SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




MEU MANTRA


"Entrego
Confio
Aceito
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(Hermógenes)




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Se eu tivesse mais alma para dar, eu daria. Isso para mim é viver!





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Minha tatuagem no cupim (esse montinho atrás do pescoço!)

A porta estava aberta... entrei!

 

Na terça quase meio dia, eu procurava uma rua por onde poderia encurtar um caminho e, de repente, me deparei com a Igreja da Vila Operária. Onde, toda terça-feira, tem novena de hora em hora. De súbito, me senti convidada a entrar. Uma entrada rápida, já que tinha hora marcada na terapeuta meio dia. Mas foi o suficiente para eu ajoelhar e agradecer. Agradeci por ter saúde, por ser forte, por ter superado mais um percalço, por ter aprendido. Mas também pedi. Senti-me meio envergonhada de pedir ao Deus mais uns favorezinhos. Poxa, tem tanta gente precisando mais do que eu... Mas Ele é o Deus de todos... há de me ouvir e, no tempo em que achar que deve, conceder o meu pedido, a minha graça. Saí mais leve, mais feliz.
Direto para a terapia. Fechamos um ciclo, eu acho. Admiti a necessidade de rever meu ano que passou e saí me sentindo em déficit comigo mesma. Na balança, mais erros que acertos. Ela me sugeriu ir à praia, curtir preguiça, pé na areia, pôr-do-sol... Tá vendo, Sayô?! Acho que vamos passar o reveillon juntas!
Ontem, uma visitante nova aqui no blog, a Ciene, me sugeriu um post antigo no blog dela. E olha como veio a calhar...


"Mas, depois de sofrerem por um pouco de tempo, o Deus que tem por nós um amor sem limites e que chamou vocês para tomarem parte na sua eterna glória, por estarem unidos com Cristo, Ele mesmo os aperfeiçoará e dará firmeza, força e verdadeira segurança." (1 Pedro 5:10)


Hoje, falei com a Moema ao telefone. Moema é irmã do Hermano, meu ex-namorado, que hoje está casado e a mulher dele, a Mariana, vai dar luz a uma menininha chamada Liz em fevereiro. A Mó também vai ter uma menininha, mas ainda não escolheu o nome. Dia 25 é aniversário dela e eu vou levar meus beijos e meus presentes pros bebês. 
Ah, decidi que farei mesmo mais uma tatuagem. As estrelinhas no pulso direito, um desenho do Amaro Filho, que representa eu, a Cacha e a Mamãe. Mas vou deixar pra fazer no início do ano, depois que voltar da praia. (Sim, Sayô, tô quase com a mochila pronta!)
E, pra fechar, porque eu tô com muito sono e doida pra ver o último debate das “Meninas do Jô”, deixo vocês com um pedacinho de uma música do Djavan, que é linda e diz muito de mim hoje.

 

PASSOU


“Presico sair
Distrair um pouco
Ser içado ao mundo
Do fundo do poço
Reaparecer
Com a tarde ainda
Porque o que passou, passou
Nada é pra toda a vida
Tudo o que eu vivi
É passado, escombros
Deixo os seus jardins
E afins para os pombos
Pronto pra seguir
Ticket só de ida
Outro lugar, um outro amor
Uma outra cor na vida...”

 

AH, E VAI UM CONVITE PRA QUEM MORA EM TERESINA:
Nesta quinta, tem festa de 10 anos do Café Café, na Campos Sales. Bebida free de 20 às 22h. Bandas: Mano Crispin, Mary Jane e Capitão Guapo. IMPERDÍVEL!!



Escrito por Anucha às 01h21

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“Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

 se tornar um autor da própria história.

 É atravessar desertos fora de si,

 mas ser capaz de encontrar

 um oásis no recôndito da sua alma.”

 FERNANDO PESSOA

 

Não tenho certeza não. Mas acho que foi a Valdete que mandou esse lindo Pessoa pra mim. E acho que ela me “leu” tão bem, que transcrever isso aqui tem toda uma razão de ser agora, né?

