SOBRE MIM


Leonina de 34 anos bem vividos. Nasci em Salvador, mas amo Teresina. Cidade onde moro e quero viver os meus dias bem felizes. Uma mistura de Pollyana com Peter Pan. Vivo em "Busca da Terra do Nunca" achando que tudo acontece para o meu bem. Faço aqui minha catarse e minha terapia. Tenho me refeito a cada dia com minhas próprias reflexões. Sou uma criatura alegre e feliz. Meu maior sonho: SER MÃE!




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“HOJE, EU VI DA MINHA JANELA O TEMPO ENCONTRAR O

VENTO. QUE LEVOU O TEMPO QUE EU VIVI.

JÁ NÃO ERA SEM TEMPO. RECEBER A VISITA DO VENTO.

PRA LEVAR O TEMPO PRA BEM LONGE DAQUI.”

 

Essa bobaginha aí de cima saiu no comentário que fiz no blog do Ivo, que visitei ontem depois de ter a grata surpresa da visita dele aqui. Veio através da Loba. Aí, num teve jeito, disse a ele que essa já é uma puta credencial, né?

Mas, sim... Eu quis brincar com o post dele e acabei relatando o que de fato aconteceu hoje de manhãzinha quando o sereno da madrugada me acordou com o frio. É, choveu de domingo pra segunda em Teresina. E a temperatura baixou bem. Mesmo a gente ainda estando no B-R-O-BRÓ. {Pra quem não é daqui e não conhece essa expressão... é o seguinte: os meses de setembro, outubro, novembro e quase dezembro são conhecidos como os mais quentes do ano por aqui. Tendeu?}

Voltando ao assunto... tenho tentado fazer isso mesmo. Queria poder cantar o Renato Russo e bradar... “todos os dias quando acordo não lembro mais do tempo que passou, mas tenho muito tempo, tenho todo tempo do mundo...”. Não é bem assim, né? Mas que eu tô, dia após dia, construindo a tal ponte sugerida pelo Léo... isso eu tô. E não é tão difícil assim quando se arruma motivos fortes pra deixar o passado onde ele deve ficar e olhar pra frente, que é onde quero estar. No futuro, pretendo estar mais forte pra não cair em velhas armadilhas do destino. E parar de acreditar que se o destino confabulou é porque deve ser vivido. Qual o quê!?! Livre arbítrio. {Essa é a expressão mágica}. E dele temos que usufruir o bônus e pagar o ônus. Já disse isso por aqui.

Vixe, nesses dias tenho tido tanta conversa com a Lícia. Armações Ilimitadas truando, sabe? E dessas conversas têm saído coisas como: “eu pulei foi uma fogueira”; “agora é que tô enxergando que não daria certo mesmo”; “ele é ególatra, insensível, intolerante, machista”; “Deus me poupou realmente de um sofrimento maior”... E isso não é papo de quem precisa buscar o ruim pra esquecer, não. São conclusões a que se chega quando se deixa de estar cega.

Hoje, vendo tudo a minha volta... enxergo sem medo de errar que O MELHOR ESTÁ POR VIR! E pode nem ser quem está próximo e tem me feito muito bem. Mas devo considerar que PAPAI DO CÉU só pode é estar querendo me dizer alguma coisa trazendo pra perto de novo quem já esteve perto demais.

Viajei muito hoje, né? Mas é porque ando mesmo assim, meio tonta, meio aérea, meio zonza com tudo. Talvez esteja em estado ALFA. Pra ficar ZEN e depois ficar MUITO BEM!

P.S.: Vão lá conhecer os blogs do Ivo, do Léo e da Loba. É só clicar em cima do nome deles...



Escrito por Anucha às 01h30

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O nome da foto é sugestivo: Desabrochar, por Inácio Freitas.

Maturidade pra dizer: EU ERREI!

