machado, que vem a ser piauiense. Quer saber? Eu chorei no final. Não, não. Peraí. Foi no finaldo documentário. E não da esplanação da Cacha. Com ela, multiplicaram-se os sorrisos. Que alegria tê-la aqui!

 

“Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há de dizer

Fala: parece que mente

Cala: parece esquecer”

(Fernando Pessoa)

 

Do que ouvi, algo ficou martelando minha cabeça. Voltem ao título, então...

O que lhe parece? Pois não é nada do que vocês podem estar pensando. Ele falava da mentira e do que ela pode produzir na relação com as pessoas. E se admitiu um mentiroso. No bom sentido! Como? Assim, Ariano disse que a vida dele é muito comum, sem muitas novidades. E para uma pessoa de vida simples escrever livros pros outros lerem ficaria um troço muito sacal, né? Aí, ele saiu com essa máxima lá de cima. Justificando que ele tem que “viajar” para construir histórias, produzir sentidos e cativar o leitor, óbvio. Então, ele mente, cria, fantasia. E complementa:

“PORQUE A MENTIRA É UMA VERDADE QUE AINDA NÃO ACONTECEU.”

Aí, vi que boa parte do que eu escrevo aqui no blog é mentira. Mentira nesse sentido, entendeu? Quero dizer, quando começo a descrever demais meu cotidiano chinfrin e percebo que vocês estão meio sem saco praqueles relatos sem sal... mudou o rumo da prosa e começo a mentir. Ou melhor, a escrever sobre o que pretendo que seja verdade, mas ainda não é. O que quero realizar, mas ainda não tive coragem. O que eu quero empreender em mim enquanto pessoa e ainda não consegui. Pois é. Acho que sou, como o Suassuna, uma mentirosa contumaz! (he he)

 

DESCULPA AÍ, TÁ? O POST CONTINUA EMBAIXO...



Escrito por Anucha às 00h33

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JÁ TÔ FICANDO P... COM A UOL!!!

(não consigo mais postar textos longos...)

 

Quer saber? Hoje... nem que eu mentisse. Eu não conseguiria sorrir!

 

“Organizar a esperança,
conduzir a tempestade,
romper os muros da noite.
Criar, sem pedir licença,
um mundo de liberdade.”
(Pedro Tierra)

 

Lembra que dia desses eu falei aqui de que o ser humano deveria vir com manual de instruções? Aí, um monte de gente deu sua opinião, falou que seria fácil demais, que não teria graça nenhuma. Ta. Tive que admitir que seria mesmo muito ilógico. Apesar de ainda acreditar que poderia ser um adianto pra toda e qualquer relação dar certo. Mas... se eu pudesse dizer “pro que pode vir a chegar”, alguém que ainda nem sei se vem ou se existe, eu diria algo que li na revista Nova deste mês. Na seção “Para ele ler”, uma nota sobre como fazer a mulher feliz. Meu sorriso abriu feliz quando li uma dica de um terapeuta de casais: “... ser envolvida pela cintura, ter o cabelo ajeitado atrás da orelha ou a coxa apalpada de leve são sinais de que ela é especial para você”. E arremata assim, ó: “... [o efeito será mais potente se] você a acaricia em público... [isso] mostra que você tem orgulho de estar com ela e quer que todo mundo saiba que [ela] é sua”.
Custa agir assim, caramba!?

 

Vande Lee cantando "Meu jardim" só pra mim no MPBar. Poder, hein?!


Eu tô bem. Na verdade, meio baixo astral por conta de umas truncagens na comunicação entre mim e pessoas que amo, amigos queridos. Mas vou seguir a dança, como disse a Caíla... Hora dessas, tudo se resolve. Hoje, lembrei de novo daquela música do Vander Lee, que eu até já postei aqui. Sempre que estou me recompondo ou pintando a casa com cores novas, mais vivas, ela surge como trilha sonora apropriada. Cantem comigo e bom fim de semana!

“... Tô revendo minha vida, meu momento, meus valores.
Refazendo minhas forças, minha fonte, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores...
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim...”
(Vander Lee)



Escrito por Anucha às 00h13

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Sobre tudo em quanto...

 

Sayô e eu: como tem que ser...