Sabe, tive um final de semana muito muito chato. Forante a sexta à noite na Casa da Loló, tia da Stelma (que foi muito legal encontrar a Telminha, o Marquim e o Rone pra tomar uma gela!), meus dias outros foram de morgação. Ah, também foi bacana almoçar na casa da Tia Nau, tendo em volta da mesa a Cacha, o Jean, Tia Jack, Dedila, Tio Braga, Pepê... “É, a macacada reunida!”. Sábado, passei rápido no Marquim antes de chegar em casa pra fazer um lanche rápido, me enfurnar na internet, ler um bocadinho mais do “livro do mês” da especialização e ir pros braços de Morfeu. Domingo, depois de deixar a Tia Jack no aeroporto (foi de volta pra Buenos Aires e se eu quiser vê-la no ano que vem vou ter que ir lá. O que não é mal, né?), passei no Café Café pra dar um beijo na Sayô e comprar a minha camiseta da festa de 10 anos do Café. Quem for de Teresina está convidadíssimo pra ir, viu? Mary Jane, Mano Crispin e Capitão Guapo vão tocar.

Bem, mas... hoje, começou mais um módulo da pós em Telejornalismo. Teorias da Imagem, ministrada pelo Paulo Fernando. E já rendeu boas discussões. De lá, fui encontrar a Sayô e o André no Camarão do Elias. Tomei caipiróska e o Elias nos brindou com delícias de camarão com molho ao curry e outras especiarias. Huuuummm!!!

Amanhã é minha última sessão de terapia de 2005. E, certamente, em 2006, não abrirei mão desse investimento em mim que resolvi fazer pra me conhecer, me corrigir, me melhorar, me aceitar e me sentir mais eu! Mas amanhã, sei, que ainda terei que desabafar sobre essa vivência dos últimos meses. Quero exorcizar tudo nesse fim de ano. O bom seria se eu aceitasse logo o convite da Sayô e colocasse meus panos de bunda na mochila pra ir passar o reveillon na Pedra do Sal, em Parnaíba. Tipo pra lavar a alma com a água do mar, sabe?! Mas ainda não estou certa disso. Talvez deva pedir a ajuda dos universitários!

Sim, mas hoje eu tô que tô enrolando, né? Talvez porque o que queira dizer de fato é: resolvi que não vou mais aceitar o pouco, ou o que sobra. Não sou mulher de migalhas. Já disse aqui, imitando a Maria Rita, que POUCO É UM POUCO DEMAIS! Falando com o Meu Pai ao telefone hoje disse que me sentia mais sábia depois deste ano. Que as marcas no joelho das quedas, as feridas no dedão do pé das topadas, os galos na cabeça dos tombos serviram pra me depurar no sofrimento. Aí, ele completou: “E QUEM DISSE QUE NÃO PRECISAMOS DO SOFRIMENTO PRA AMADURECER? É ASSIM QUE SE VIVE A VIDA, FILHA. SINTA-SE RICA POR TER TIDO A OPORTUNIDADE DE RECONHECER O ERRO E APRENDER O QUE NÃO SE DEVE FAZER PRA NÃO PRECISAR SOFRER DE NOVO!”

 



Escrito por Anucha às 02h14

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Que zorra, que nada! Ou... A vez da Zorra!

 