Dia desses tava conversando com a Sayô sobre essa tal maturidade. Cá estamos nós, com 34 e 35 cada uma, e sentindo o peso da maturidade nos nossos ombros. Tendo que abrir mão de determinados comportamentos que não comportam mais. Tendo que refletir melhor sobre determinadas atitudes e convicções que não nos cabem mais. Tendo que assumir posturas mais serenas diante do que antes nos era motivo para uma explosão de alegria ou de raiva, quem sabe...
Hoje eu abri um mail que a Valdete mandou pra mim e lá dizia várias coisas do que nos faz uma pessoa feliz... Em muito do que tinha lá eu me identifiquei. Mas parei numa frase: “TER MATURIDADE SUFICIENTE PRA DIZER EU ERREI!”
Então é isso. Sou feliz, conclui. Assumo o ônus de escolhas erradas no passado. E, se você quer saber com toda sinceridade da minha alma, apesar de ter dito inúmeras vezes aqui que estava feliz nesses últimos meses, acredito hoje que tudo não passou de uma ilusão. Aquilo não era felicidade. E digo em alto bom som: SE PUDESSE VOLTAR, NÃO FARIA DE NOVO. Ou até faria pra ter aprendido levando na cara e estar aqui admitindo isso hoje. Vida é isso, né? “Vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas, aprendendo a jogar...”, cantava lindamente a Elis.
Abro um parêntese para postar aqui um troço que li lá no Diário Evolutivo, do Leo Costa, baiano retado da peste:

“...vai e não deixe rastro algum, não deixe nenhum sentido do que houve, não deixe sequer a sombra de ontem, vai que já passou da hora, o sino já tocou três vezes anunciando a morte do antigo, o sol já se pôs sete vezes e a manhã não iluminará mais um caminho partilhado entre nós...”

Parece incoerente, né? Viver e se arrepender de ter vivido. Logo eu que sou corajosa?! Mas não é uma questão de covardia. É uma questão de consciência do erro. E isso é maturidade, né, Sayô?!
Voltando à musiquinha do Sater... “Hoje me sinto mais forte, mais feliz, eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei e nada sei...”
E se “...é preciso amor pra poder pulsar...” que ele venha na hora que for. Não digo que estarei preparada. Mas, certamente, estarei me preparando, como o Quintaninha diz pra gente “cuidar do jardim para que as borboletas venham”. Pois então...
Aí, a gente acaba aqui com música, né? E tem uma que a Zizi canta, que eu lembro de ter cantado pra Lis há uns 20 anos e que agora quero cantar pra mim...

“A vida tem sons que pra gente ouvir.
Precisa aprender que um amor de verdade.
É feito canção.
Qualquer coisa assim.
Que tem seu começo, seu meio e seu fim.
A vida tem sons que pra gente ouvir.
Precisa aprender a começar de novo.
É feito tocar um mesmo violão.
E nele compor uma nova canção.
Que fale de amor.
Que faça chorar.
Que toque mais forte esse meu coração.
Ah, coração, se apronta pra recomeçar.
Ah, coração, esquece esse medo de amar de novo...”



Escrito por Anucha às 12h34

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A despedida do amor...

Martha Medeiros                        

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a
sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão
envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria
assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor
física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser
amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a
dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de
remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói
também.

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.

Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que,
sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não
retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou
a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se
apega. Faz parte de nós.

Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é
preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa
maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível
alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar
mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.

A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que
sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que
nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma
história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa
também sair de dentro da gente. E isso dói.

 

Entenderam como me sinto? Levei esse texto lá pra terapia na quinta. E a terapeuta sacou que era mais ou menos isso que eu tava sentindo e não sabia bem expressar. E por que eu falei “TAVA”? Porque sei que uma hora passa. Melhor, já está passando. Porque eu quero. Melhor ainda, eu não quero continuar sentindo essa dor ou outra parecida com ela. E quando a gente não quer ou quer muito alguma coisa... como bem disse ela, a minha terapeuta... o universo, as entidades, a energia boa conspira para que tudo dê certo. E vai dar certo pra mim. Ah, se vai! Lembra daquilo que escrevi aqui dia desses sobre uma dívida que minha mãe disse que a vida tinha com ela? Pois eu acredito nisso. Acho que a vida deve sim. E vai pagar. E eu serei merecedora dela. A dívida será paga com felicidade. E eu preciso estar plena para receber.

Vou ficando por aqui porque vou já encontrar com a Sayô e a Sanka lá no Pirilanches pra ver a Dandinha e a Cacá. Música, alto astral, amigos. É disso que preciso agora. E não vou mesmo abrir mão disso. Ah, hoje a Carina teve aqui. Tipo pra se despedir. Conversamos, afirmamos o carinho e a amizade e na descida da escada... nos abraçamos e choramos a saudade. Ela vai voltar pra Fortaleza. Mas o que tem de bom nisso? Vou ter mais um motivo pra sair daqui, viajar e matar a saudade.

