SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




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Eu e Luizinho de Aracaju, cantando na Segunda sem Lei do Chopizza!!!

Pra música me levar...

 

Engraçado! Tem músicas que acompanha a gente uma vida inteira. Vez ou outra a gente lembra delas e, do nada, começa a cantá-las. Isso acontece com vocês? Por exemplo, quando eu era criança (a mamãe me lembrou um dia...) eu adorava cantar uma música do Ednardo: “Pavão misterioso, pássaro formoso, tudo é mistério nesse teu voar, Ah, se eu corresse assim, tantos céus assim,Muita história eu tinha prá contar...”. Depois, na adolescência, eu ouvia a mamãe cantar e repetia aquela linda do Edu Lobo: “Era um, era dois, era cem, era o mundo chegando e ninguém, que soubesse que sou violeiro, Que me desse um amor ou dinheiro... Quem me dera agora eu tivesse a viola prá cantar, ponteio...”
Depois, a Elis me arrebatou cantando pra eu cantar em coro: “Não quero lhe falar meu grande amor. Das coisas que aprendi nos discos. Quero lhe contar como eu vivi. E tudo que aconteceu comigo. Viver é melhor que sonhar...” A Fátima Guedes canta uma música que era uzeira e vezeira na minha lembrança: “Ai, ai, o mato, o cheiro, o céu, o rouxinol no meio do Brasil. O uirapuru canta pra mim e eu sou feliz só por poder ser, só por ser de manhã, manhã, manhã...” E ainda tinha uma da Joyce, tão doce quanto bombom alpino na minha boca:
“Olha aí, Monsieur Binot, aprendi tudo que você me ensinou, respirar bem fundo e devagar, que a energia está no ar...”
Aí, quando eu entrei na faculdade de jornalismo, os meus colegas tinham que agüentar eu cantarolando nas aulas de diagramação em jornal aquela lindinha do Roupa Nova: “Você lembra, lembra daquele tempo. Eu tinha estrelas nos olhos. Um jeito de herói. Era mais forte e veloz. Que qualquer mocinho de cowboy...” Depois, aprendi a ouvir os mineiros e o Lô Borges me encantou com: “Por que se chamava moço. Também se chamava estrada, viagem de ventania. Nem lembra se olhou pra trás ao primeiro passo, asso, asso... Por que se chamavam homens. Também se chamavam sonhos. E sonhos não envelhecem...” Então, conheci o Beto Guedes (paixão da Drica, que fez o favor de me apresentar...) e cantava: “Eu não tenho compromisso, eu sou biscateiro. Que leva a vida como um rio desce para o mar. Fluindo naturalmente como deve ser. Não tenho hora de partir, nem hora de chegar. Hoje tô de bem com a vida, tô no meu caminho...”
Ao começar a trabalhar de verdade no jornalismo, em 97, conheci Luizinho de Aracaju, que voltou a me encaminhar pro lado da música, de onde eu nunca devia ter saído. Aí, Orlando Morais me invadiu com: “Eu queria tanto lhe dizer. Da minha solidão, da minha solidez. Do tempo em que esperei por minha vez. Da nuvem que passou e não choveu...” O tempo passou e a Adriana Calcanhoto me levava a pinotar ouvindo e cantando: “...Ah,  se eu fosse marinheiro, era eu quem tinha partido, mas meu coração ligeiro não se teria partido...” O Renato Braz, dia desses foi entrevistado por mim no programa de TV que eu fazia e eu pedi pra ele cantar Anabela. Cantei junto com ele e desabei no choro, no ar, ao vivo:
“Eu que pensei que fazia. Daquele ventre meu cais. Só percebi meu naufrágio. Quando era tarde demais. Vi Anabela partindo. Pra não voltar nunca mais...”
A Luciana Mello canta uma música é que é como um mantra pra mim: “Que tal abrir a porta do dia, dia. Entrar sem pedir licença. Sem parar pra pensar. Pensar em nada. Legal ficar sorrindo à toa, toa. Sorrir pra qualquer pessoa. Andar sem rumo na rua...”  Há uns três anos, a Colombina do Ed Motta também me fazia sacudir o esqueleto, me punha pra cima sempre: “Colombina, hey! Seja minha menina, só minha. Bailarina, hey! Mandarina da China, rainha. Quero ser seu rei! Um rei momo, sem dono, sem trono. Abram alas pro amor!”

CONTINUA NO POST DE BAIXO. DESCE LÁ!!!



Escrito por Anucha às 15h04

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Continuando...