Mais ou menos há um ano, eu esperava impaciente para assistir ao show do Djavan aqui em Teresina, enquanto ouvia o Roraima (cantor e compositor daqui). Confesso que não ouvia direito. Estava com o coração moído. Havia terminado o namoro de quatro anos e meio com o Hermano. E eu me sentia meio sem chão. Lembro demais que estava próxima da Cíntia Silveira (minha querida amiga que foi embora pra Portugal e tá matando a gente de saudade). Quando de repente, uma música que eu ouvia, cantava, falava fez TODO UM SENTIDO pra mim. A música é A VOLTA DO ZORRO, do cantor e compositor também piauiense Teófilo Lima.
Aí, dia desses, disse pra Sayô e pra Sanka que eu estaria vivendo mais ou menos a mesma coisa e que logo, logo eu iria cantar em alto bom som essa música. Hoje, a Tia Inêz e a Cacha vieram almoçar aqui. Almoçaram sem mim. Porque eu fiquei não menos que cinco horas no salão da Gorete refazendo minhas mechinhas no cabelo. Mas valeu a pena. Ficaram como eu queria. Não muito loirinhas. Mas bem charmosinhas! Sim, mas... a Tia Inêz me perguntou como eu estava, como estava a minha vida. E eu respondi de bate-pronto: “Tá tudo jóia, tia. Só preciso arranjar mais um trabalho.” Ela arregalou os olhos como se não tivesse olhando pra mesma criatura que ISTURDIA (quer dizer DIA DESSES, no linguajar caboclo) chorava feito bezerro desgarrado. Então, eu completei: “Aquela história já passou, tia. Passado morto e enterrado. Se eu pudesse apagar as lembranças seria perfeito.”
Pois é. Não dá pra ser a personagem do Jim Carrey no “Brilho eterno de uma mente sem lembrança” e deletar uma parte do que foi vivido. Então, bola pra frente porque a fila tem que andar. E eu decidi que vai andar é pra frente, viu? Quero mais é estudar, trabalhar e curtir com meus amigos. O coração tá cheio de remendinho, mertiolate e band-aid. Tem mais é que ficar sarado de vez pra tal chegada das borboletas, como bem fala o Quintaninha.
Sim, quer ler a letra da música?

 

A VOLTA DO ZORRO
Teófilo Lima

 

"Eu ouvi dizer que seu olho encheu
Quando na roda um outro alguém cantou
Aquele Beatle que era meu e seu
Por que cê não me ouviu.
E que ao passar um dia em tal lugar
E que ao lembrar que ali me ouviu cantar
Sentou e recordou o que viveu
Não estava ao lado meu.
Me disseram que um dia cê falou
Que foste numa praia passear
Mas que ao chegar lá você só chorou
Lhe falei pra pensar.
Mas você não me ouvia
Eu falava, cantava, berrava, gritava, dizia
Querida, minha vida, meus passos precisam
Diariamente dos carinhos teus.
Não, eu não preciso mais do teu olhar
Eu não preciso mais dos lábios teus
Eu não preciso mais do teu pegar
Já sei caminhar.
Já desamarrei esse meu coração
E decorei a fórmula do não
E dos teus braços sei me desatar
Já posso até amar.
Sei que ao falar pra ti o que falei
Que apagaria tudo que sonhei
Naquele dia, sei, te fiz pensar
É tarde pra voltar.
Pois lhe dizia tudo que queria
Falava, cantava, berrava, dizia
Querida, tu segue tua vida
porque os meus braços
agora não querem os teus.”

 

P.S.: Ah, vão lá no FLOG pra ver as fotos novas!



Escrito por Anucha às 01h13

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Ai, que saudade eu tenho da Bahia... (eu no Senhor do Bonfim)

Porque tinha de ser com Dobal...

 

Eu já havia escrito o post de hoje de manhã lá no meu trabalho. Mas esqueci de trazer o disquete pra postar o texto aqui em casa. Então, ao chegar aqui, comecei a ler o livro do H. Dobal à procura de algo que fizesse sentido pra mim e pra vocês, leitores de mim nesses dias de superação e renascimento.
Ainda bem que não deu certo o que eu já tinha escrito. Uma poesia do Dobal, então, é mote para outras prosas que quero ter com vocês (e comigo, claro!) hoje aqui. Deguste-a:

 

TEMPORA

Não foge o tempo ao que lhe cabe. Breve
as suas marcas sobre nós dispõe
como em seu gado um fazendeiro. E conseqüente
consegue mais do que a brasa do ferro
que só na pele se estampa.

Os seus sinais procuramos no ar, na mudança das folhas,
no correr das nuvens. E eles em nós se depositam
tão indelevelmente embora lentos.
E lentamente vamos transformando
a agitação maturação de sonhos
que lhe oferecemos. Somos das suas entregas
e marcados assim jamais nos tresmalhamos.
Paciente ele espera a nossa vez
em sua partilha. E nos concede os domingos
onde acuados sonhamos com outros domingos.