A Nanda é uma piauiense muito da gente boa que eu conheci pela net. Ela é irmã do Gerson, que estudou comigo no Andreas. Ô, mundão pequeno! Aí, dia desses, a gente conversou no MSN. No mesmo dia, ela comentou isso no meu blog, que pinçou de um outro blog...

 

"Um dia após o outro... Como é perfeito um dia vir após o outro (...) com o passar dos dias, as coisas vão se posicionando, as dores vão diminuindo e a gente vai se fortalecendo. Como é bom ter que nanar entre os dias e suas circunstâncias. Até nisso Papai do Céu pensou.

Uma hora a gente acaba dormindo e tudo vai se ajeitando. (...) apesar dessa dor morar comigo, muitos dias já se passaram, muitas noites de sonhos e pesadelos (outros) já vivi, já tá tudo bem!

Não tem choro que não cesse, não há dor que não se acostume, não tem dia sem noite... não tem tempestade sem bonança." 

 



Escrito por Anucha às 22h21

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O dia em que virei poesia...

 

Foi anteontem. Mais precisamente às 9h45 da noite. Quando cheguei em casa, depois de visitar minha amiga Lícia, que tá dodói. Abri meu blog e vi um recadinho da Loba pra eu ir ao blog dela. Qual a minha surpresa?! Eu e a minha história viramos motes pra uma bela poesia, escrita por alguém que nunca me viu, mas me acompanha (e me guarda) há pouco mais de um ano. Uma amizade virtual, que cultivamos, eu e ela, com muito carinho.
Então, eu li, reli e desabei a chorar. E as lágrimas, mais uma vez, viraram rio. Ou melhor, segundo ela, eu estou virando rio. Fiquei impressionada como ela me leu direitinho. E como me descreveu melhor ainda... 
 

Resiliente

Por Loba

 

enquanto estrelas viravam versos
e a lua
brincava de esconde-esconde
inventou vida
quando cúmulos lhe cercaram
perdeu-se no temporal
e da vida inventada
sobrou solidão
cortejou o sono eterno
e nas profundezas
esvaziou-se de si mesmo
quando nada mais havia
do vazio brotou lágrima
virou rio

 

Mas como tudo na vida é movimento, como diz minha querida Gorda... Um certo Rebelde, que deve ter chegado aqui via Betty Boop, me convidou a construir pontes. E eu, curiosa, fui buscar a receita no blog dele. Tenho que compartilhar com vocês...

 

“... quando a dor é na alma, quando o incômodo afeta o coração, o sentimento, continuamos agindo exatamente como se nada precisássemos fazer. Pensamos: "se a dor veio, ela vai embora. É assim e pronto". Nos limitamos a reclamar, chorar, brigar com alguém que acreditemos ser o responsável por ela e... só!
Assim, vão se instalando dores que cavam abismos, que abrem buracos dentro da gente, fazendo com que fiquemos de um lado da margem sem saber como atravessar. Abismos que nos separam de nós mesmos, colocando-nos num lugar onde temos como velhas companheiras a Solidão e a Saudade. Mas tem também o medo, a raiva, a ansiedade, o ciúme, a falta de coragem para amar e deixar ser amado...
Eis o grande momento da escolha. Ficar aí, deste lado da margem, sentado na beirada e lamentando por não saber como chegar do outro lado... ou... construir as pontes. Talvez agora você argumente: "mas não sou arquiteto, nem engenheiro civil, nem tampouco pedreiro. Não sei construir pontes".
E aí voltamos à pergunta principal: como? Muito bem! Tomando atitudes. Quais atitudes?!? Existem várias e tudo depende do tamanho e da profundidade do seu abismo. Requer um mínimo de auto-percepção.”

http://www.rebeldesemcausa.blogger.com.br

 

Então, o que preciso fazer é me transformar de rio à ponte. Atravessar de uma margem a outra.
Não olhar pra trás.
E, ao chegar à outra margem, queimar a ponte.
Pra não ter volta.
Pra seguir em frente.
Rumo à nova vida.
Quero resgatar meu sorriso.
Quero encher a mochila de carinho.
Quero distribuir minha alegria.
Quero dar cambalhotas na minha realidade.
Quero bater no peito e voltar a dizer:
EU SOU FELIZ!



Escrito por Anucha às 01h09

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Um dia depois do outro...