 

Aí, pra justificar o por quê desse preâmbulo todo, quero dizer que uma música têm me acompanhado há mais de um ano. PRA RUA ME LEVAR, da Ana Carolina, não sai da minha cabeça. Talvez por ter feito sentido no início do ano passado. E estar fazendo, ainda, todo um sentido no início deste ano. Muita água passou por debaixo da minha ponte, mas a vida ainda continua precisando tomar um rumo, ter um sentido, chegar a um ponto qualquer, ser vida vivida. Então, deixo vocês com a tal música, que eu canto, sem sacanagem nenhuma, umas dez ou mais vezes por semana. Boto no som do carro em volume máximo e quem passa na rua, certamente, pensa que eu pirei de vez. SERÁ???

 

“Não vou viver como alguém que só espera um novo amor

Há outras coisas no caminho onde eu vou

As vezes ando só trocando passos com a solidão

Momentos que são meus

E que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa

Sem me precipitar nem perder a hora

Escuto no silêncio que há em mim e basta

Outro tempo começou  pra mim agora

Vou deixar a rua me levar

Ver a cidade se acender

A lua vai banhar esse lugar

E eu vou lembrar você

É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar

Promessa que me fiz e que ainda não cumpri

Palavras me aguardam o tempo exato pra falar

Coisas minhas talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa....”



Escrito por Anucha às 15h02

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Dos barquinhos de papel, correnteza abaixo...

Cai no choro ao "ler" essa imagem. Na verdade, o finalzinho do comentário que minha irmã, a Cacha, fez no post do dia 9. E ela escreve bem, né? (Bem que poderia ser nossa colega de blog. Mas é muito ensimesmada, muito econômica, inclusive, com o que expõe de si. Quem sabe ela é que esteja certa...).

Mas, voltando à imagem... quando li aquilo dos barquinho de papel descendo correnteza abaixo, imediatamente, me veio a cena na memória. E creio que memória é pra se guardar mesmo isso. As melhores lembranças. Mesmo aquelas que a gente pensa que nem estejam mais arquivadas.

Pois bem... fomos morar na Morada dos Orixás, um conjunto de apartamentos aqui em Teresina, quando eu ainda não tinha feito 9 anos e a Cacha estava por fazer sete. A gente andava de calcinha pelos blocos de apartamento, brincando de esconde-esconde com outros tantos meninos e meninas que moravam por lá. Andávamos de bicicleta, apertávamos a campainha dos vizinhos e depois saíamos correndo, jogávamos vôlei com a maior galera e quando chovia, além de descer pra banhar na chuva (garantia de garganta inflamada, claro!), ainda botávamos barquinhos de papel pra descer a correnteza que se formava de um bloco pro outro. Linda imagem. Linda infância.

Éramos felizes e não sabíamos, néra, Cacha!?

Mas, mudando de pau pra cacete... hoje, falei com a Tia Jack e a Dedila pelo MSN (santa tecnologia!). Saudade e alegria: tudo misturado. A Dé está empolgadíssima com o que tem conhecido: Sul do Brasil, Montevideo, e a sua nova morada, Buenos Aires. Minha sobrinha linda está tendo uma oportunidade sui generis de conhecer outro país, conviver com outra cultura e ainda aprender outra língua. Feliz por ela e pela Tia Jack que está realizando tudo isso porque, enfim, encontrou o seu tão sonhado “príncipe encantado do cavalo branco”: o Dilmar. Tomara que dê tudo certo e em julho eu passe uns dez dias de minhas férias por lá com eles. Vou me programar!

 

 

 

Bem, fui à terapia na segunda. E acho que começo a dar alguns passos importantes rumo a esse processo de recuperação da auto-estima e diminuição da ansiedade. Vai ser bom pra mim isso. Mas quem convive comigo vai, aos poucos, sentir pequenas mudanças. Quero me transformar em uma pessoa melhor de se ter por perto. Alguém mais zen, quem sabe! Preciso voltar pra Yoga. Me cobrem isso!

Pra finalizar, soube que “aquele que foi dor” ficou boquiaberto ao saber que eu tô bem, obrigada, e que não tem mais sofrimento, nem dor, nem nada. Ele achava que eu ainda tava macambúzia, chorosa, triste. Quando soube que eu tava alegre, pra cima e que havia superado o que passou... ficou passado. Deve ter se tocado que perdeu definitivamente a única coisa que ele achava que ainda me prendia a ele: a dor de tê-lo perdido. Hoje, concluo QUE PERDER SEJA O MELHOR DESTINO! (Ana Carolina)

 

 

 

 

Estou feliz, viu, gente? Tenho tido motivos pra rir à toa. Mas não posso dizer que esse estado de espírito vá ter vida longa. Não depende de mim só. E não estou muito pra mover céus e terras pra que as coisas aconteçam como eu acho que elas devam acontecer.