Muito lindo isso, não?! E me remete à uma reflexão muito simples da minha realidade. Gente, como é bom ver o tempo passar e levar com a água da chuva as dores, os nós, os entraves!!! Hoje, olho pra trás (e não é muito longe não, viu?!) e respiro aliviada em me perceber forte e segura de que como as coisas estão é que estão como deveriam ser. Nada poderia ser diferente. Porque não seria bom pra mim.
Decepção é boa antecipada. Porque faz a gente enxergar precocemente e se prevenir do que poderia ser muito pior. A clareza disso só vem com o tempo, é óbvio. Mas ter essa clareza é um presente que o Deus do Céu dá pra quem está aberto a receber. Esse negócio de ficar marcando passo, tentando consertar o que não tem conserto. É, definitivamente, burrice! Me perdoem a dureza. Mas falei pra mim. É em mim que a carapuça serve. Quer dizer... não serve mais.
Eu quero mais é meus domingos de volta. Aqueles domingos de festa, de alegres encontros, de agradáveis passeios, da morgação gostosa do nada fazer e ser bom assim mesmo. E isso se pode fazer só, na cia de amigos e de alguém especial. Também não precisa vir pra valer ninguém especial agora. Nem acho que esteja mesmo preparada agora para viver outra grande história...
SÓ PRA CONTROLE: foi bom demais sair com a Stelma, Sayô, Sanka e Cesário na quarta à noite pro MPBar. Dandinha cantando, a gente se divertindo muito e a noite não poderia ser mais agradável. Na quinta, almoço na casa da Tia Jack, que tá de passagem, pizza de despedida da Dedila com as amiguinhas no Favorito (e todas me chamando de TIIIIIAAAAAAAAA e eu adorando. De noite, ainda passei no Marquim, a cervejoca geladíssima e a roda com Telminha, André, Geninho e Luiz foi providencial para boas gargalhadas.
Deu saudade da Lícia hoje. Mas entendo que o momento dela agora é outro. E tô com ela e não abro nem pro trem!



Escrito por Anucha às 16h24

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Foto do Encontro dos Rios feita por mim de um helicóptero! Tem mais no meu flog

Dos caminhos de volta pra si mesmo...

 

Fui presenteada ontem. Um convite para uma espécie de sarau. Que era na verdade o lançamento do livro-poesia “Amorágio”, de Salgado Maranhão, e do livro “Poesia Reunida”, de H. Dobal. De quem partiu esse convite-presente? Cineas Santos. O maior incentivador da Cultura do meu Piauí. Um sábio. Um poeta. Meu eterno professor. Foi na Oficina da Palavra. Convidei o André para me acompanhar. Ouvimos música da boa. Poesia da melhor safra. “Causos” graciosamente contados pelo Cineas. Será que eu tava feliz?

De lá, fomos pro Café Café lanchar. E o Sobrinho nos brindou com um galiotto tinto. Saudade daquele sabor de uva merlot! Conversamos os três até uma da manhã. E cheguei em casa com uma morrinha no corpo de uma gripe que se anuncia chata.

Mas antes, não posso deixar de registrar, minha ida na terapeuta. Mais uma vez, entendi que estou em processo rápido de cura da dor que me levou a ela. Mais uma sessão e, no ano que vem, pauta nova pra discutir, aprofundar e me auto-conhecer. Fui andar na Raul com a Lícia e o André. Depois, na parada pra água de côco, mais meia hora de muito papo com a Lícia. É incrível essa sintonia e, ouso dizer até, cumplicidade que nós temos. Feliz por ela estar mais tranqüila. E eu mais disposta pra viver a minha vida buscando novos caminhos.

Hoje, li um artigo de outra queridíssima professora Graça Targino, em que ela comenta sobre a coragem de se expor de Danuza Leão no livro recém-publicado. Ela finaliza lindamente com: “... quão sublime pode ser uma vida, quando temos coragem de retomar as nossas alegrias e dores, enfrentá-las sem negá-las, afirmá-las sem enaltecê-las, mas simplesmente confessando que são as nossas alegrias e as nossas dores...”

 

Pra fechar, um Salgado Maranhão pra vocês:

 

OS CAMINHOS

 

Estão desertos em mim

os caminhos. arrastam

lentamente sua cauda

sob meus pés.

 

Pedem para que eu dance

a liturgia dos assíduos.

 

Aludem aos dias

respostas

e salmos ao silêncio.