 

A vida se vive assim. Fazendo com que cada dia seja melhor que o que passou. Hoje, me sinto mais forte... Mais feliz? Ainda não. Construindo o meu caminho, sim. Uma estrada cheinha de ladrilhos coloridos, como um mosaico. É assim que a vejo no amanhã. Não posso me imaginar arrastando essa corrente por muito mais tempo. Nem tenho tempo pra isso. Tem meu trabalho, minha pós, minha família, meus amigos... meus amores. Claro que terei outros amores. Ou, que sabe, realmente O AMOR.

Sabe, quando a gente sofre um revés, a primeira coisa que acontece é um estremecimento da alma. A gente parece não entender por que foi vítima daquilo. Aí, passado um tempo, se percebe que o que nos aconteceu teve, sim, uma razão de ser. Seria uma espécie de proteção divina. O cuidado do Pai com a gente. Prevenindo uma dor maior no futuro. Hoje, acredito piamente nisso. E isso me fortalece. De que adianta eu ficar marcando passo pensando que tudo poderia ter sido diferente se o melhor é enxergar que se tivesse sido diferente eu iria sofrer ainda mais? E, como disse ontem pro Paulo (do blog Sonhos e Realidades)... definitivamente, EU NÃO COMBINO COM SOFRIMENTO!

Mas uma coisa eu aprendi com isso tudo: é muito doloroso você se decepcionar com alguém que você julga amar. Admitir que essa pessoa errou feio com você. E o pior... perceber que ela não se abalou nem um milímetro porque você disse que havia se decepcionado com ela.

Mas a vida continua e a fila tem que andar. Ainda não estou pronta pra outra. Digamos que estou me refazendo. E não quero de jeito nenhum ser surpreendida por alguém que me quer bem, como aconteceu ontem, me dizendo que eu estava muito dura. Não quero perder meu jeito doce, amável de ser. Não quero assumir uma postura de desconfiar de tudo, alfinetando quem não merece. Quero me livrar do gosto amargo da derrota. E seguir em frente. Rumo ao meu sonho, no qual acredito, rezo e espero... pacientemente.

 

P.S.: Tenho visitado uns blogs novos, que já até linkei aqui (vão lá curiar!). E nessas andanças, aprendi algumas lições.

Prometo que até o fim da tarde postarei aqui uns excertos “roubados” que podem complementar meu pensamento de hoje. Voltem depois, tá?!

 

COMO HAVIA PROMETIDO...

Desilusão. Os dicionários traduzem-na como sentimento de tristeza, frustração; desapontamento, decepção.
Desiludir-se é retirar de si uma ilusão. Ou seja, a pessoa não sabia a realidade de alguma coisa e criou uma ilusão, algo que não era verdadeiro, no seu lugar. Em dado momento a verdade aparece para ela, ela reconhece a ilusão e faz a desilusão. Agora, então, passa a conhecer mais um aspecto da verdade que antes não sabia. Torna-se mais sábia, portanto. Que bom!

Claro que nem sempre queremos encarar toda a verdade e por isso, ao realizarmos uma desilusão, em seguida criamos outra ilusão e passamos a viver dela, por ela. E seguimos de ilusão em ilusão, de desilusão em desilusão. Até quando?
Será que a verdade é algo tão difícil de vivenciar?

Numa coisa todos concordamos: a Verdade prevalecerá. Mais cedo ou mais tarde. Aliás, tanto mais cedo quanto mais a gente praticar a desilusão. É preciso total desilusão, permanecer livre de toda ilusão, para reconhecer a Verdade em sua essência e passar a viver por ela.”

M. NILZA

 

 



Escrito por Anucha às 12h23

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Réstia de luz

Sim. Existe luz por trás da porta. Existe uma porta. Ou inúmeras janelas ao redor. Aqui, retalhos da vida. Retalhos de textos. Leiam-me nas entrelinhas desses excertos.
Hoje, ainda sou dor. Uma dor diferente, certamente. A dor de quem fez o que tinha que ser feito. Uma pedra em cima. Uma pá de cal. Uma mão de tinta preta. Um enterro, sem direito a velório.
As amarras ainda estão no passado. E provocam dor na alma, na carne, no pensamento. (Quem disse que saudade é dor do pensamento acertou!)
Uma carta com destinatário certo. Na escrita, a verdade sem roupa de mentira. Nua e crua. Nem um gole d’água pra ajudar a descer. Aquilo que precisava sair de mim e eu não queria. O que tinha que ser dito. E que devia ser lido.
O fruto disso? Meu sossego. Não mais telefonemas. Não mais mensagens. Não mais encontros. Não mais NADA. Acabou!