Como diz um amigo querido, Amilton Barata: “VOU ME FINGIR DE PEIXE!” Se isso me aflige? Não. Se não der certo? Tudo bem. Se eu tiver que começar tudo de novo? E daí?! Sou resiliente, lembra?



Escrito por Anucha às 01h22

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Minha mana, minha sábia, meu tesouro!

 

Eu tinha um ano e meio quando ela chegou. Isso foi há exatamente 33 anos. Minha mãe dizia que eu nunca me conformei porque ela não recebeu o nome pelo qual eu a chamava: CAROLINA. Como esse nome me persegue desde a tenra idade. Decidi que no dia em que fosse mãe, e se fosse menina ela teria o nome da tia, o nome que eu queria. Uma homenagem!

Mas, sim. Nem sempre vivemos um mar de rosas. Quando crianças brincávamos juntas (até pela proximidade da idade), mas também brigávamos feito cão e gato. Muito mais pra chamar a atenção da mamãe. Ela diz até que tentei “matá-la” por duas vezes. Uma vez passei a bicicleta por cima dela. Noutra dei um tiro de ar comprido na perna dela. E teve ainda uma vez que nós estávamos numa sessão de puxar cabelo uma da outra quando escorregamos nas almofadas e ela bateu o olho esquerdo na ponta da mesa de mármore (pense aí no sufoco que foi... o sangue escorrendo pelo canto do olho e ela gritando que tava cega...) Rum hum hum!!!

Na real, ela sempre foi uma das minhas melhores amigas, conselheiras e confortadeiras. No aperreio, e quando a mamãe tava zangada comigo, era no colo dela a sessão de choro. Quando a mamãe subiu pro andar de cima nós ficamos ainda mais próximas. E o colo dela se tornou o lugar mais seguro do mundo. Viramos adultas e tivemos que amadurecer cedo demais. A vida acabou meio que distanciando a gente. Mas o amor, o afeto, a admiração e o carinho nunca mudaram. Saí de casa em agosto do ano passado. E, com tempo, descobri o quanto preciso dela, sinto falta dela, tenho saudade dela. Mas isso também é bom. Pra concluir que AMOR É O ARTIGO MAIS PRECIOSO QUE HERDAMOS. E CUIDAR DELE É NOSSA PRINCIPAL MISSÃO.

CACHA, CACHINHA, MALACACHETA, LILIC, MINHA LÔRA, BUNDINHA, CAROLINA, como te disse na sexta, tu é meu tesouro. Amo você. E és minha principal referência afetiva. Tens em mim a amiga que precisares. Apesar de quase nunca dispor, né? Desejo hoje e sempre FELIZ TUDO pra ti.

E se tem uma coisa que eu acho lindo de viver é como ela me chama! Nem sei desde quando, mas, de uns tempos pra cá, comecei a perceber que quando ela quer me chamar com carinho fala: NENÉN!!!

Termino cantando uma música do Moska, que é a cara dela:

 

"...Quando a âncora do meu navio encosta no fundo, no chão

Imediatamente se acende o pavio e detona-se minha explosão

Que me ativa, me lança pra longe pra outros lugares,

pra novos presentes

Ninguém me sente...

Somente eu posso saber o que me faz feliz.

Sou um móbile solto no furacão

Qualquer calmaria me dá... solidão."



Escrito por Anucha às 12h43

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(Passa lá no www.anuchamelo.fotoblog.uol.com.br)

Sobre reencontrar quem se quer bem...

 

O Poetinha falou que “a vida é cheia de encontros, embora hajam muitos desencontros na vida”. Pois eu acho até que ele tem certa razão. Mas o que acredito mesmo é que existem encontros que são definitivos na nossa vida.

Anteontem, a Dani Rêgo ligou de Londres pra mim. Conversa rápida. Carinho recíproco. Tempo suficiente pra saber dela. Pra ela saber de mim. Pra demonstrarmos e reafirmarmos o carinho. E pra eu entender que ainda vai levar algum tempo pra gente matar a saudade com um abraço. Combinamos de passar um dia inteiro só contando o que sucedeu na vida de uma e de outra. Pra gente se atualizar... Linda Dani. Muita saudade dela! Taí um encontro que foi definitivo na minha vida. Gostamos uma da outra de graça e de cara!