 

(Sopra-me o verso e o vento)

 

Triturado de espera

refaço entre cactos

meu íntimo movimento.



Escrito por Anucha às 15h22

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(foto by 1000imagens)

Aprendendo nas quedas
Letícia Thompson

“Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos,
perdemos e erramos?
O mundo não acaba quando nos enganamos;
ele muda, talvez, de direção. Mas precisamos tirar partido dos nossos erros. Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas?
As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela.
Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar! Dói no orgulho, principalmente. E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói. Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.
O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso. Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente. E nem obrigatoriamente certo. Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo. (...)
Na vida, se nos fecharmos,
se fecharmos nossa alma e nosso coração,
nada vai entrar. E será que conseguiremos
nos bastar a nós mesmos?
Eu duvido.
Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar.
Somos bem mais resistentes do que julgamos. A própria vida nos ensina a sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo.
Nunca duvide do seu poder de sobrevivência!
Se você duvida, cai.”

“Roubei” esse texto de algum blog que andei visitando esses dias. Não lembro qual foi. Mas admito que pesquei lá pra botar aqui pensando justo na minha última queda. Aí hoje... conversando com uma amiga muito muito querida percebi o quanto desanimar pode fazer alguém perder a guerra antes da primeira batalha. Se a gente não assume a postura de que o “inimigo” pode ser vencido, a gente é engolido por ele antes de começar a lutar.
Então, o texto ainda é pra mim, sim. Já que, dia desses, eu ainda duvidava de mim, da minha capacidade de superação, de transformação da minha própria realidade. De verdade, é quase como num estalar de dedos. É. Não é gabolice* minha, não. Funciona mais ou menos assim: VOCÊ SE OLHA NO ESPELHO E DIZ PRA SI MESMO QUE NÃO VAI MAIS FICAR NESSE ESTADO LETÁRGICO. DÁ UM SORRISO CONFIANTE. E SAI PRA ABRAÇAR A VIDA!
O fim de semana foi agitado, sim. Dancei menos forró do que estava disposta no sábado. Tomei menos campari do que gostaria. Em compensação, me vi sendo paquerada descaradamente por um carinha morto de fofo e daqueles bem galantes, sabe? Só um detalhe: bem mais novo. (Ai, ai, ai, ai, ai... Eu e esse meu chama pra atrair a adolescência!!!) Mas eu achei foi bom aquilo, sabe! Mostrou pra mim e pra alguém que tava de olho lá de longe que eu tô vivinha da silva!
O domingo foi de morgação. Dia todo em casa. Exceto na hora do almoço que fui “bater um china” lá no shopping. Lotadérrimo. E eu acompanhada de um bom amigo, que tem me feito muito boa companhia ultimamente. O resto do dia foi de assistir um dvd (vi Closer e novo!) e morgar mais um pouquinho na cama. Parecia uma gata enrolada no lençol e cheia de manha.
Deixo vocês com mais uma das tiradas da Lya Luft: “... o tempo aparentemente tudo leva e tudo devolve com as marés, mas só nos afoga na medida em que permitimos”.



Escrito por Anucha às 15h35

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(Pra quem não sabe... essa sou eu!)

“A esperança nos aparece assim

de lugares que nem percebíamos

e nos traz o leve frescor da alegria

como uma centelha de luz

no momento mais desesperador

da escuridão...”

LIA NORONHA

 

“É isso aí como a gente achou que ia ser...” (Ana Carolina). Vocês falavam, falavam e eu não acreditava. Diziam que o tempo daria um jeito naquela agonia. E eu duvidava. Afirmavam que uma hora a indignação sumiria como fumaça. E eu reticente. Postulavam que TUDO PASSA. E eu resistente.

Não serei infantil em dizer que tudo evaporou. Não daria uma de pinóquio. Mas posso confessar que vocês tinham razão. Tá passando. A minha última ida à terapeuta foi muito positiva. Nada de choro. Ou contrário, muitas gargalhadas. Eu e ela. Ríamos disso tudo. Ela, impressionada com a mulher bem diferente daquela que entrou chorando no primeiro dia. Eu, admitindo que estava errando feio comigo. Que assim, já distanciada da situação, posso enxergar com clareza que estou melhor sozinha. Digo até aliviada. E, querem saber mais? Lancei uma pergunta para mim mesma e que não estou longe de responder um NÃO bem redondo: “E será que foi amor?”