De Clarice Lispector

“... possuo apenas uma vida...
e nela só tenho uma chance de fazer aquilo que quero.
Tenho felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz....
...A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e
tentam sempre...”
(TENTEI. LUTEI. SOFRI. CAÍ. MAS VOU LEVANTAR!)

De Goethe

“...No momento em que, definitivamente, nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento...
Todos os tipos de coisas ocorrem para nos ajudar, que em outras circunstâncias nunca teriam ocorrido. Todo um fluir de acontecimentos surge a nosso favor como resultado da decisão, todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e de ajuda material, que nenhum homem jamais poderia ter sonhado encontrar em seu caminho.  
Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar.
A coragem contém em si mesma a força e a magia.”

(SOU UMA MULHER CORAJOSA. ASSUMO OS RISCOS E AS CONSEQUÊNCIAS. SÓ ASSIM SE VIVE. SÓ ASSIM SE CRESCE.)

De Shakespeare

“...Depois de um tempo... a gente aprende a construir todas as estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão...
...Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve e o que você aprendeu do que quantos aniversários você celebrou...
...Aprende que realmente se pode suportar... que realmente é forte e pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.”

(TOMARA QUE EU APRENDA LOGO!)

De Içami Tiba

“Se você encontrar uma porta aberta à sua frente, pode abri-la ou não. Se você abrir a porta, pode ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter de vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, dá um grande passo: nesta sala vive-se.
Mas tem um preço: inúmeras outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.”
(MAS NÃO SE SABE QUAL SE NÃO TENTAR...)



Escrito por Anucha às 17h42

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Das mentiras travestidas de verdades...

A minha ida a terapeuta ontem foi a custa de algum sofrimento. Sim, porque não é nada fácil ter que admitir que perdeu, foi passada pra trás, faliu, sucumbiu... tudo por causa de uma mentira que, vestida de verdade, me fez acreditar que uma outra vida seria possível.
Minha terapeuta é uma espécie de monja, ou uma gurua, ou uma mestra, ou simplesmente uma mãezona. Ela me fita nos olhos e, aí sim, diz verdades pra eu acreditar. Verdades sobre mim, sobre minhas escolhas, sobre minhas ajudas a mim mesma e meus boicotes pessoais. Duro ter que dizer: “É, você está certa!” Mas pra ela eu não poderia dizer outra coisa. Ela sabe de mim.
Ela me disse que o ser humano não é esse ser perfeito em que eu acredito. Que falha. Diz coisas bonitas muito mais em benefício próprio que pra qualquer outro fim. Diz porque palavras é o que há de mais frágil e volátil. Afe! Como foi ruim ouvir isso. Eu que sempre acreditei na palavra, agora tenho que entender que nem todo mundo dá a ela o peso que eu dou. Ou dava, sei lá...
E, diferente da sessão anterior, eu disse NÃO. Um não que doeu pra sair. Mas era um NÃO-COMPROMISSO, carregado de promessas que não podem falhar. Promessas de mim comigo mesma. Pra meu benefício próprio. Pra minha retomada à vida alegre e cheia de esperança que eu sempre vivi.
Quero parar de ser dor. Quero parar de ficar paralisada pela dor. Quero parar de acreditar no que não é verdade. E essa é uma decisão que só eu posso tomar.
Teve outra coisa que ela disse que provocou uma reflexão profunda em mim. Disse que eu deveria avaliar bem a diferença que existe entre AMAR e DESEJO DE AMAR. Ela falou que às vezes a gente confunde uma coisa com a outra e, por confundir, acaba envolvida num emaranhado de sentimentos sem saber distinguir bem o que de fato estamos sentindo. (...)
Isso deu um nó na minha cabeça. Será que foi amor? Será que foi mesmo O AMOR MAIOR QUE A VIDA, do qual já falei aqui? Será que não confundi alhos com bugalhos? Vixe Maria, vou ter que parar e me futricar por dentro.
E pra fechar... o trecho de uma música do Frejat, que estava tocando na ante-sala da terapeuta antes de eu entrar...
 
“DESEJO QUE VOCÊ TENHA A QUEM AMAR
E QUANDO ESTIVER BEM CANSADO
AINDA EXISTA AMOR PRA RECOMEÇAR
PRA RECOMEÇAR...”



Escrito por Anucha às 11h28

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