Ontem, por exemplo, tava chegando em casa com uma dor de cabeça lascada depois e uma tarde de muito sol na molera (ralando...), quando a Rosinha ligou dizendo que tava com Luizinha no shopping ao lado do Márcio Moraes e família. Rosinha é ex-mulher do Luizinho de Aracaju (aquele meu amigo cantor, que esteve aqui há uns quatro meses!). Márcio Moraes é casado com a Sílvia, que são pais da Letícia e do Lucca. São de Recife, mas moraram aqui. Foram embora há seis anos, mesmo período que a gente não se via. Ele trabalhou no jornal Meio Norte na mesma época que eu. Eu, ele e Luizinho tínhamos muita cumplicidade. Na verdade, foi o Luiz quem me apresentou ao Marcinho. Feliz encontro!

Mas o que eu quero mesmo dizer com isso... Você conhece pessoas, se apega, nutre um carinho fora do comum e aí o tempo e as circunstâncias da vida promovem uma separação... de corpos... porque as almas parecem continuarem próximas, se querendo bem noutra esfera. Então, quando o encontro físico acontece de novo... parece que não houve afastamento nenhum. O carinho continua intacto, os papos fluem feito água em minadouro e até a intimidade parece não ter sido perdida. Acho isso muito louco. Muito mágico. Muito legal. Tenho amigos, pessoas que quero um bem enorme, que passo de anos sem ver, mas quando nos encontramos o abraço, a cumplicidade, o chamego é absolutamente natural.

Feliz demais de tê-los encontrado. Tô torcendo para que a Lígia Veras promova outro encontro desses antes de eles irem embora. Na casa dela, com aquele jeito dela sofisticadamente simples de receber. Aí, por causa deles, eu vou reencontrar duas outras pessoas que adoro: Lígia e Roberto Veras.

Tenho me reencontrado com outras pessoas caras ultimamente. E têm sido encontros muito bacanas. Mas, sem dúvida, o melhor reencontro realmente é o DE MIM COMIGO MESMA. Estava com saudade dessa mulher que sou quando estou tranqüila, serena, paciente, feliz com o simples da vida.

Tenho motivos pra berrar. Queria um trabalho numa redação de jornal ou na reportagem ou produção de uma emissora de TV, por exemplo. Mas não vou me desesperar porque ainda não pintou. Me sei uma boa profissional... Uma hora vai pintar um lance legal pra mim.

Acho que 2006 será o MEU ANO!

 

“VOCÊ É FILHO DO UNIVERSO, IRMÃO DAS ESTRELAS E ARVORES, VOCÊ MERECE ESTAR AQUI E MESMO SEM VOCÊ  PERCEBER, A TERRA E O UNIVERSO VÃO CUMPRINDO O SEU DESTINO.”

(Excerto de Desiderato, texto encontrado em Baltimore, na antiga igreja de Saint-Paul em 1692)

 

 

 



Escrito por Anucha às 12h33

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Eu, sob a iluminação do lindo pôr do sol na Praia do Coqueiro - PI

Devagar e sempre!

 

Saí da sala da minha terapeuta, na última terça-feira, com a sensação que “AGORA, SIM!” o ano está começando. E por que isso? Porque falei das minhas metas pessoais e intransferíveis para 2006. Querem saber? Ir mais devagar com o andor, que o santo é de barro. Ou colocar menos o carro à frente dos bois. Ou ainda ouvir mais que falar. Ou aproveitar o caminho sem muita pressa de chegar. Ou ser mais prudente ao falar verdades, nem sempre absolutas. Ou procurar SER MELHOR A CADA DIA.

A verdade é que eu quero, desejo de todo o coração ser menos ansiosa. Com tudo. Comigo, com o meu trabalho, com minhas relações, com minhas saudades, com minhas vontades, com o trânsito que não anda, com a fila que não cessa, com o caixa do supermercado que está em treinamento, com o caixa eletrônico que dá problemas de leitura no meu cartão, com os de raciocínio lento, com quem esquece o telefone celular em casa, com o Brasil que não anda.

Falei com todas as letras pra minha terapeuta: QUERO TRABALHAR MINHA ANSIEDADE! E eu sei que isso vai me tornar uma pessoa mais próxima do que eu quero ser. Não só no lidar com as pessoas (nem sempre sendo a criatura condescendente que sou na maioria das vezes e nem boçal noutras vezes) como também na minha aparência física. Porque o fato é que quando estou MUITO ansiosa... CORRO pra comer o que não devo e de forma voluptuosa. Um desastre!

Das recomendações que recebi dela, listo algumas dicas importantíssimas, que decidi cumprir à risca. Voltar pras caminhadas (fui andar ontem com o André na Raul Lopes!), voltar pra Yoga (terapia que amei fazer, mas parei há mais de um ano) e ler o livro “DEVAGAR”, do Carl Honoré, que pretende difundir um movimento mundial de desaceleração.