 

É ISSO AÍ... Hoje, num bate papo no msn com a Pris. Li uma constatação dela que me define: “Então, você é simples e feliz!”  Respondi de bate-pronto: “SOU!”
Isso veio a calhar com uma colocação que a Tuka fez no blog dela ontem, no qual me citou. Reparem:

 

“Existe um condicionamento de tentar ser feliz sempre a qualquer custo e ninguém se dá conta que, assim como li a querida Anucha citar Oswaldo Montenegro, que o sempre não é todo dia. Não é sempre que vamos dar risada de graça ou querer transar até o dia amanhecer. Não é sempre que uma música traz lembrança boa – muitas vezes vêm as ruins. Não é sempre que se pode ser feliz nem mesmo com tudo que está ao alcance de todos. Mas isso não significa que não seja possível estar feliz pelo menos a maior parte do tempo. (...) É preciso admitir que vez em quando que é vital estar triste e se permitir a isso.”

 

E PIMBA... É impressionante como aprendo com o que vocês comentam aqui. A Lulu, por exemplo, deixou um forrozinho, que foi o Luizinho que lembrou, um dia, a ela. E foi como um soco no meu estômago. Tipo: “calma, moça, que tudo vem a seu tempo, quando você menos esperar... pimba!” Olha aí:

 

“Se avexe não
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada.
Se avexe não
A lagarta rasteja até o dia
Em que cria asas.
Se avexe não
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa.
Se avexe não
Amanhã ela pára na porta
Da sua casa.

Se avexe não
Toda caminhada começa
No primeiro passo.
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso.
Inexoravelmente chega lá.
Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavadeira
Pra ir mais alto vai ter que suar.”

 

BANHO... Hoje, fui almoçar no Papardelle, atendendo ao chamado da Neuza. Uma espécie de gurua pra mim. Ela vela por mim em suas orações, eu sei disso. Foi muito bom conversar com ela. Mas, hoje, quem me disse o que eu precisava ouvir foi a filha dela, Guaraciara. Me deu um banho de maturidade, me falou de fé, me estimulou a dar passos seguindo o coração, mas sem deixar um pé atrás pra ter pra onde voltar caso tropece e me disse que aquela historinha que todo mundo fala de que devemos ter calma que quando a gente menos esperar a felicidade, ou o homem da tua vida simplesmente aparece... “É verdade”, ela disse categoricamente, como quem tem experimentado isso da vida.

 

"...E as horas lá se vão loucas ou tristes, mas é tão bom em meio as horas todas pensar em ti, saber que tu existes."  (Quintaninha)



Escrito por Anucha às 13h05

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CONTINUANDO...

 

"...OS PÁSSAROS VÊM ME LEVAR..."

 

DE PAU PRA CACETE... Hoje, eu disse coisas que não devia dizer. Por essa mania de não pensar muito antes de dizer. Acabei magoando quem amo. Entristecendo quem é companhia. Amoando quem é alegria (quase sempre!). Tentei me redimir de imediato. Mas essas coisas deixam marcas, né? Na alma. E aí, talvez, nem água sanitária... Recebi mail dizendo que “... passado é roupa que não nos cabe...”. Pois sendo assim, entendo que logo poderemos lavar as mágoas e sorrir de novo. Pode ser que seja ao som do Araketu no Zé Pereira de Timon no próximo sábado.

“... Então, volta. Traz de volta o meu sorriso. Sem você não posso ser feliz!” (Araketu)

 

MUSICAL... Ando fazendo planos pra mim. Nada a muito longo prazo. Planos meus. Projetos que desejo realizar. Mas não quero realizar sozinha. São coisas que carecem de parceria. Então, aceito, resignadamente, o tempo que a vida precisa para se arrumar. Entendi que todo luto precisa de tempo pra doer. Toda dor precisa de tempo pra curar. Toda cura precisa de cuidado pra acontecer. E pra acontecer, o tempo precisa ficar à vontade para agir. (Ficou legal, né? É citação minha, viu?)
Ando musical esses dias. Ainda mais depois que soube que o Los Hermanos estão confirmados para o Piauí Pop em julho aqui em Teresina. Imagina aí a minha cara na frente do palco cantando feito fã maluca todas as músicas dos caras. Tenho tempo para aprendê-las. Hoje, conheci uma muito linda, que divido com vocês. Meu beijo caloroso!

 

OS PÁSSAROS
Los Hermanos

 

“Eu aflito e só,
Confuso sem você por aqui.
Assim eu sonhei, mas isso eu não quis.
Que diferença? 
O dia se fez assim.
Há um conflito, um nó.
Eu, difuso.
Enfim, os pássaros vêm me levar aí.
Visitar o céu e pra ver você levantando o véu pra mim.
Mas eles só me vêem quando eu já não sei se eu estou são.
O que é um sonho ruim?
O que é um sonho bom?
Que diferença?
A vida é igual,
Assim e eu não sei
Eu não sei
Eu não sei se isso é você.
Quem bate aí?
Se é pra te ver
Então, deixa eu dormir.”



Escrito por Anucha às 12h55

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