Aquilo não era amor. Era apenas o desejo de amar. Uma distância de anos-luz, portanto.

Mudando um pouco o rumo da prosa... Na quinta no Cabaré do Marquim, a casa do meu amigo onde a gente se reúne pra beber uma cervejinha e comer sushi, foi bem legal. O Fábio Polar resolveu dar o ar da graça. Ainda Polar... parece que o Paulo Roberto está mesmo guardado a sete chaves... mas aquele amigo do qual a gente tava sentindo uma falta danada. Voltei cedo. Tava sem pique.

Na sexta, meio dia, eu, Marquim, Polar e Lícia fomos comer o peixe do VTS. Eita saudade que eu tava do peixe, do lugar e do VT. Ficamos de voltar mais vezes. De noite, fui à apresentação do documentário que tava produzindo pra Prefeitura, sai com o ego massageado pelos elogios do prefeito e pela sensação de bom trabalho cumprido. Acho que o resultado final ficou bom e isso me dá a garantia de que eu posso continuar confiando no meu taco profissional.

De lá, fui pro Clube Rex com uma turma bem bacana. Tomei meus camparis, dancei forró com o André, me senti viva, feliz. Voltei pra casa com fominha, me passei pruma comidinha que a Nega tinha feito e fui dormir o sono dos justos. Sim, eu mereço.

Hoje, tem festa na casa da Lícia. Pagode, forró e axé. Cervejinha e muita gente legal. Advinha se vou voltar antes de amanhecer o dia... Tô ainda desconjuntada do forró de ontem (e eu adoro dançar forró com o André!), mas vou me acabar hoje. Ah, se vou!

Feliz da vida!

 



Escrito por Anucha às 13h50

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Brotando cor da dor!

“Foram-se os amores que tive

ou me tiveram:

partiram

num cortejo silencioso e iluminado.

O tempo me ensinou

a não acreditar demais na morte

nem desistir da vida: cultivo

alegrias num jardim

onde estamos eu, os sonhos idos,

os velhos amores e seu segredos.

E a esperança – que rebrilha

Como pedrinhas de cor entre as raízes.”

Lya Luft

 

em falta. E tô sem tempo.

Passei o dia de ontem (quarta) inteirinho trabalhando. Graças a Deus. Surgiu um freela aí e eu embarquei. Até de helicóptero tive que voar ontem, acredita? Nem eu acredito ainda que tive essa coragem. Ora, se num agüento nem voar de avião. Que dirá...

Depois mostro as fotos lá no flog. Num posto agora por absoluta falta de tempo mesmo. Vou já fazer umas materinhas pro Tenta Ganha, depois vou pra terapia e depois ainda tem a terapia semanal na Casa do Marquim. Aquela turma boa que eu amo vai estar lá e eu vou tomar meu campari, porque eu não sou de ferro.

Já deu pra notar que eu tô mais pra cima, né? É isso. Pinta trabalho, a gente chacoalha a vida e segue o rumo. No caminho do meio, claro. Construindo a ponte, certamente. E avistando a outra margem. Cheia de vontade de começar a viver uma nova fase, uma nova vida.

Ah, se vale uma recomendação: escutem a versão que a Ana Carolina fez praquela música do filme Closer, com Julia Roberts e o Jude Law! É alguma coisa de espetacular! A Minha Gorda me deu um CD que tem ela. Pergunta se eu consigo passar da primeira faixa?

Posso deixar vocês com mais Lya Luft? É que elas diz coisas que eu queria ter dito. Ou gostaria de compartilhar com vocês. Prometo que sábado ou domingo eu me dedicarei mais a esse espaço que me é tão caro, pode crer! Beijos!

 

“A VIDA NÃO ESTÁ AÍ APENAS PARA SER SUPORTADA OU VIVIDA, MAS ELABORADA. EVENTUALMENTE REPROGRAMADA. CONSCIENTEMENTE EXECUTADA”.



Escrito por Anucha às 15h15

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