Então, deixo vocês com um excerto do livro, que já estou lendo “BEM DEVAGARINHO”!!!

Carl cita Milan Kundera para afirmar que a gente pode até “se perder” com a pressa que estabelecemos em tudo na vida...

“QUANDO AS COISAS ACONTECEM DEPRESSA DEMAIS, NINGUÉM PODE TER CERTEZA DE NADA, DE ABSOLUTAMENTE COISA ALGUMA, NEM DE SI MESMO”.

 

P.S.: HOJE É ANIVERSÁRIO DA STELMINHA, CRIATURA QUE EU ADORO E A QUEM DESEJO SÓ ALEGRIA NA VIDA!



Escrito por Anucha às 12h09

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TEM MAIS NO FLOG (clique em cima da palavra flog!)

Feliz TUDO em 2006!

Vixe Maria! Passei tanto tempo sem vir aqui que, de início, me pareceu meio estranho escrever qualquer coisa que fizesse sentido. Pra mim, pra vocês...
Mas resolvi que em 2006 nem tudo precisa ter muito ou todo o sentido. Decidi ficar calada na maioria das vezes em que gritar faz sentido. Percebi que quem a gente ama merece da gente mais cuidado, mais carinho, mais conforto do que a gente se imagina capaz. Falo de família, amigos e de, quem sabe, uma futura paixão...
Meu fim de ano foi na praia. Na quinta e na sexta, eu, Sayô, Soraia e Luna. Ficamos numa casa na beira da praia de Atalaia em Luís Correia. Comemos caranguejo, tomamos cervejinha, pegamos uma cor e encontramos bons amigos: Márcio, Hatawa, Márcio, Fábia e a turma deles. Sexta à tarde, a boa surpresa: o André resolveu nos fazer companhia. Levou ainda mais alegria pra gente. Fomos ao show do Biquíni Cavadão na praia e depois ainda teve banho de mar na madrugada. Sábado passamos o dia todo na praia. Peixe frito, camarão, cervejinha e muitas gargalhadas. De noitinha, rumamos pra Pedra do Sol, onde ficamos hospedados até segunda de manhã. Numa casa muito massa à beira da praia. Virada do ano no Céu! Eu explico: Céu é um sítio à beira do Rio Igaraçu, onde músicos do Piauí se reuniram numa grande Jam Session para saudar o ano novo. Se não fosse a turma dos Márcios, o nosso reveillon teria sido um fiasco. Mas, deixa pra lá! Domingo, fomos pro mesmo barzinho no Coqueiro e acabou que o dia foi maravilhoso: Lícia, Hélio, Márcio, Hatawa, Márcio, Fábia, Waldemar e Cléia, além da tropa toda. Rimos muito, confraternizamos, matei a saudade da Licinha (que passou esses dias em Tutóia no Maranhão) e voltamos pra comer um caranguejo muito do ruim em Parnaíba. Final da noite, eu e o André conversando potoca na rede da varanda da casa.
Meu início do ano merece uma boa estourada de fogos de artifício!
Ontem, ao chegar em Teresina, fomos lavar o carro na Avenida Maranhão e levamos o Marquim pra tomar umas com a gente. Pra matar saudade, claro. De lá, fomos pro Detroit comer uma picanha e mais cervejinha. Eu já estava caindo pelas tabelas de sono, fui pra casa e o Marquim com o André ainda foram tomar as últimas no Gela Guela! Haja disposição!!!
Hoje, tenho alguns abacaxis pra resolver aqui no trabalho, vou almoçar com a Cacha (minha mana) porque tô morrendo de saudade e depois tenho que passar nos bancos. Até que enfim, hoje volto pra minha terapia.
Quero informar a quem me acompanha por aqui... Lavei a alma nas águas salgadas do mar. Deixei que Iemanjá levasse muitas dores e algumas dúvidas. Abri minha cabeça pra o que de novo possa estar acontecendo á minha volta e eu ainda não esteja enxergando de verdade. Entendi que as coisas não precisam ter a velocidade que eu quero (acho até que já disse isso aqui...). Aprendi de uma vez por todas que GENTE é um troço difícil de se entender e se conviver. Mas, SOU BRASILEIRA. NÃO DESISTO NUNCA!

P.S.: Alguém que foi dor me viu com alguém que é alegria, lá na praia. E isso foi a melhor coisa que poderia ter acontecido no primeiro dia de 2006.



Escrito por Anucha às 10h59

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